segunda-feira, julho 24, 2017

AUTORES DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ



AUTORES DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ

A oportuna iniciativa dos jornais NH e VS do Grupo Editorial Sinos trata da publicação de textos e entrevistas  na língua alemã. Mais precisamente do dialeto hunsrich  da região alemã  originária da maioria dos imigrantes que aportaram em nosso  Estado em 25 de julho de 1824. “Für Immer” ( “Para Sempre”) é fruto do trabalho de Moacir Fritzen, Marcello Coller e Gabriel Guedes.

Esse evento provocou-me pesquisar em minha biblioteca particular não catalogada, o que tenho de Autores da Imigração Alemã.  Historicamente mais importante é o leopoldense Vianna Moog, nascido em 1906, membro da  Academia Brasileira de Letras com uma rica produção literária, destacando-se “ Um Rio Imita o Reno”  com a vida e obras dos imigrantes à margem do Rio dos Sinos.  O  jornalista hamburguense Felipe Kuhn Braun com 12 livros sobre Cidades ( Bom Princípio, Dois Irmãos, Linha Nova, Novo Hamburgo ). Memoriais, Cartas e Relatos de Imigrantes Alemães, Histórias.

“Canaã” de Graça Aranha, “O Continente” de Érico Veríssimo, “A Ferro e Fogo” de Josué Guimarães e “Videiras de Cristal” de Luiz Antonio de Assis Brasil podem ser considerados clássicos trazendo relatos de vida dos imigrantes.

“O Incidente” de Diva Walzer Kuhn , “Os Amores de Jacobina” do Pastor Martin Dreher publicados neste ano pela Editora Oiko. Tive o privilégio de receber seus autógrafos com tocante dedicatória.

Podemos ainda enumerar Telmo Lauro Müller “Colônia Alemã: Histórias e Memórias”,
Daniel Hillebrand “Registro da chegada dos imigrantes alemães em São Leopoldo”, Jean Roche “A Colonização Alemã e o Rio Grande do Sul”.

Minha relação de autores da imigração alemã é ainda maior, dado o espaço que tenho disponível nesta crônica fico por aqui desejando a todos uma boa leitura.

sexta-feira, junho 30, 2017

O ARQUITETO ALEMÃO






Tive o inusitado prazer de encontrar pela primeira vez o professor KURT WALZER nos idos anos setenta quando criamos o Movimento em Defesa do Acervo Cultural Gaúcho, incentivados pelo Dr. Leandro da Silva Telles, doutor pela Universidade de Berlim, fundador do Movimento e autor de um dos primeiros livros que tratam   da preservação e conservação do patrimônio cultural.


Um grande companheiro, o prof. Walzer era uma pessoa de elevada cultura e muito bom humor. Tratava com extrema cortesia a todos e em particular seus alunos de matemática e física. Carismático, tornou-se popular com os quais teve a oportunidade de conviver. Ele nasceu em Strassburg, no Estado da Alsácia, à época Alemanha, hoje território francês. Quando concluiu seus estudos de Pedagogia, candidatou-se para um emprego fora da Alemanha, pois era difícil emprego em alguma Escola da Alemanha, e esse cronista acredita também que era por não estar inscrito no Partido Nacional (nazista). Teve 3 opções: Hong-Kong, Espanha e sul do Brasil.


Tendo optado pelo Brasil foi contratado pelo padre jesuíta Michael Meier, diretor da Escola Normal Católica de Hamburgo Velho, onde lecionou em alemão(os alunos entendiam o idioma de Goethe), simultaneamente estudava português após 3  meses falava seu novo idioma. Exímio violinista, lecionou música organizando várias orquestras.

 A Escola teve de seus 38 projetos arquitetônicos nas várias construções 22 foram de autoria do prof.Walzer.
 No dia do colono de 1939, o discurso  de  um aluno da escola irritou o Secretário de  Educação do Estado  do Rio Grande  do Sul
 Dr. J.P.C. Coelho de Souza, representante da ditadura Vargas, o que ocasionou o fechamento da Escola e os professores perseguidos e presos. O prof. Walzer foi um dos levados à Casa de Correção (cadeia pública), teve bens apreendidos e ao ser libertado só recebeu uma  parte de volta.
 
Mais detalhes dessa extraordinário biografia podem ser conhecidos no livro INCIDENTE da historiadora Diva Walzer Kuhn, filha do mestre Kurt Walzer.
















domingo, maio 07, 2017

CINQÜENTA ANOS DE LIBERATO SALZANO



No início de 1967 em reunião na Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo fui incentivado por Lauro Diogo de Jesus, Coordenador da ACI/NH e cronista do jornal N.H., a participar do concurso para os cargos de funcionários e professores da Escola Liberato Salzano Vieira da Cunha.

O Diretor recém nomeado pelo Governo do Estado era o professor Orlando Razzera, matemático e físico do Colégio Júlio de Castilhos, o famoso "Julinho". Após entrevista com o Diretor e tendo ainda o crédito de ter sido aprovado em primeiro lugar no Concurso Estadual para o cargo de Secretário de Escola, fui nomeado Secretário Executivo.

A aula inaugural foi ministrada pelo Dr.Níveo Leopoldo Friedrich, líder empresarial e Prefeito Municipal que falou do Convênio tripartite Governo Federal (Obras e Equipamentos) Municipal (doação de uma área de terras de 20 hectares) e Estado (pessoal e custeio de manutenção).

O início em 12 de abril deveu-se ao atraso pelo Governo do Estado(como sempre?) para publicação dos Atos de criação da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, com os Cursos Técnicos em IIº Grau em Química em 1967.

Eletrotécnica coordenado por Fernando Fabiano da Rosa, formado pela E.T.Parobé de Porto Alegre e especializado em Eletrecité de France   e Mecânica, coordenado pelo Engenheiro Adolf Sajovic, com especialização na Europa, ambos começaram  em 1968.
O Corpo Docente altamente qualificado comprovou através dos anos o sucesso do empreendimento com a formação de técnicos profissionais competentes aceitos pelas melhores empresas e mesmo órgãos governamentais no Estado, no País e no exterior. Lembramos que alguns estagiários de Química receberam bolsas de estudo no exterior (América Latina, Alemanha e Suécia por exemplo).

Importante salientar que os Cursos eram à época totalmente gratuitos e como funcionavam  em tempo integral os alunos, funcionários e professores recebiam o almoço na Escola sem ônus para eles.

Com o decorrer do tempo e por necessidades do mercado foram criados novos cursos e passou-se também a prestar serviços de assessoria e assistência técnica às empresas tendo em vista a alta qualidade e precisão dos equipamentos, laboratórios e recursos humanos da Fundação.



sexta-feira, abril 21, 2017

A RELIGIÃO DE JACOBINA



No meu tempo de criança lembro que era hábito em minha família, a leitura de livros, revistas e jornais. Antes do almoço ou do jantar nosso pai fazia a leitura de um ou dois capítulos de um livro.  À época chamou-me a atenção o livro do Padre Jesuita Ambrósio Schupp " OS MUCKERS". Episódio histórico extrahido da vida contemporânea nas colônias alemãs do Rio Grande do Sul.


Ficamos sabendo agora que era um livro antimucker já que ..."Não foram ouvidos Mucker nem avaliados os autos do processo...os informantes de Schuppestavam todos eles do outro lado da trincheira, particularmente o Delegado de Polícia"...Sua finalidade didática era alertar sobre os perigos que surgem quando pessoas se afastam dos ensinamentos da Igreja e preparar jovens jesuítas que se dirigiam ao Brasil quanto aos perigos que os esperavam"...caracterizando a intolerância religiosa nas época.

 O primeiro livro a defender os Mucker foi publicado em 1957 por Leopoldo Petry "O Episódio do Ferrabraz( Os Mucker), contestando as leituras de Schupp, convertendo-se em libelo, no qual os Mucker são transformados de criminosos em vítimas.
O Pastor Martin N. Dreher, Doutor em História da Igreja e consagrado autor,  lança o livro "A RELIGIÃO DE JACOBINA" em boa hora pela Editora Oikos.Segundo Leandro Karnal " O autor penetrou fundo no pantanoso mundo da memória sobre os Mucker...trouxe uma contribuição essencial para o conhecimento dos fatos que abalaram os anos da década de 1870... quais os limites da religião e religiosidade na colônia de ascendência alemã...a reação forte à comunidade apelidada pejorativamente de Mucker ? Como fazer de Jacobina uma pessoa capaz de trazer à luz as contradições e tensões da sociedade  do Vale dos Sinos e adjacências?...respostas tratadas com profissionalismo e brilho por Martin Dreher".

Vale a pena conhecer esse Livro!!




domingo, dezembro 11, 2016

MEU TIPO INESQUECÍVEL

Quando o Prefeito Alceu Mosmann organizou uma comissão para estudar a viabilidade

de uma Universidade Regional fui convidado a participar da equipe do projeto pelo

Deputado e ex-prefeito Martins Avelino Santini presidente da ASPEUR que seria a

mantenedora da Universidade. O Secretário de Educação e Cultura João Carlos Schmitz

foi designado Diretor do Projeto Universidade e colocou uma equipe da SEMEC à

disposição, elegendo meu nome como Secretário Executivo e tive então a feliz

oportunidade de conhecer os funcionários da SEMEC e o Coordenador do Serviço

Militar Tenente Tito Alvim da Silva Borges, exímio datilógrafo e redator integrando à

equipe.

Foi nessa ocasião que tive o privilégio de conhecer e conviver durante meses com

Arlindo Feiten apelidado de “Gringo”. Esse apelido inusitado era fruto provável de sua

maneira expansiva e descontraída de dirigir-se às pessoas, contrário ao vigente

costume circunspeto e reservado daqueles de origem alemã de um modo geral,

contrário aos de origem italiana.

Era Arlindo Feiten um dos melhores e mais destacado funcionário da Prefeitura

Municipal de Novo Hamburgo, ótimo datilógrafo ( atualmente seria um digitador).

Entendia com perfeição os “garranchos” dos textos redigidos à mão que chegavam até

ele para decifrar documentos e dar redação final. Não tinha vergonha nem escrúpulos

para perguntar quando havia alguma dúvida ou mal entendido.

O que mais me cativou tornando o “Gringo” meu tipo inesquecível foi que durante 45

anos, desde o início do Projeto, nas manhãs do dia de meu aniversário Arlindo Feiten

ligava para minha casa e cantava o parabéns à você. Fiquei sabendo que era um hábito

cordial dele para seus amigos íntimos, colegas e familiares. O que leva uma pessoa a

ser tão polida e cordial¿

Para Éric Mension-Rigau “A polidez mostra-se sobretudo como um meio de civilidade

cujos instrumentos são ao mesmo tempo a linguagem verbal e corporal, a polidez

confere aos gestos, ao discurso, à maneira de caminhar, propriedades distintivas que

são insígnias de classe.”

E o Professor Ernest Sarlet dizendo: “- Para ser amigo basta ter sentimento, ter

coração, saber falar, calar, mas sobre tudo saber ouvir, saber conversar de coisas

simples, poder contar a ele o que ouviu de bom, dos anseios das realizações, dos

sonhos e realidades.”

Nesse ano, após comemorarmos juntos nossos aniversários, Arlindo Feiten deixou-nos

para a vida eterna...

*Plínio Dall´Agnol é professor Pós-Graduado em Antropologia Cultural

LUTAR, MATAR e MORRER

Foi por intermédio de meu colega e amigo Domingos Rodrigues da Universidade Federal de

Pelotas que tive o inusitado prazer de tomar conhecimento de “SOLDADOS, SOBRE LUTAR,

MATAR e MORRER”, Livro da Companhia das Letras, relatando de forma objetiva as práticas

bárbaras de soldados na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a maioria reveladas em

gravações secretas.



A inteligência aliada criou e desenvolveu um departamento específico integrado por espiões

e equipamentos de escuta clandestina para flagrar as conversas de soldados alemães

prisioneiros em vários locais. Eram em torno de um milhão de presos.

Sem que houvesse esse objetivo, também comprovou-se junto aos militares italianos a sua

grande revolta pela corrupção administrativa dos militares fascistas do Governo de

Mussolini, o que inclusive atingiu de forma letal o moral de suas tropas em combate.

Revelou-se a obediência cega e a decisão de não render-se ao inimigo por parte dos

soldados japoneses e o fanatismo suicida dos “kamikaze” que jogavam seus aviões sobre os

alvos inimigos tanto em terra como e principalmente no mar.



Foi comentado também o fanatismo dos americanos na Guerra do Vietnam: “O tenente

Calley, por exemplo, que foi condenado à prisão perpétua ( que logo depois foi suspensa)

por sua participação no massacre de My Lai, não hesitava um só instante em considerar

categoricamente como inimigos mesmo crianças e recém nascidos: ”Os velhos, as mulheres,

- as crianças – os nenês – todos eram vietcongues ou se tornariam vietcongues em no

máximo três anos. E dentro das mulheres vietcongues já havia milhares de

vietconguezinhos”!

O Comandante Hans Falber, do Campo de Besançon foi condenado à morte por Hitler em

virtude de não ter acatado ordens de execução de judeus e outros prisioneiros. A família de

Falber foi executada por ordem do Fürer. O Comandante de Auschwitz Rudolf Rüder

reconheceu o absurdo de extermínio de judeus considerando um grande equívoco, um

equívoco absoluto despertando o ódio de todo mundo.



Os alemães Sönke Neitzel e Harald Welzer, professores e pesquisadores renomados

apresentaram essa valiosa obra literário de extensa pesquisa que vale apena ser lida e

conhecida de todos os que se preocupam em saber dos grandes erros e dramas causados

pela ditaduras no mundo.

*Plínio Dall´Agnol é professor Pós-Graduado em Antropologia Cultural

A PROFESSORA DE ALEMÃO

“Se o mundo amanhã se consumisse, eu ainda hoje plantaria a minha macieira e pagaria as

minhas dívidas.” ( Martin Luther )

Essa é a introdução do encantador livro da Professora Erica Dorotéa Sarlet, com uma dedicatória

a mim endereçado. Eu voltara de viagem à Alemanha e sentira falta de poder falar alemão,

embora boa parte da população daquele País saiba vários idiomas, principalmente no comércio e

na cultura.

Resolví então estudar alemão e para tanto fui prontamente auxiliado pelo Professor Ernest

Sarlet, meu colega na Feevale e esposo de Dona Erica. Ele a “convocou democraticamente” para

ser minha professora particular em horário especial. As aulas eram ministradas na Fundação

Evangélica no início da manhã. A professora era ótima, com vasto conhecimento da língua e

cultura alemã, morando por muitos anos em Berlim vivenciou os dias terríveis da II Guerra

Mundial, assistindo as perseguições nazistas e as atrocidades cometidas pelos soldados russos

invasores saqueando, roubando e estuprando. O lado bom desse período é que ela especializou-

se na Universidade de Berlim e no Instituto Goethe de Língua e Civilização Alemã do qual é a

Delegada em nosso Estado.

Dotada de grande paciência me auxiliava nas dificuldades de leitura e pronúncia. Com extremo

bom humor dizia: -“ Plínio! Tu falas alemão como um britânico!”. O motivo é que minha

formação básica de inglês deu-se no Centro de Cultura Inglesa de Porto Alegre, patrocinado pelo

Conselho Britânico. Infelizmente não pude completar meus estudos de alemão, pois a Feevale

não liberou mais horários. Ao menos essa experiência foi válida e sou eternamente grato à Dona

Erica e ao Professor Sarlet que sempre foi meu amigo e principal apoio.

Cabe ainda registrar mais um livro de Erica Sarlet. Trata-se de “Um Abraço com Carinho”, em

conjunto com o Prof.Ernest Sarlet, é uma bela visão fotográfica dos mais encantadores recantos

de Novo Hamburgo. Diz o prefácio de Dona Erica: “- Deixei-me encantar e quem viu as fotos

sugeriu a publicação – eis que surgiu um trabalho a quatro mãos é o nosso livro como

homenagem à cidade que há 45 ano tão bem acolheu o casal Sarlet. Aqui encontramos trabalho

e amigos, os nossos filhos cresceram e estudaram. Eis o nosso lugar que amamos de coração”.

E o Professor Sarlet completa: “- A beleza da cidade é responsabilidade de todos nós! A

qualidade de vida é o resultado do esforço, da colaboração e da contribuição de todos os

cidadãos.”

Sinto-me extremamente honrado pela oportunidade que tive de conhecer esse casal de

ducadores que tanto produziu pela cultura e educação no Brasil.

*Plínio Dall´Agnol é Professor Pós-Graduado em Antropologia Cultural

segunda-feira, agosto 15, 2016

EM PREJUÍZO DOS AGRICULTORES

O  cientista Louis Pasteur afirmava que “o vinho é a mais saudável das bebibas ingeridas às refeições”. Infelizmente parece não ser esse o mesmo parecer e opinião do governo federal brasileiro. Esse acaba de sobretaxar as chamadas bebidas destiladas ( dentre essas a cachaça, o uísque, a vodka) somando a essas o vinho que nós cidadãos comuns consideramos um complemento alimentar, não é uma bebida de elevado teor alcoólico, portanto não deveria ser incluída entre as chamadas bebidas quentes
.O vinho é considerado um patrimônio cultural e complemento alimentar em países europeus como a Itália, a França, Portugal e outros países. Na América destacamos o uso saudável e valorização do vinho em várias regiões como a Califórnia norte-americana e em nossos hermanos vizinhos do Uruguai,  Argentina e Chile.Respeitáveis instituições nacionais e internacionais de pesquisas,
 Universidades e Centros Especializados vem demonstrando os efeitos benéficos do vinho sobre o corpo humano ( nos ossos, coração, aparelho digestivo e cérebro dentre outros).  É claro que tudo isso vem acompanhado da recomendação oportuna do consumo adequado e moderado.
 Outro lamentável equívoco do governo federal brasileiro refere-se ao prejuízo que essa tributação excessiva sobre os vinhos pode causar à uma grande cadeia de  produtores  agrícolas nas várias regiões de vitivinicultura. Nesses locais a prática é exercida  em pequenas e médias propriedades, algumas reunidas em cooperativas, de famílias de imigrantes e outros descendentes que colhem seu sustento na vitivinicultura. Além do mais com a extensão  à novas regiões como a campanha do Estado, vários pequenos municípios e exitosas cooperativas  passam  a ser punidos pelo governo federal brasileiro.
Como afirma o deputado estadual Sérgio Turra, descendente de imigrantes, “ No intuito de arrecadar, o governo  federal  brasileiro não efetua a redução de seus gastos( 31 Ministérios e outros penduricalhos)  e para evitar o déficit em suas contas penaliza os produtores e consumidores”.
 Com novas taxas a carga tributária federal atualmente superior a 50% vai se tornar mais pesada para o consumidor ao pagar sua garrafa de vinho.Para o bem de todos, seria de bom alvitre o governo federal ter a coragem de revisar sua atual posição, o que se tornaria bem simpático e até melhorar seus índices de receptividade na opinião pública. Os agricultores agradeceriam e os consumidores comemorariam com um bom cálice de vinho de alta qualidade nacional.
P.S.: Publicado na revista Fundamental de agosto/2016 sob o título O Vinho que Faz Bem

quinta-feira, agosto 11, 2016

UMA ACADEMIA EXEMPLAR


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O Estado de São Paulo é considerado tradicionalmente “ A Locomotiva do Brasil” em virtude de possuir o mais expressivo complexo econômico: mais de 50%  da movimentação financeira nacional gira naquele Estado da Federação. Sua  Bolsa de Valores é a principal do país.
 Mas não é só em economia e finanças o destaque, na área cultural a diversidade é enorme: A USP é considerada a melhor na América Latina e é destaque internacional no ensino e pesquisa. O Museu de Arte de São Paulo-MASP, na avenida Paulista possui um acervo de obras de arte de elevado valor, o Museu de Arte Contemporânea da USP  expõe em seu acervo artistas nacionais e internacionais( Modigliani é um exemplo). Além da Academia Paulista de Letras várias cidades  do interior patrocinam suas academias de letras.

Destacamos nesta crônica a Academia Bauruense de Letras da cidade de Bauru Ela reúne um grupo expressivo de escritores, jornalistas, professores e outros autores que atuam em jornais, revistas, universidades, órgãos públicos e igrejas.

Merece comentário a mais recente publicação da Academia Bauruense de Letras, lançada em dezembro passado “Natal Sempre Natal”, uma leitura para  o ano todo pelo seu conteúdo humanístico-afetivo. Cecilia Lara, coordenadora da Oficina da Palavra, prefaciou o livro comentando: - “...fui encarregada por Rosa Leda Accorsi Gabrielli(Organizadora) de coletar as colaborações dos participantes da Oficina da Palavra que quisessem escrever textos em prosa e poesia...cada um expressando um momento marcante...e o resultado final está aqui: uma diversidade muito grande de abordagens sobre lembranças ou reflexões...dentro dessa grande variedade, persiste a expectativa de reafirmação de sentimentos de solidariedade e de fraternidade humanas, pois no fundo, não se pode ignorar certa magia, certa vibração contagiante, que que impele o indivíduo na direção do próximo, como um sopro de alguma coisa que se renova.”...

A Organizadora do livro é a Dra. Rosa Leda Accorsi Gabrielli, advogada, professora de história e geografia, artista plástica e jornalista, formada pelas melhores  Universidades de São Paulo. Possui extensa vida profissional escrevendo textos pastorais da Igreja Católica, membro da União Brasileira de Escritores. É detentora de cadeira na Academia Bauruense de  Letras que tem Cora Coralina como patronesse. Ela é como esse cronista, neta de Bortolo Accorsi, comerciante e produtor rural, co-fundador da Colonia Italiana de São Roque, distrito de Bento Gonçalves.

A Dra.Rosa Leda participa também como autora de dois textos: Um sobre imblóglios de uma família de origem italiana e outro sobre um pai que não comemorava festividades de origem religiosa. Ela está assumindo a presidência da Academia neste ano.

Esse livro é um alento para tornarmos  pessoas melhores, transformar-nos e também ao mundo, conflitos, reflexões sobre o tempo líquido, a fluidez dos relacionamentos...tempo de acreditar e de pensar que sempre vale a pena.

O PREFEITO QUE ERA POETA


O Prefeito de Novo Hamburgo Eugênio Nelson Ritzel foi eleito pela oposição à época MDB, contra os candidatos da ARENA (pró-governo militar), com expressiva margem de votos. Era pessoa bem conhecida na comunidade,  formação militar, dispensou o carro oficial e caminhava desde sua casa próxima à Sociedade Ginástica no Bairro Rio Branco até a Prefeitura na Praça da Bandeira na divisa de Centro com Hamburgo Velho.

 Professor conhecido como disciplinador, organizado e culto dedicou boa parte de seu mandato em favor da cultura. Tinha sido patrão de CTG e criou em sua gestão o Grupo Folclórico NH que apresentou-se na maioria das capitais brasileiras, viajou pela América Latina e participou do Folkmoot/USA, festival internacional  na Carolina do Norte.

Discordei dele por não ter desapropriado o antigo Cine Theatro Lumière que virou uma igreja, em compensação ele teve  coragem  ao declarar de utilidade pública e adquiriu o prédio  onde hoje se encontra a Biblioteca Pública Municipal que vivia peregrinando de um lado para outro sem uma sede própria. Também construiu o Centro de Cultura onde estão instalados a Secretaria de Cultura, o Teatro Paschoal Carlos Magno e a Escola Municipal de Artes . Foi membro co-fundador da Seccional do Movimento de Defesa do Patrimônio Cultural Gaúcho.

Fiquei vivamente impressionado quando tomei conhecimento de sua inusitada obra poética: IMIGRÍADES  o Poema Épico das Gerações de Origem Alemã no Rio Grande do Sul. Publicado num encarte do Jornal NH, do Grupo Editorial Sinos, dentro das comemorações do Sesquicentenário  da Imigração Alemã.

É uma composição em 173 versos relatando dentre outros:   A invasão da Europa por Napoleão, Pródromos da Imigração, João Daniel Hillebrand, a aparição de Jorge Antonio Schaeffer, A partida do lar e o início da Imigração, Chegada ao Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Leopoldo, A Feitoria do Linho Cânhamo, breve alusão aos Muckers, Os Brummers, lanceiros imperiais, O Musterreiter (Caixeiro Viajante), Vultos em Destaque na Colonização, O índios, os bugres e as Missões Jesuíticas e finalmente uma homenagem  merecida à mulher do colono.

Ao final de seu mandato Eugênio Nelson Ritzel resumiu: - “Com quase insignificante ajuda Estadual e Federal, foi demonstrado o quanto pode ser feito em educação, cultura, infraestrutura, transporte,  asfaltamento, saúde e lazer, sem mordomias e sem parentes na área da Prefeitura. Média municipal de arrecadação de 92% e média de aprovação de 82%  nos exames finais da Rede Municipal de Ensino. De mãos dadas tudo é mais fácil.”




0 HOMEM DA LINGUAGEM LOGO



No início dos anos 80 o jornalista Paulo Sérgio Gusmão, diretor do Grupo Editorial Sinos com seu irmão Mário Alberto, incentivaram a comunidade regional e em especial as Escolas a utilizarem a informática para o ensino e para o trabalho. Daí surgiu o Projeto Agora, com a participação decisiva do professor Ernest Sarlet, Secretário Municipal da Educação, grande líder educacional.

Com o apoio material e institucional da FEEVALE foi criado o Congresso Nacional de Informática Educacional e o Congresso Internacional de Linguagem Logo. Com a participação de profissionais locais, do país e do exterior. Especialistas de vários países estiveram presentes.

O principal convidado foi o professor e matemático Dr. Seymour Papert, diretor do Laboratório de Inteligência Artificial do MIT. A razão era muito simples: tratava-se do criador da linguagem Logo, processo de formação educacional de crianças para o uso do computador.


Até hoje tenho em minha biblioteca o livro “LOGO: Computadores e Educação” editado pela Brasiliense em 1986, com uma dedicatória a mim endereçada quando de sua estada conosco.

A contracapa do livro resume: Você já pensou na possibilidade de o computador servia para o desenvolvimento intelectual da criança¿ Pois esse livro não só demonstra que isso é possível, como também apresenta um revolucionário sistema que viabiliza uma nova concepção de ensino. Seymour Papert revela aqui a facilidade com que a criança pode dominar a tecnologia dos computadores.

No último dia 31 Seymour Papert, nascido na África do Sul, faleceu em sua residência nos Estados Unidos, deixando-nos um legado de grande amizade e uma obra prima da educação para as crianças, também sob inspiração do grande educador suíço Jean Piaget. O Núcleo de Educação Informática e os computadores nas Escolas municipais criados pelo Professor Sarlet, tiveram o impulso decisivo do Projeto Agora e da passagem inspiradora de Seymour Papert aqui entre nós em 1986.





































ALCEU FEIJÓ: A IMAGEM ALÉM DO TEMPO

Desde garoto tenho acompanhado as notícias e as imagens dos nossos jornais e revistas. Meu s pais sempre incentivaram a leitura em nossa casa. Textos de Vinícius Bossle e fotografias instigantes de Alceu Feijó sempre foram e ainda são minhas preferidas.

A coluna Sala de Leitura da Jane Regina Mathias no Jornal ABC define com extrema propriedade o longevo e profícuo trabalho fotográfico de Alceu Feijó, o nosso  amigo de tanto tempo: “...lugares comuns e incomuns. Imagens que revelam o olhar sensível e mágico de quem dedicou a existência ao fotojornalismo.
..
Fui convidado pela professora Tuti, filha do Feijó, para o lançamento bem em tempo do livro de fotografias que foram magistralmente produzidas  e publicadas nos veículos de comunicação do Grupo Editorial Sinos e outros meios de comunicação.

Dispensável justificar, porém é interessante especificar as inúmeras e diversificadas abordagens de instantes fotográficos que podemos contemplar:  a história do futebol( Pelé e a Copa do Mundo), administradores públicos e políticos bem como cidadãos comuns, a escola e o sindicato. São tantos que somente vendo para apreciar o encantamento em nós produzido.

A história do fotojornalismo e da fotografia em geral em nossa comunidade e no Brasil, não estariam completos se não houvesse a presença de Alceu Feijó, um verdadeiro mago da comunicação.

 Esse livro de fotografias é uma enciclopédia que não deve faltar em casa, na escola, na universidade e principalmente na Biblioteca Pública, tão carente de grandes novidades pela carência de recursos destinados à cultura pelo poder público.

quarta-feira, novembro 25, 2015

100 ANOS DE ALDO LOCATELLI



Neste ano de 2015, mais precisamente no dia 18 de agosto, comemoramos o centenário de nascimento de Aldo Locatelli,  nascido em Bergamo, na Itália, veio ao Brasil a convite de Dom Antonio Zattera bispo de Pelotas.  Chegou em 1948, estava acompanhado por dois patrícios seus; Adolfo Gardoni e Emilio Sessa, com a missão de ornamentar com imagens sacras a Catedral de São Francisco de Paula de Pelotas. Após a conclusão de seus trabalhos gostou tanto e foi tão bem recebido pela comunidade riograndense que decidiu permanecer no Brasil, acompanhado pela esposa onde tiveram dois filhos.

Embora tenha falecido prematuramente aos 47 anos de idade (em 1962) deixou um precioso legado artístico de simbologia impar e revestido de imenso humanismo, por sua obra e seu comportamento como professor em Pelotas, onde criou a Escola de Belas Artes  daquela cidade e em Porto Alegre para onde mudou-se onde tinha muitos pedidos e encomendas de trabalhos artísticos. Também lecionou no Instituto de Artes da Universidade do Rio Grande do Sul.

No terminal do antigo Aeroporto Salgado Filho encontra-se o magnífico painel sobre a Conquista do Espaço. No Palácio Piratini estão painéis expressivos da simbologia e cultura gaúcha: A Formação Histórico-Etnográfica do Povo Riograndense  e O Estado. Na FIERGS um painel à óleo sobre tela mostra a formação as diversas etnias que formaram o Rio Grande do Sul a partir da colonização portuguesa em Rio Grande. A UFRGS tem dois painéis importantes: As Profissões, na Reitoria e uma homenagem às artes visuais no Instituto de Artes.


Na Igreja Santa Terezinha, de Porto Alegre, estão várias pinturas de Locatelli. Na Catedral São Pelegrino de Caxias do Sul e em Santa Maria e Novo Hamburgo estão contempladas também. Na Catedral São Luiz vários painéis mostram a vida, a sagração e extrama unção de São Luiz Gonzaga. As pessoas religiosas ou não, que apreciem as belas artes e que ainda não estiveram nessa Catedral, devem aproveitar a próxima oportunidade e verificar o extraordinário trabalho artístico desse inesquecível pintor que tanto honra as artes plásticas.





  

domingo, julho 19, 2015

Os Relações Públicas Honorários


O exercício profissional de Relações Públicas é estabelecido por Lei e regulamentado por decreto específico. Fica ao encargo do Conselho Federal e dos Regionais a fiscalização e o registro de seus inscritos, para o bom e legal andamento da atividade. Pessoas que atuavam nesta profissão em data anterior à regulamentação foram registradas como provisionados podendo exercer as atividades inerentes com os mesmos direitos dos novos profissionais.

Tive o prazer de conhecer algumas pessoas especiais  em nossa comunidade que por sua conduta inusitada poderíamos chamar de Relações Públicas Honorários. Esses foram meus tipos inesquecíveis: O professor Lauro Diogo de Jesus, aposentado pelo SENAI, passou à Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo-ACI/NH. Ele era um verdadeiro “homem dos sete instrumentos”: Secretariava reuniões, organizava eventos e chefiava o cerimonial. Com experiência obtida no SENAI organizou os Cursos de aperfeiçoamento dos recursos humanos das empresas e instituições públicas e privadas.

 Foi num desses cursos que conheci Lauro Diogo.  Sabedor de minha classificação em 1º lugar num concurso público estadual para Secretário de Escola indicou-me para Secretário Executivo da Fundação Liberato Salzano. Graças a ele tive meu primeiro  emprego.  Lauro Diogo era uma pessoa alegre, comunicativo e culto recebia a todos com atenção e dedicava o melhor de seu conhecimento e experiência nos cursos e seminários que organizava.

Meu próximo tipo inesquecível foi Octávio Oscar Bender. Compartilhamos o esforço no projeto do então Prefeito Alceu Mosmann de criação da ASPEUR que viria a ser a mantenedora da FEEVALE. Seu Otávio,  tínhamos o hábito de assim chamá-lo, foi com o motorista Sady e a professora Gessy Sfair Silveira, visitar os vários municípios da região, durante meses em 1969, colhendo apoio das  comunidades.

 Mais tarde tive o privilégio de contar com seu apoio na Chefia de Gabinete do então prefeito municipal Miguel Henrique Schmitz, um administrador público gentleman que valorizou nosso trabalho.  Seu Otávio não media esforços, era de uma cortesia sem fim, extremamente cordial em todos os momentos, tinha um vocabulário especial e uma palavra de atenção para todos, sem distinção de cargos. Assumia a representação da prefeitura sempre que convocado, sacrificando às vezes o lazer com a bela família que possuía mas que sabia do bom homem que tinha lá em casa
.
Poderia enumerar outros nomes, por hoje ficamos nesses dois exemplos marca

Ação da Polícia Civil em Novo Hamburgo



No último final de semana as emissoras de televisão, rádios e jornais apresentaram um noticiário inusitado para não dizer difícil de acreditar: empresa ou pessoas assaltadas em Porto Alegre, prenderam os bandidos. Telefonando para a polícia militar ou civil,( não sei certo qual foi), as vítimas receberam a notícia que faltava viatura para o atendimento da ocorrência. De acordo com o noticiário da capital existem viaturas depositadas no pátio de um órgão público, mas, que ainda não podem ser utilizadas porque o Sr.Governador não tem agenda disponível para entrega oficial das mesmas.

Felizmente em Novo Hamburgo, embora as dificuldades materiais, a Central de Policia Civil está localizada num prédio moderno (sede anterior da Prefeitura) reformado com apoio da comunidade em  acordo com o governo do Estado. Os recursos humanos ( delegados, inspetores, escrivães ) estão plenamente capacitados em suas funções.

Esse cronista pode testemunhar um fato ocorrido nos últimos dias: Uma família teve sua residência assaltada. O ladrão ao fugir da casa foi identificado por operários de uma obra vizinha à residência. A família vitimada foi à Central de Polícia Civil de Novo Hamburgo para fazer o registro da ocorrência de roubo onde, prontamente atendidos pelo inspetor Giovanni, o mesmo de imediato  encaminhou o assunto para a Divisão de Investigações da 1ª Delegacia. O inspetor Lemos passou a acompanhar o caso colhendo informações sobre um dos objetos roubados: um celular de última geração tinha  rastreador  seguindo o assaltante até quem adquiriu o aparelho roubado. Essa pessoa, uma mulher de Porto Alegre teve seus registros sociais e familiares rastreados( numa piscina e academia de clube, ruas e comércio da cidade).  Com esses dados e uma diligência minuciosa e persistente o inspetor Lemos conseguiu identificar a receptadora. Ele passou trabalho com a mulher que criou as maiores dificuldades para apresentar-se numa delegacia. Finalmente intimada fez a entrega do aparelho com arrogância.

Embora a receptadora tenha devolvido o celular roubado sem o cartão de memória, as imagens dela estão todas arquivadas no computador da polícia, graças aos inspetores Lemos, Giovanni e Lourenço.



As Relíquias Sagradas de Hitler



O livro de Sidney D. Kirkpatrick é uma história real, baseada nos diários, cartas, entrevistas e registros militares da 2ª guerra mundial. O 1ºtenente Walter Horn, alemão, filho de um pastor luterano, fez seu doutorado em artes na Universidade de Hamburgo, em 1943 emigrou para os Estados Unidos e passou a servir o exército. Agente da inteligência americana foi designado pelos generais Dwight D.Eisenhower e George S. Patton para resgatar em Nuremberg as Jóias da Coroa que haviam sido roubadas pelos nazistas do Kunshistoriches Museum de Viena.



Quando interrogava o prisioneiro nazista Fritz Hüber, ficou sabendo que havia um tesouro oculto e vigiado por guardas, num “bunker” sob o Castelo de Nuremberg, só o Reichsführer Heinrich Himmler e algumas pessoas da alta confiança sabiam disso: Obras de Albrecht Dürer, esculturas de Veit Stoss(da Polonia) códices medievais, mapas,  e relíquias ecumênicas do Sacro Império Romano (a coroa imperial, o orbe, a lança sagrada, o cetro e duas espadas).



Com ordens secretas e expressas de seu alto comando, Walter Horn teve enormes dificuldades junto aos oficias locais por ciúmes das grandes atribuições recebidas de Eisenhover e Patton. Somava-se ainda aos cidadãos locais alguns com medo outros por terem sido membros do governo Hitler. Lamentáveis foram os casos de roubos praticados por militares americanos: Um oficial chamado Alter sofreu um acidente com seu jipe levando moedas de ouro, jóias, libras, relógios de ouro e diamantes que roubara de um depósito do próprio exército.  Alto oficial americano roubou a cama de Göring, com todas roupas de cama e enviou para sua casa em Atlanta. Um soldado vendeu o punhal de Göring porque desejava comprar uma granja no Texas. Outro oficial roubou o melhor uniforme, as medalhas e a espada cravejada de brilhantes.




Horn e sua equipe nem procurou outros aspectos indecorosos revelados pelos arquivos da inteligência militar.Nesses casos erros, roubos e negligências ocorreram da parte dos nazistas e de alguns poucos das forças aliadas de ocupação.

Ao final dois alemães expatriados (Felix Rosenthal e Walter Horn), um prisioneiro de guerra (Fritz Hüber) e um grupo de ex-nazistas de fidelidade duvidosa foram os principais responsáveis pela recuperação do tesouro pelas forças Aliadas.