Crônica cultural e memórias assinadas por um gaúcho, do Vale dos Sinos para o Mundo.
sábado, abril 21, 2018
UM DIA DE ÍNDIO
Todos os anos, no mês de abril destinamos uma semana para comemorar homenagens aos nossos índios. Tanto que o dia 19 é “o dia do índio”.
A situação atual das relações da comunidade indígena com a chamada população branca e governamental é das piores possíveis. Há um constante debate sobre os espaços criados para que os índios possam viver, as chamadas terras indígenas, a invasão das mesmas pelos grileiros que tomam conta de áreas de preservação para exploração agrícola ou mineração.
Existe também a discussão de posse legítima de terras por fazendeiros e agricultores, os quais em alguns casos até possuem documentação regular fornecida em alguma época por autoridades governamentais.
Periòdicamente volta a discussão sobre formas de delimitar e definir áreas de preservação ambiental, de reservas indígenas e áreas que possam ser exploradas para agricultura, pecuária ou conjuntos habitacionais.
Enquanto nada é resolvido áreas são ocupadas e invadidas irregularmente, causando conflitos entre os indígenas e os fazendeiros ou invasores. Está mais do que na hora das autoridades competentes, governo e congresso nacional tomarem medidas corajosas e definitivas para encontrar soluções e um denominador comum que possa atender todas as partes envolvidas de forma legal, excetuando-se os exploradores e oportunistas.
Enquanto isso nossos indígenas continuam vivendo na maior simplicidade ainda em terras não exploradas, em suas ocas e ocaras livremente. Infelizmente outros estão à deriva nas periferias das cidades vendendo artesanato ou vivendo às custas da caridade alheia, como costumamos dizer nós brancos quando temos um mau dia “UM LEGÍTIMO DIA DE ÍNDIO”!
sexta-feira, março 30, 2018
RAMON FERNANDO O REITOR MAGNÍFICO
RAMON FERNANDO O REITOR MAGNÍFICO
* Plínio Dall´Agnol
Com a saída do professor João Carlos Schmitz da direção da FEEVALE, a sua Mantenedora, ASPEUR, decidiu inovar, trazer sangue novo (segundo seus critérios) e para tanto contrataram um Doutor aposentado da UFRGS. A experiência não durou dois anos. A seguir contrataram o Assessor Financeiro de uma importante empresa da região. Parece que os resultado s não foram tão satisfatórios, já que voltaram a confiar no corpo administrativo e docente da FEEVALE. Uma feliz iniciativa.
Dentre essas novas escolhas felizes destacamos o professor Ramon Fernando da Cunha. Bacharel em Ciências Contábeis, Pós-Graduado em Administração de Gerência Mercadológica e Mestre em Administração da UFRGS. Foi também Diretor e professor da Faculdade de Ciências Contábeis da FEEVALE.
A Assessoria de Imprensa da Associação Comercial e Industrial assim definiu o caráter e a importante trajetória de Ramon Fernando:
-”Desempenhou suas complexas atividades com imenso brilhantismo, transparência e interlocução institucional, deixando para todos que buscam aperfeiçoamento pessoal e acadêmico, um exemplo ímpar de liderança e humanismo.”
Sofrendo um Acidente Vascular Circulatório-AVC em 2014 , ficou impossibilitado de exercer suas atividades sociais e profissionais, vindo a falecer no final do mês de fevereiro passado.
O Reitor Ramon Fernando da Cunha, natural de Tubarão, Santa Catarina, deixou uma filha e um neto, e um legado de homem digno, que honrou sua família, seus amigos, alunos e colaboradores. Foi sem dúvida alguma o Reitor Magnífico da Universidade FEEVALE.
* Plínio Dall´Agnol
Com a saída do professor João Carlos Schmitz da direção da FEEVALE, a sua Mantenedora, ASPEUR, decidiu inovar, trazer sangue novo (segundo seus critérios) e para tanto contrataram um Doutor aposentado da UFRGS. A experiência não durou dois anos. A seguir contrataram o Assessor Financeiro de uma importante empresa da região. Parece que os resultado s não foram tão satisfatórios, já que voltaram a confiar no corpo administrativo e docente da FEEVALE. Uma feliz iniciativa.
Dentre essas novas escolhas felizes destacamos o professor Ramon Fernando da Cunha. Bacharel em Ciências Contábeis, Pós-Graduado em Administração de Gerência Mercadológica e Mestre em Administração da UFRGS. Foi também Diretor e professor da Faculdade de Ciências Contábeis da FEEVALE.
A Assessoria de Imprensa da Associação Comercial e Industrial assim definiu o caráter e a importante trajetória de Ramon Fernando:
-”Desempenhou suas complexas atividades com imenso brilhantismo, transparência e interlocução institucional, deixando para todos que buscam aperfeiçoamento pessoal e acadêmico, um exemplo ímpar de liderança e humanismo.”
Sofrendo um Acidente Vascular Circulatório-AVC em 2014 , ficou impossibilitado de exercer suas atividades sociais e profissionais, vindo a falecer no final do mês de fevereiro passado.
O Reitor Ramon Fernando da Cunha, natural de Tubarão, Santa Catarina, deixou uma filha e um neto, e um legado de homem digno, que honrou sua família, seus amigos, alunos e colaboradores. Foi sem dúvida alguma o Reitor Magnífico da Universidade FEEVALE.
Plínio Dall´Agnol é professor, Pós-Graduado em Antropologia Cultural
O ANIVERSÁRIO DA BIBLIOTECA
O ANIVERSÁRIO DA BIBLIOTECA
*Plinio Dall´Agnol
Num País onde a leitura não é das melhores, o 50º aniversário de uma Biblioteca Pública Municipal deve ser comemorado com grande ênfase e júbilo. Trata-se da Biblioteca Municipal Manoelito de Ornelas, de Tramandaí. Embora não tenha uma sede própria a Prefeitura não tem que pagar aluguel, pois, a Biblioteca encontra-se localizada num conjunto de salas do município, no Ginásio Municipal.
Como todo órgão da área cultural essa Biblioteca sofre da pouca atenção e cuidados das autoridades, tanto do executivo quanto dos vereadores, pois enquanto é gasto na promoção de shows musicais, alguns de qualidade discutível, não dispõe de verbas para aquisição de novos acervos como livros e assinatura de jornais e revistas.
Na Biblioteca, a bibliotecária Grazieli Demoliner e uma estagiária bolsista, assim mesmo recebem o público de forma exemplar com fidalguia seus interessados, orientando, dando informações e auxiliando os leitores em suas dúvidas. Assim mesmo, essa biblioteca pode ser considerada privilegiada, porque das 2.545 Escolas do Estado, apenas 28 possuem bibliotecário profissional.
Cabe ainda lembrar que Manoelito de Ornelas, jornalista, escritor, professor, poeta, Diretor da Biblioteca Pública Estadual, é autor do livro Sepé Tiarajú, o primeiro grande líder nativo gaúcho a morrer na luta contra os invasores espanhóis que exterminaram com as Missões Jesuíticas.
De acordo com o professor Rene Faustino, da UFRGS, existe na população do Brasil pessoas que fazem uso da leitura com alta qualidade e assiduidade, outros em grande número lêem pouco e sem o devido cuidado com a qualidade. Por isso a importância estratégica para a população e existência de Bibliotecas Públicas.
*Plínio Dall´Agnol, é professor, Pós-Graduado em Antropologia Cultural
MEMÓRIA DAS SETE COLINAS DE ROMA
Plínio Dall´Agnol
Na última Feira do Livro de Novo Hamburgo o sistema de Troca-Troca de Livros da Biblioteca Pública Municipal, motivou-me a fazer várias trocas interessantes.
Obtive o livro de Carlos Heitor Cony “QUASE MEMÓRIA” que ativou minha memória de filmes antigos que tive oportunidade de assistir. Foi “As Sete Colinas de Roma”, o que facilitou minha primeira visita à Cidade Eterna. Na ocasião tive o privilégio de ser orientado por meu companheiro de viagem num Congresso Internacional de Música: Era o Maestro e Regente Musical Nestor Wenholz, com Pós-Graduação na Alemanha e conhecedor dos melhores lugares culturais da Europa, em particular da Itália.
O livro de Cony relembrou minhas visitas e passeios com o Maestro Wenholz ao contemplar a arquitetura moderna herança do regime fascista do ditador Mussolini, bem como a infindável coleção de lugares antigos e novos que marcam de forma indelével a passagem de antigos romanos aos novos governantes, de modo particular a Igreja Romana.
O começo da visita foi nos charmosos Jardins do Vaticano, O Museu com um acervo riquíssimo de tapetes orientais, esculturas e quadros dos mais famosos e importantes autores. A Basílica de São Pedro com seus capitéis, as Colunas de Bernini no Altar Mór, a Capela Sistina com sua decoração impressionante, invadida por inúmeros turistas fotografando por todos os cantos, no lugar de ver melhor as imagens e figuras angelicais.
Percorrendo a cidade estivemos no Coliseu, nas termas de Caracala, a imponencia do Fórum Romano, a tumba de Trajano, agora denominada Castelo de Sant´Angelo, a Piazza Navona, Os vários Palácios públicos e privados, as Igrejas e Basílicas distribuídas pelas colinas romanas.
É um conforto para a alma e o corpo a ocasião para visitar e conhecer lugares novos, senão pessoalmente ao menos pelos livros.
Plínio Dall´Agnol é professor, Pós-Graduado em Antropologia Cultural
segunda-feira, dezembro 25, 2017
segunda-feira, outubro 16, 2017
ATAQUES TERRORISTAS
ATAQUES TERRORISTA
O leitor deve imaginar que os ataques terroristas em vários países são ocasionados por problemas políticos ou religiosos. Puro engano. É uma situação que vem acontecendo através dos tempos. Desde antigamente são atos brutais que horrorizam os mais diferentes países e comunidades.
A palavra terrorista surgiu com a Revolução Francesa de 1789 registrada como um “sistema ou domínio do terror”. No entanto nos primeiros registros da história eram considerados “grupos de pessoas que assustavam ou aterrorizavam outros para fazê-los acatarem suas crenças e práticas religiosas”. Os zelotes da antiga Judéia atacavam as autoridades dominadoras gregas e romanas. Os sicários eram outros judeus que aterrorizavam judeus que se haviam desviado de sua fé religiosa.
Na antiga Rússia também são conhecidos movimentos revolucionários que usavam a palavra terrorismo.
A Ex Primeira Ministra da Grã-Bretanha Margaret Tatcher foi categórica:”Devemos tentar encontrar formas de matar o terrorista de fome e o ladrão do oxigênio da publicidade da qual eles dependem”!!
O terrorismo moderno começou com a Ku Klux Kan na Guerra Civil Americana em 1865 contra a abolição dos escravos e a reconstrução do País, pela supremacia branca contra negros, semitas e outras minorias étnicas.
A Al Quaeda e o Estado Islâmico são os mais recentes movimentos que praticam atos terroristas contra populações civis. São alvos prioritários do terrorismo os países aliados na lutas que ocorrem na Síria, Iraque e Afganistão principalmente.
O livro das pesquisadoras Anne Williams e Vivian Head com o título de ATAQUES TERRORISTAS- A Face Oculta da Vulnerabilidade, detalha com objetividade e segurança os movimentos terroristas em todo mundo. Sua leitura é esclarecedora e a forma imparcial e científica de construção do texto merecem nossa total confiança.
É uma leitura séria apresentada de forma a esclarecer um dos temas quem tem preocupado a humanidade.
domingo, outubro 15, 2017
DOIS GÊNIOS DA HUMANIDADE
DOIS GÊNIOS DA HUMANIDADE
Se o Prêmio Nobel de Literatura existisse nos anos 1600, sem dúvida alguma, em determinado ano, seria dividido entre Miguel de Cervantes Saavedra e William Shakespeare.
O bardo inglês nasceu na pequena cidade de Stratfford-upon-Avon em 1564, filho de família humilde, estudou numa “grammar school", onde o latim era muito importante, porém nunca foi ao ensino superior. Em 1599 passou a ser sócio do teatro Globe. Os personagens de Shakespeare “são a legítima prole da humanidade comum”, também segundo autores “O nobre e o plebeu, o elevado e o baixo, o erudito e o popular, o trágico e o cômico mesclam-se com liberdade inaudita na obra de Shakespeare”. Todos lembram ou conhecem Romeu e Julieta, Antonio e Cleópatra, Henrique V, Macbeth, Rei Lear, As Alegres Comadres de Windsor ou Hamlet.
Para o professor James Shapiro da Universidade de Columbia “Seu consagrado teatro foi perseguido pelos puritanos numa época em que o catolicismo era contestado pelos membros da Igreja Anglicana.Com a ascenção de James I, seu grupo passou a ter sua proteção.”
Ele é sem dúvida alguma o maior nome da literatura e teatro Inglês.
Cervantes foi a inauguração do romance moderno. Para Miguel de Unamuno era a “Bíblia espanhola”. No seu Dom Quixote de La Mancha, o cavaleiro andante é um trapalhão acompanhado por seu servidor Sancho Pança.
Ferido na famosa Batalha de Lepanto ao voltar à Espanha é aprisionado por piratas e só libertado 5 anos depois, após resgate.
Ao retornar à Espanha encontra um país decadente econômica e politicamente. Casa-se e adota o sobrenome Saavedra. Divide-se entre a literatura e o emprego de coletor de impostos. Acusado de desvios é preso novamente. Lá inspira-se no Quixote. Ao ser libertado finalmente diz na sua obra: “A liberdade Sancho, é um dos mais preciosos dons que os céus deram aos homens”.
Segundo o historiador e literato italiano Italo Calvino “Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.” Para a Veja “É o que explica a perenidade de um Rei Lear ou de um Dom Quixote. É o que explica a capacidade desses dois gênios de emocionar o leitor do terceiro milênio com textos escritos no Século XVII. A emoção da grande literatura sempre poderá comover aqueles que se abrem para ela”.
quinta-feira, setembro 28, 2017
O CIDADÃO DE DOIS MUNDOS
O CIDADÃO DE DOIS MUNDOS
Meu nome não faz parte dos endereços sociais da Fundação Scheffel ( da qual fui Conselheiro antigamente) e nem da Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo. Por isso não recebi convite para a cerimônia do lançamento solene do livro auto-biográfico do nosso consagrado artista plástico e compositor Ernesto Frederico Scheffel. Livro esse denominado SCHEFFEL POR ELE MESMO
.Tive a honra de participar com ele nos anos 70 na Fundação da Seccional do Movimento de Defesa do Patrimônio Cultural Gaúcho.
Nosso grande incentivador na época foi o Dr. Leandro da Silva Telles, Doutor em Direito pela Universidade de Berlim, fundador do Movimento Estadual e autor de um dos primeiros livros em defesa do assunto em pauta.
O primeiro presidente da Seccional foi o bancário, tradutor e escritor Tejo Damasceno Ferreira. A dedicação e o esforço dos integrantes do Movimento originou o ato municipal declarando de utilidade pública da Casa Schmidt-Presser, tudo sob a liderança incansável de Scheffel, o qual foi presidente e vice-presidente da Seccional.
E.F.Scheffel foi responsável pela criação do Grupo Amigos de Hamburgo Velho que saiu pintando muros e paredes acinzentadas, imprimindo um colorido alegre e jovial ao sisudo e conservador Bairro de Hamburgo Velho à época. Por muitos anos dividiu residência na bela Itália ( antes em Florença e desde 1996 na Toscana em uma acolhedora Villa do interior italiano) e finalmente com a Fundação de Hamburgo Velho no Brasil. Em virtude disso sua obra de arte encontra-se em dois mundos, na Europa e um expressivo conjunto de esculturas e pinturas na sede da Fundação Ernesto Frederico.
Seu legado contribui para a formação e incentivo de jovens e adultos desta e futuras gerações. O atual Diretor da Fundação é Angelo Reinheimer que dedica-se de forma exemplar no atendimento dos visitantes e pesquisadores, com o apoio de funcionários cuidam da administração e preservação desse valioso patrimônio.
O Executivo hamburguense com suporte legal da Câmara de Vereadores fixa uma dotação anual para a Fundação.
segunda-feira, julho 24, 2017
AUTORES DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ
AUTORES DA
IMIGRAÇÃO ALEMÃ
A oportuna
iniciativa dos jornais NH e VS do Grupo Editorial Sinos trata da publicação de
textos e entrevistas na língua alemã.
Mais precisamente do dialeto hunsrich da
região alemã originária da maioria dos
imigrantes que aportaram em nosso Estado
em 25 de julho de 1824. “Für Immer” ( “Para Sempre”) é fruto do trabalho de
Moacir Fritzen, Marcello Coller e Gabriel Guedes.
Esse evento
provocou-me pesquisar em minha biblioteca particular não catalogada, o que
tenho de Autores da Imigração Alemã. Historicamente
mais importante é o leopoldense Vianna Moog, nascido em 1906, membro da Academia Brasileira de Letras com uma rica
produção literária, destacando-se “ Um Rio Imita o Reno” com a vida e obras dos imigrantes à margem do
Rio dos Sinos. O jornalista hamburguense Felipe Kuhn Braun com
12 livros sobre Cidades ( Bom Princípio, Dois Irmãos, Linha Nova, Novo Hamburgo
). Memoriais, Cartas e Relatos de Imigrantes Alemães, Histórias.
“Canaã” de
Graça Aranha, “O Continente” de Érico Veríssimo, “A Ferro e Fogo” de Josué
Guimarães e “Videiras de Cristal” de Luiz Antonio de Assis Brasil podem ser
considerados clássicos trazendo relatos de vida dos imigrantes.
“O
Incidente” de Diva Walzer Kuhn , “Os Amores de Jacobina” do Pastor Martin
Dreher publicados neste ano pela Editora Oiko. Tive o privilégio de receber
seus autógrafos com tocante dedicatória.
Podemos
ainda enumerar Telmo Lauro Müller “Colônia Alemã: Histórias e Memórias”,
Daniel
Hillebrand “Registro da chegada dos imigrantes alemães em São Leopoldo”, Jean
Roche “A Colonização Alemã e o Rio Grande do Sul”.
Minha
relação de autores da imigração alemã é ainda maior, dado o espaço que tenho
disponível nesta crônica fico por aqui desejando a todos uma boa leitura.
sexta-feira, junho 30, 2017
O ARQUITETO ALEMÃO
Tive o
inusitado prazer de encontrar pela primeira vez o professor KURT WALZER nos
idos anos setenta quando criamos o Movimento em Defesa do Acervo Cultural
Gaúcho, incentivados pelo Dr. Leandro da Silva Telles, doutor pela Universidade
de Berlim, fundador do Movimento e autor de um dos primeiros livros que
tratam da preservação e conservação do
patrimônio cultural.
Um grande
companheiro, o prof. Walzer era uma pessoa de elevada cultura e muito bom
humor. Tratava com extrema cortesia a todos e em particular seus alunos de
matemática e física. Carismático, tornou-se popular com os quais teve a
oportunidade de conviver. Ele nasceu em Strassburg, no Estado da Alsácia, à
época Alemanha, hoje território francês. Quando concluiu seus estudos de
Pedagogia, candidatou-se para um emprego fora da Alemanha, pois era difícil
emprego em alguma Escola da Alemanha, e esse cronista acredita também que era
por não estar inscrito no Partido Nacional (nazista). Teve 3 opções: Hong-Kong,
Espanha e sul do Brasil.
Tendo optado
pelo Brasil foi contratado pelo padre jesuíta Michael Meier, diretor da Escola
Normal Católica de Hamburgo Velho, onde lecionou em alemão(os alunos entendiam
o idioma de Goethe), simultaneamente estudava português após 3 meses falava seu novo idioma. Exímio
violinista, lecionou música organizando várias orquestras.
A Escola teve de
seus 38 projetos arquitetônicos nas várias construções 22 foram de autoria do
prof.Walzer.
No dia do colono de 1939, o discurso de um aluno da escola irritou o Secretário de Educação do Estado do Rio Grande do Sul
Dr. J.P.C. Coelho de Souza,
representante da ditadura Vargas, o que ocasionou o fechamento da Escola e os
professores perseguidos e presos. O prof. Walzer foi um dos levados à Casa de
Correção (cadeia pública), teve bens apreendidos e ao ser libertado só recebeu
uma parte de volta.
Mais
detalhes dessa extraordinário biografia podem ser conhecidos no livro INCIDENTE
da historiadora Diva Walzer Kuhn, filha do mestre Kurt Walzer.
domingo, maio 07, 2017
CINQÜENTA ANOS DE LIBERATO SALZANO
No início de 1967 em reunião na Associação
Comercial e Industrial de Novo Hamburgo fui incentivado por Lauro Diogo de
Jesus, Coordenador da ACI/NH e cronista do jornal N.H., a participar do
concurso para os cargos de funcionários e professores da Escola Liberato
Salzano Vieira da Cunha.
O Diretor recém nomeado pelo Governo do Estado
era o professor Orlando Razzera, matemático e físico do Colégio Júlio de
Castilhos, o famoso "Julinho". Após entrevista com o Diretor e tendo
ainda o crédito de ter sido aprovado em primeiro lugar no Concurso Estadual para
o cargo de Secretário de Escola, fui nomeado Secretário Executivo.
A aula inaugural foi ministrada pelo Dr.Níveo
Leopoldo Friedrich, líder empresarial e Prefeito Municipal que falou do
Convênio tripartite Governo Federal (Obras e Equipamentos) Municipal (doação de
uma área de terras de 20 hectares) e Estado (pessoal e custeio de manutenção).
O início em 12 de abril deveu-se ao atraso
pelo Governo do Estado(como sempre?) para publicação dos Atos de criação da
Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, com os Cursos
Técnicos em IIº Grau em Química em 1967.
Eletrotécnica coordenado por Fernando
Fabiano da Rosa, formado pela E.T.Parobé de Porto Alegre e especializado em
Eletrecité de France e Mecânica, coordenado
pelo Engenheiro Adolf Sajovic, com especialização na Europa, ambos
começaram em 1968.
O Corpo Docente
altamente qualificado comprovou através dos anos o sucesso do empreendimento
com a formação de técnicos profissionais competentes aceitos pelas melhores
empresas e mesmo órgãos governamentais no Estado, no País e no exterior.
Lembramos que alguns estagiários de Química receberam bolsas de estudo no
exterior (América Latina, Alemanha e Suécia por exemplo).
Importante salientar que os Cursos eram à
época totalmente gratuitos e como funcionavam em tempo integral os alunos,
funcionários e professores recebiam o almoço na Escola sem ônus para eles.
Com o decorrer do tempo e por necessidades do
mercado foram criados novos cursos e passou-se também a prestar serviços de
assessoria e assistência técnica às empresas tendo em vista a alta qualidade e
precisão dos equipamentos, laboratórios e recursos humanos da Fundação.
sexta-feira, abril 21, 2017
A RELIGIÃO DE JACOBINA
No meu tempo de criança lembro que era hábito
em minha família, a leitura de livros, revistas e jornais. Antes do almoço ou
do jantar nosso pai fazia a leitura de um ou dois capítulos de um livro. À época chamou-me a atenção o livro do Padre
Jesuita Ambrósio Schupp " OS MUCKERS". Episódio histórico extrahido
da vida contemporânea nas colônias alemãs do Rio Grande do Sul.
Ficamos sabendo agora que era um livro
antimucker já que ..."Não foram ouvidos Mucker nem avaliados os autos do
processo...os informantes de Schuppestavam todos eles do outro lado da
trincheira, particularmente o Delegado de Polícia"...Sua finalidade
didática era alertar sobre os perigos que surgem quando pessoas se afastam dos
ensinamentos da Igreja e preparar jovens jesuítas que se dirigiam ao Brasil
quanto aos perigos que os esperavam"...caracterizando a intolerância
religiosa nas época.
O primeiro livro a defender os Mucker foi publicado em 1957 por Leopoldo Petry "O Episódio do Ferrabraz( Os Mucker), contestando as leituras de Schupp, convertendo-se em libelo, no qual os Mucker são transformados de criminosos em vítimas.
O primeiro livro a defender os Mucker foi publicado em 1957 por Leopoldo Petry "O Episódio do Ferrabraz( Os Mucker), contestando as leituras de Schupp, convertendo-se em libelo, no qual os Mucker são transformados de criminosos em vítimas.
O Pastor Martin N. Dreher, Doutor em História
da Igreja e consagrado autor, lança o
livro "A RELIGIÃO DE JACOBINA" em boa hora pela Editora Oikos.Segundo
Leandro Karnal " O autor penetrou fundo no pantanoso mundo da memória
sobre os Mucker...trouxe uma contribuição essencial para o conhecimento dos
fatos que abalaram os anos da década de 1870... quais os limites da religião e
religiosidade na colônia de ascendência alemã...a reação forte à comunidade
apelidada pejorativamente de Mucker ? Como fazer de Jacobina uma pessoa capaz
de trazer à luz as contradições e tensões da sociedade do Vale dos Sinos e adjacências?...respostas tratadas com
profissionalismo e brilho por Martin Dreher".
Vale a pena conhecer esse Livro!!
domingo, dezembro 11, 2016
MEU TIPO INESQUECÍVEL
Quando o Prefeito Alceu Mosmann organizou uma comissão para estudar a viabilidade
de uma Universidade Regional fui convidado a participar da equipe do projeto pelo
Deputado e ex-prefeito Martins Avelino Santini presidente da ASPEUR que seria a
mantenedora da Universidade. O Secretário de Educação e Cultura João Carlos Schmitz
foi designado Diretor do Projeto Universidade e colocou uma equipe da SEMEC à
disposição, elegendo meu nome como Secretário Executivo e tive então a feliz
oportunidade de conhecer os funcionários da SEMEC e o Coordenador do Serviço
Militar Tenente Tito Alvim da Silva Borges, exímio datilógrafo e redator integrando à
equipe.
Foi nessa ocasião que tive o privilégio de conhecer e conviver durante meses com
Arlindo Feiten apelidado de “Gringo”. Esse apelido inusitado era fruto provável de sua
maneira expansiva e descontraída de dirigir-se às pessoas, contrário ao vigente
costume circunspeto e reservado daqueles de origem alemã de um modo geral,
contrário aos de origem italiana.
Era Arlindo Feiten um dos melhores e mais destacado funcionário da Prefeitura
Municipal de Novo Hamburgo, ótimo datilógrafo ( atualmente seria um digitador).
Entendia com perfeição os “garranchos” dos textos redigidos à mão que chegavam até
ele para decifrar documentos e dar redação final. Não tinha vergonha nem escrúpulos
para perguntar quando havia alguma dúvida ou mal entendido.
O que mais me cativou tornando o “Gringo” meu tipo inesquecível foi que durante 45
anos, desde o início do Projeto, nas manhãs do dia de meu aniversário Arlindo Feiten
ligava para minha casa e cantava o parabéns à você. Fiquei sabendo que era um hábito
cordial dele para seus amigos íntimos, colegas e familiares. O que leva uma pessoa a
ser tão polida e cordial¿
Para Éric Mension-Rigau “A polidez mostra-se sobretudo como um meio de civilidade
cujos instrumentos são ao mesmo tempo a linguagem verbal e corporal, a polidez
confere aos gestos, ao discurso, à maneira de caminhar, propriedades distintivas que
são insígnias de classe.”
E o Professor Ernest Sarlet dizendo: “- Para ser amigo basta ter sentimento, ter
coração, saber falar, calar, mas sobre tudo saber ouvir, saber conversar de coisas
simples, poder contar a ele o que ouviu de bom, dos anseios das realizações, dos
sonhos e realidades.”
Nesse ano, após comemorarmos juntos nossos aniversários, Arlindo Feiten deixou-nos
para a vida eterna...
*Plínio Dall´Agnol é professor Pós-Graduado em Antropologia Cultural
de uma Universidade Regional fui convidado a participar da equipe do projeto pelo
Deputado e ex-prefeito Martins Avelino Santini presidente da ASPEUR que seria a
mantenedora da Universidade. O Secretário de Educação e Cultura João Carlos Schmitz
foi designado Diretor do Projeto Universidade e colocou uma equipe da SEMEC à
disposição, elegendo meu nome como Secretário Executivo e tive então a feliz
oportunidade de conhecer os funcionários da SEMEC e o Coordenador do Serviço
Militar Tenente Tito Alvim da Silva Borges, exímio datilógrafo e redator integrando à
equipe.
Foi nessa ocasião que tive o privilégio de conhecer e conviver durante meses com
Arlindo Feiten apelidado de “Gringo”. Esse apelido inusitado era fruto provável de sua
maneira expansiva e descontraída de dirigir-se às pessoas, contrário ao vigente
costume circunspeto e reservado daqueles de origem alemã de um modo geral,
contrário aos de origem italiana.
Era Arlindo Feiten um dos melhores e mais destacado funcionário da Prefeitura
Municipal de Novo Hamburgo, ótimo datilógrafo ( atualmente seria um digitador).
Entendia com perfeição os “garranchos” dos textos redigidos à mão que chegavam até
ele para decifrar documentos e dar redação final. Não tinha vergonha nem escrúpulos
para perguntar quando havia alguma dúvida ou mal entendido.
O que mais me cativou tornando o “Gringo” meu tipo inesquecível foi que durante 45
anos, desde o início do Projeto, nas manhãs do dia de meu aniversário Arlindo Feiten
ligava para minha casa e cantava o parabéns à você. Fiquei sabendo que era um hábito
cordial dele para seus amigos íntimos, colegas e familiares. O que leva uma pessoa a
ser tão polida e cordial¿
Para Éric Mension-Rigau “A polidez mostra-se sobretudo como um meio de civilidade
cujos instrumentos são ao mesmo tempo a linguagem verbal e corporal, a polidez
confere aos gestos, ao discurso, à maneira de caminhar, propriedades distintivas que
são insígnias de classe.”
E o Professor Ernest Sarlet dizendo: “- Para ser amigo basta ter sentimento, ter
coração, saber falar, calar, mas sobre tudo saber ouvir, saber conversar de coisas
simples, poder contar a ele o que ouviu de bom, dos anseios das realizações, dos
sonhos e realidades.”
Nesse ano, após comemorarmos juntos nossos aniversários, Arlindo Feiten deixou-nos
para a vida eterna...
*Plínio Dall´Agnol é professor Pós-Graduado em Antropologia Cultural
LUTAR, MATAR e MORRER
Foi por intermédio de meu colega e amigo Domingos Rodrigues da Universidade Federal de
Pelotas que tive o inusitado prazer de tomar conhecimento de “SOLDADOS, SOBRE LUTAR,
MATAR e MORRER”, Livro da Companhia das Letras, relatando de forma objetiva as práticas
bárbaras de soldados na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a maioria reveladas em
gravações secretas.
A inteligência aliada criou e desenvolveu um departamento específico integrado por espiões
e equipamentos de escuta clandestina para flagrar as conversas de soldados alemães
prisioneiros em vários locais. Eram em torno de um milhão de presos.
Sem que houvesse esse objetivo, também comprovou-se junto aos militares italianos a sua
grande revolta pela corrupção administrativa dos militares fascistas do Governo de
Mussolini, o que inclusive atingiu de forma letal o moral de suas tropas em combate.
Revelou-se a obediência cega e a decisão de não render-se ao inimigo por parte dos
soldados japoneses e o fanatismo suicida dos “kamikaze” que jogavam seus aviões sobre os
alvos inimigos tanto em terra como e principalmente no mar.
Foi comentado também o fanatismo dos americanos na Guerra do Vietnam: “O tenente
Calley, por exemplo, que foi condenado à prisão perpétua ( que logo depois foi suspensa)
por sua participação no massacre de My Lai, não hesitava um só instante em considerar
categoricamente como inimigos mesmo crianças e recém nascidos: ”Os velhos, as mulheres,
- as crianças – os nenês – todos eram vietcongues ou se tornariam vietcongues em no
máximo três anos. E dentro das mulheres vietcongues já havia milhares de
vietconguezinhos”!
O Comandante Hans Falber, do Campo de Besançon foi condenado à morte por Hitler em
virtude de não ter acatado ordens de execução de judeus e outros prisioneiros. A família de
Falber foi executada por ordem do Fürer. O Comandante de Auschwitz Rudolf Rüder
reconheceu o absurdo de extermínio de judeus considerando um grande equívoco, um
equívoco absoluto despertando o ódio de todo mundo.
Os alemães Sönke Neitzel e Harald Welzer, professores e pesquisadores renomados
apresentaram essa valiosa obra literário de extensa pesquisa que vale apena ser lida e
conhecida de todos os que se preocupam em saber dos grandes erros e dramas causados
pela ditaduras no mundo.
*Plínio Dall´Agnol é professor Pós-Graduado em Antropologia Cultural
Pelotas que tive o inusitado prazer de tomar conhecimento de “SOLDADOS, SOBRE LUTAR,
MATAR e MORRER”, Livro da Companhia das Letras, relatando de forma objetiva as práticas
bárbaras de soldados na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a maioria reveladas em
gravações secretas.
A inteligência aliada criou e desenvolveu um departamento específico integrado por espiões
e equipamentos de escuta clandestina para flagrar as conversas de soldados alemães
prisioneiros em vários locais. Eram em torno de um milhão de presos.
Sem que houvesse esse objetivo, também comprovou-se junto aos militares italianos a sua
grande revolta pela corrupção administrativa dos militares fascistas do Governo de
Mussolini, o que inclusive atingiu de forma letal o moral de suas tropas em combate.
Revelou-se a obediência cega e a decisão de não render-se ao inimigo por parte dos
soldados japoneses e o fanatismo suicida dos “kamikaze” que jogavam seus aviões sobre os
alvos inimigos tanto em terra como e principalmente no mar.
Foi comentado também o fanatismo dos americanos na Guerra do Vietnam: “O tenente
Calley, por exemplo, que foi condenado à prisão perpétua ( que logo depois foi suspensa)
por sua participação no massacre de My Lai, não hesitava um só instante em considerar
categoricamente como inimigos mesmo crianças e recém nascidos: ”Os velhos, as mulheres,
- as crianças – os nenês – todos eram vietcongues ou se tornariam vietcongues em no
máximo três anos. E dentro das mulheres vietcongues já havia milhares de
vietconguezinhos”!
O Comandante Hans Falber, do Campo de Besançon foi condenado à morte por Hitler em
virtude de não ter acatado ordens de execução de judeus e outros prisioneiros. A família de
Falber foi executada por ordem do Fürer. O Comandante de Auschwitz Rudolf Rüder
reconheceu o absurdo de extermínio de judeus considerando um grande equívoco, um
equívoco absoluto despertando o ódio de todo mundo.
Os alemães Sönke Neitzel e Harald Welzer, professores e pesquisadores renomados
apresentaram essa valiosa obra literário de extensa pesquisa que vale apena ser lida e
conhecida de todos os que se preocupam em saber dos grandes erros e dramas causados
pela ditaduras no mundo.
*Plínio Dall´Agnol é professor Pós-Graduado em Antropologia Cultural
A PROFESSORA DE ALEMÃO
“Se o mundo amanhã se consumisse, eu ainda hoje plantaria a minha macieira e pagaria as
minhas dívidas.” ( Martin Luther )
Essa é a introdução do encantador livro da Professora Erica Dorotéa Sarlet, com uma dedicatória
a mim endereçado. Eu voltara de viagem à Alemanha e sentira falta de poder falar alemão,
embora boa parte da população daquele País saiba vários idiomas, principalmente no comércio e
na cultura.
Resolví então estudar alemão e para tanto fui prontamente auxiliado pelo Professor Ernest
Sarlet, meu colega na Feevale e esposo de Dona Erica. Ele a “convocou democraticamente” para
ser minha professora particular em horário especial. As aulas eram ministradas na Fundação
Evangélica no início da manhã. A professora era ótima, com vasto conhecimento da língua e
cultura alemã, morando por muitos anos em Berlim vivenciou os dias terríveis da II Guerra
Mundial, assistindo as perseguições nazistas e as atrocidades cometidas pelos soldados russos
invasores saqueando, roubando e estuprando. O lado bom desse período é que ela especializou-
se na Universidade de Berlim e no Instituto Goethe de Língua e Civilização Alemã do qual é a
Delegada em nosso Estado.
Dotada de grande paciência me auxiliava nas dificuldades de leitura e pronúncia. Com extremo
bom humor dizia: -“ Plínio! Tu falas alemão como um britânico!”. O motivo é que minha
formação básica de inglês deu-se no Centro de Cultura Inglesa de Porto Alegre, patrocinado pelo
Conselho Britânico. Infelizmente não pude completar meus estudos de alemão, pois a Feevale
não liberou mais horários. Ao menos essa experiência foi válida e sou eternamente grato à Dona
Erica e ao Professor Sarlet que sempre foi meu amigo e principal apoio.
Cabe ainda registrar mais um livro de Erica Sarlet. Trata-se de “Um Abraço com Carinho”, em
conjunto com o Prof.Ernest Sarlet, é uma bela visão fotográfica dos mais encantadores recantos
de Novo Hamburgo. Diz o prefácio de Dona Erica: “- Deixei-me encantar e quem viu as fotos
sugeriu a publicação – eis que surgiu um trabalho a quatro mãos é o nosso livro como
homenagem à cidade que há 45 ano tão bem acolheu o casal Sarlet. Aqui encontramos trabalho
e amigos, os nossos filhos cresceram e estudaram. Eis o nosso lugar que amamos de coração”.
E o Professor Sarlet completa: “- A beleza da cidade é responsabilidade de todos nós! A
qualidade de vida é o resultado do esforço, da colaboração e da contribuição de todos os
cidadãos.”
Sinto-me extremamente honrado pela oportunidade que tive de conhecer esse casal de
ducadores que tanto produziu pela cultura e educação no Brasil.
*Plínio Dall´Agnol é Professor Pós-Graduado em Antropologia Cultural
minhas dívidas.” ( Martin Luther )
Essa é a introdução do encantador livro da Professora Erica Dorotéa Sarlet, com uma dedicatória
a mim endereçado. Eu voltara de viagem à Alemanha e sentira falta de poder falar alemão,
embora boa parte da população daquele País saiba vários idiomas, principalmente no comércio e
na cultura.
Resolví então estudar alemão e para tanto fui prontamente auxiliado pelo Professor Ernest
Sarlet, meu colega na Feevale e esposo de Dona Erica. Ele a “convocou democraticamente” para
ser minha professora particular em horário especial. As aulas eram ministradas na Fundação
Evangélica no início da manhã. A professora era ótima, com vasto conhecimento da língua e
cultura alemã, morando por muitos anos em Berlim vivenciou os dias terríveis da II Guerra
Mundial, assistindo as perseguições nazistas e as atrocidades cometidas pelos soldados russos
invasores saqueando, roubando e estuprando. O lado bom desse período é que ela especializou-
se na Universidade de Berlim e no Instituto Goethe de Língua e Civilização Alemã do qual é a
Delegada em nosso Estado.
Dotada de grande paciência me auxiliava nas dificuldades de leitura e pronúncia. Com extremo
bom humor dizia: -“ Plínio! Tu falas alemão como um britânico!”. O motivo é que minha
formação básica de inglês deu-se no Centro de Cultura Inglesa de Porto Alegre, patrocinado pelo
Conselho Britânico. Infelizmente não pude completar meus estudos de alemão, pois a Feevale
não liberou mais horários. Ao menos essa experiência foi válida e sou eternamente grato à Dona
Erica e ao Professor Sarlet que sempre foi meu amigo e principal apoio.
Cabe ainda registrar mais um livro de Erica Sarlet. Trata-se de “Um Abraço com Carinho”, em
conjunto com o Prof.Ernest Sarlet, é uma bela visão fotográfica dos mais encantadores recantos
de Novo Hamburgo. Diz o prefácio de Dona Erica: “- Deixei-me encantar e quem viu as fotos
sugeriu a publicação – eis que surgiu um trabalho a quatro mãos é o nosso livro como
homenagem à cidade que há 45 ano tão bem acolheu o casal Sarlet. Aqui encontramos trabalho
e amigos, os nossos filhos cresceram e estudaram. Eis o nosso lugar que amamos de coração”.
E o Professor Sarlet completa: “- A beleza da cidade é responsabilidade de todos nós! A
qualidade de vida é o resultado do esforço, da colaboração e da contribuição de todos os
cidadãos.”
Sinto-me extremamente honrado pela oportunidade que tive de conhecer esse casal de
ducadores que tanto produziu pela cultura e educação no Brasil.
*Plínio Dall´Agnol é Professor Pós-Graduado em Antropologia Cultural
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