sábado, outubro 13, 2018

AS SUBSTÂNCIAS MAIS VICIANTES PARA O CÉREBRO


Uma pessoa curiosa faz a pergunta muito simples: Qual é a substância que mais
pode tornar uma pessoa viciada? De acordo com o informativo Impacto - “Segun-
do diferentes especialistas, o potencial de vício de uma droga pode ser avaliado
em função do dano que ela causa, de seu valor na rua, de quanto ativa o sistema
da dopamina do cérebro, do prazer que dizem causar, dos sistemas de abstinên-
cia que provoca e da facilidade com que pegará quem o experimenta.”

A equipe do Dr. David Nutt, especialistas nessa área apresentaram uma classifi-
cação que passamos a resumir, dada a grande extenção da pesquisa:

  1. Heroína é considerada a mais viciante podendo seu uso causar a morte
em vista de sua alta letalidade às pessoas e à sociedade.

     2. Cocaína pode interferir diretamente no uso que o cérebro faz da dopamina
para transmitir mensagens de um neurônio a outro. No mundo atual o “Crack”  em
forma de pedra tem sido nesse nível uma nova droga a ser combatida por sua alta
letalidade em seus consumidores, na maioria pessoas que vivem no abandono.

     3. Nicotina do tabaco quando absorvida através do cigarro atinge o cérebro  -
por meio dos pulmões. De acordo com o mesmo informante “mais de dois terços
de americanos dos Estados Unidos que fumaram dizem ter se tornado dependen-
tes ao longo da vida.” Na atual situação, de acordo com a Organização Mundial da
Saúde, o cigarro e assemelhados causarão a morte de oito milhões de consumido-
res ao ano até 2030.

     4. Barbitúricos também conhecidos como Calmantes, são utilizados para evitar
a ansiedade e auxiliar ao sono. Em doses baixas causam euforia, porém se forem
utilizados em altas doses podem ser letais e causar inibição da respiração.

     5. Álcool é legalizado na maioria dos países, embora proibido nos países   de
religião muçulmana. Quando usado sem controle pode causar sérios danos ao cé-
rebro. Especialistas consideram o álcool como uma droga muito prejudicial à saúde
tendo em vista o elevado grau de permissividade de uso em família e na sociedade
ocidental.

O Dr.Eric Bowman, especialista em neurociência na Universidade de St. Andrews,
na Grã-Bretanha, tem sido um dos principais estudiosos da Psicologia e Neurociên-
cia, com reconhecimento mun




















segunda-feira, outubro 01, 2018

CRIANÇAS DO RIO GRANDE ESCREVENDO HISTÓRIAS

CRIANÇAS DO RIO GRANDE ESCREVENDO HISTÓRIAS

*Plinio Dall´Agnol

Assim como o Grupo Editorial Sinos tem seu Programa de Leitura de Jornal em
sala de aula, um Programa da Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande
do Sul foi criado e desenvolvido para incentivar crianças e jovens de Escolas pú-
blicas Estaduais a escrever histórias

De acordo com a Secretária de Educação Mariza Abreu -”A palavra dos jovens  
alunos do Ensino Fundamental é a certeza de que a continuidade dessa iniciati-
va em muito  contribui, não só como estímulo ao surgimento de novos  leitores
escritores, como para o exercício de capacidades e habilidades que dão suporte
à formação de cidadãos conscientes de seu papel na sociedade que desejamos
para o futuro”.

O “Programa Crianças do Rio Grande Escrevendo Histórias” recebeu em sua 16ª
edição 5.800 trabalhos, dentre os quais uma Comissão de Especialistas  na Área
de Educação e Literatura selecionou 69 trabalhos entre textos e desenhos oriun-
dos de todo o Estado.

Estimulados  pelos professores, que tem como uma de suas importantes funções
a formação do leitor, os alunos produzem os textos e, desta forma, desenvolvem
seu processo criativo, o domínio da leitura e o juízo crítico, condições indispensá-
veis para formação e o exercício da cidadania.

Para a professora Yara de Almeida Castillo quando o tempo consegue impor  sua
marca nos mais delicados pontos de uma vida, é também quando lemos, nas en-
tre linhas, o verdadeiro motivo de ensinar e aprender. Assim é o professor, o artí-
fice de uma obra em execução, o cinzel no aprimoramento das capacidades.

Por isso vale a pena conhecer e ler as publicações da secretaria de Educação do
Estado para saber mais sobre nossos professores, funcionários e alunos das Es-
las Públicas estaduais.

Assim podemos contribuir decisivamente para o desenvolvimento da educação  e
da  Cultura em nosso Estado e no País.

sábado, abril 21, 2018

UM DIA DE ÍNDIO


Todos os anos, no mês de abril destinamos uma semana para comemorar homenagens aos nossos índios. Tanto que o dia 19 é  “o dia do índio”.
 A situação atual das  relações  da comunidade indígena com a chamada população branca e governamental é das piores possíveis. Há um constante debate sobre os espaços criados para que os índios possam viver, as chamadas terras indígenas, a invasão das mesmas pelos grileiros que tomam conta de áreas de preservação para exploração agrícola ou mineração.
 Existe também a discussão de posse legítima de terras por fazendeiros e agricultores, os quais em alguns casos até possuem documentação regular fornecida em alguma época por autoridades governamentais.
 Periòdicamente volta a discussão sobre formas de delimitar  e definir áreas de preservação ambiental, de reservas indígenas e áreas que possam ser exploradas para agricultura, pecuária ou conjuntos habitacionais.
Enquanto nada é  resolvido  áreas  são ocupadas e invadidas irregularmente, causando conflitos entre os indígenas e os fazendeiros ou invasores. Está mais do que na hora das autoridades competentes, governo e congresso nacional tomarem medidas corajosas e definitivas para encontrar soluções e um denominador comum que possa atender todas as partes envolvidas de forma legal, excetuando-se os exploradores e oportunistas.
 Enquanto isso nossos indígenas continuam vivendo na maior simplicidade  ainda em terras não exploradas, em suas ocas e ocaras livremente.  Infelizmente outros estão à deriva nas periferias das cidades vendendo artesanato ou vivendo às custas da caridade alheia, como costumamos dizer nós brancos quando temos um mau dia “UM LEGÍTIMO DIA DE ÍNDIO”!

sexta-feira, março 30, 2018

RAMON FERNANDO O REITOR MAGNÍFICO

RAMON FERNANDO O REITOR MAGNÍFICO

* Plínio Dall´Agnol

Com a saída do professor João Carlos Schmitz da direção da FEEVALE, a sua Mantenedora, ASPEUR, decidiu inovar, trazer sangue novo (segundo seus critérios) e para tanto contrataram um Doutor aposentado da UFRGS. A experiência não durou dois anos. A seguir contrataram o Assessor Financeiro de uma importante empresa da região. Parece que os resultado s não foram tão satisfatórios, já que voltaram a confiar no corpo administrativo e docente da FEEVALE. Uma feliz iniciativa.

Dentre essas novas escolhas felizes destacamos o professor Ramon Fernando da Cunha. Bacharel em Ciências Contábeis, Pós-Graduado em Administração de Gerência Mercadológica e Mestre em Administração da UFRGS. Foi também Diretor e professor da Faculdade de Ciências Contábeis da FEEVALE.

A Assessoria de Imprensa da Associação Comercial e Industrial assim definiu o caráter e a importante trajetória de Ramon Fernando:

-”Desempenhou suas complexas atividades com imenso brilhantismo, transparência e interlocução institucional, deixando para todos que buscam aperfeiçoamento pessoal e acadêmico, um exemplo ímpar de liderança e humanismo.”

Sofrendo um Acidente Vascular Circulatório-AVC em 2014 , ficou impossibilitado de exercer suas atividades sociais e profissionais, vindo a falecer no final do mês de fevereiro passado.

O Reitor Ramon Fernando da Cunha, natural de Tubarão, Santa Catarina, deixou uma filha e um neto, e um legado de homem digno, que honrou sua família, seus amigos, alunos e colaboradores. Foi sem dúvida alguma o Reitor Magnífico da Universidade FEEVALE.



Plínio Dall´Agnol é professor, Pós-Graduado em Antropologia Cultural



O ANIVERSÁRIO DA BIBLIOTECA



O ANIVERSÁRIO DA BIBLIOTECA

*Plinio Dall´Agnol

Num País onde a leitura não é das melhores, o 50º aniversário de uma Biblioteca Pública Municipal deve ser comemorado com grande ênfase e júbilo. Trata-se da Biblioteca Municipal Manoelito de Ornelas, de Tramandaí. Embora não tenha uma sede própria a Prefeitura não tem que pagar aluguel, pois, a Biblioteca encontra-se localizada num conjunto de salas do município, no Ginásio Municipal.

Como todo órgão da área cultural essa Biblioteca sofre da pouca atenção e cuidados das autoridades, tanto do executivo quanto dos vereadores, pois enquanto é gasto na promoção de shows musicais, alguns de qualidade discutível, não dispõe de verbas para aquisição de novos acervos como livros e assinatura de jornais e revistas.

Na Biblioteca, a bibliotecária Grazieli Demoliner e uma estagiária bolsista, assim mesmo recebem o público de forma exemplar com fidalguia seus interessados, orientando, dando informações e auxiliando os leitores em suas dúvidas. Assim mesmo, essa biblioteca pode ser considerada privilegiada, porque das 2.545 Escolas do Estado, apenas 28 possuem bibliotecário profissional.

Cabe ainda lembrar que Manoelito de Ornelas, jornalista, escritor, professor, poeta, Diretor da Biblioteca Pública Estadual, é autor do livro Sepé Tiarajú, o primeiro grande líder nativo gaúcho a morrer na luta contra os invasores espanhóis que exterminaram com as Missões Jesuíticas.

De acordo com o professor Rene Faustino, da UFRGS, existe na população do Brasil pessoas que fazem uso da leitura com alta qualidade e assiduidade, outros em grande número lêem pouco e sem o devido cuidado com a qualidade. Por isso a importância estratégica para a população e existência de Bibliotecas Públicas.

*Plínio Dall´Agnol, é professor, Pós-Graduado em Antropologia Cultural

MEMÓRIA DAS SETE COLINAS DE ROMA





MEMÓRIA DAS SETE COLINAS DE ROMA

Plínio Dall´Agnol

Na última Feira do Livro de Novo Hamburgo o sistema de Troca-Troca de Livros da Biblioteca Pública Municipal, motivou-me a fazer várias trocas interessantes.

Obtive o livro de Carlos Heitor Cony “QUASE MEMÓRIA” que ativou minha memória de filmes antigos que tive oportunidade de assistir. Foi “As Sete Colinas de Roma”, o que facilitou minha primeira visita à Cidade Eterna. Na ocasião tive o privilégio de ser orientado por meu companheiro de viagem num Congresso Internacional de Música: Era o Maestro e Regente Musical Nestor Wenholz, com Pós-Graduação na Alemanha e conhecedor dos melhores lugares culturais da Europa, em particular da Itália.

O livro de Cony relembrou minhas visitas e passeios com o Maestro Wenholz ao contemplar a arquitetura moderna herança do regime fascista do ditador Mussolini, bem como a infindável coleção de lugares antigos e novos que marcam de forma indelével a passagem de antigos romanos aos novos governantes, de modo particular a Igreja Romana.

O começo da visita foi nos charmosos Jardins do Vaticano, O Museu com um acervo riquíssimo de tapetes orientais, esculturas e quadros dos mais famosos e importantes autores. A Basílica de São Pedro com seus capitéis, as Colunas de Bernini no Altar Mór, a Capela Sistina com sua decoração impressionante, invadida por inúmeros turistas fotografando por todos os cantos, no lugar de ver melhor as imagens e figuras angelicais.

Percorrendo a cidade estivemos no Coliseu, nas termas de Caracala, a imponencia do Fórum Romano, a tumba de Trajano, agora denominada Castelo de Sant´Angelo, a Piazza Navona, Os vários Palácios públicos e privados, as Igrejas e Basílicas distribuídas pelas colinas romanas.

É um conforto para a alma e o corpo a ocasião para visitar e conhecer lugares novos, senão pessoalmente ao menos pelos livros.

Plínio Dall´Agnol é professor, Pós-Graduado em Antropologia Cultural 


segunda-feira, outubro 16, 2017

ATAQUES TERRORISTAS

ATAQUES  TERRORISTA

O leitor deve imaginar que os ataques terroristas em vários países são ocasionados por problemas políticos ou religiosos. Puro engano. É uma situação que vem acontecendo através dos tempos. Desde antigamente são atos brutais que horrorizam os mais diferentes países e comunidades.

A palavra terrorista surgiu com a Revolução Francesa de 1789 registrada como um “sistema  ou domínio do terror”. No entanto nos primeiros registros da história eram considerados “grupos de pessoas que assustavam ou aterrorizavam  outros para fazê-los acatarem suas crenças e práticas religiosas”. Os zelotes da antiga Judéia atacavam  as autoridades dominadoras gregas e romanas. Os sicários eram outros judeus que aterrorizavam judeus que se haviam desviado de sua fé religiosa.
Na antiga Rússia também são conhecidos movimentos revolucionários que usavam a palavra terrorismo.

A Ex Primeira  Ministra da Grã-Bretanha Margaret Tatcher foi categórica:”Devemos tentar encontrar formas de matar o terrorista de fome e o ladrão do oxigênio da publicidade da qual eles dependem”!!

O terrorismo moderno começou com a Ku Klux Kan na Guerra Civil Americana em 1865 contra a abolição dos escravos e a reconstrução do País, pela supremacia branca contra negros, semitas e  outras minorias étnicas.

A Al Quaeda e o Estado Islâmico são os mais recentes movimentos que praticam atos terroristas contra populações civis. São alvos prioritários do terrorismo os países aliados na lutas que ocorrem na Síria, Iraque e Afganistão principalmente.

O livro das pesquisadoras Anne Williams e Vivian Head com o título de ATAQUES TERRORISTAS- A Face Oculta da Vulnerabilidade, detalha com objetividade e segurança os movimentos terroristas em todo mundo. Sua leitura é esclarecedora e a forma imparcial e científica de construção do texto merecem nossa total confiança.
É uma leitura séria apresentada de forma a esclarecer um dos temas quem tem preocupado a humanidade.

domingo, outubro 15, 2017

DOIS GÊNIOS DA HUMANIDADE

DOIS  GÊNIOS  DA  HUMANIDADE


Se o Prêmio Nobel de Literatura existisse nos anos 1600, sem dúvida alguma, em determinado ano, seria dividido entre Miguel de Cervantes Saavedra e William Shakespeare.
O bardo inglês nasceu na pequena cidade de Stratfford-upon-Avon em 1564, filho de família humilde, estudou numa “grammar school", onde o latim era muito importante, porém nunca foi ao ensino superior. Em 1599 passou a ser sócio do teatro Globe. Os personagens de Shakespeare “são a legítima prole da humanidade comum”, também segundo autores “O nobre e o plebeu, o elevado e o baixo, o erudito e o popular, o trágico e o cômico mesclam-se com liberdade inaudita na obra de Shakespeare”. Todos lembram ou conhecem Romeu e Julieta, Antonio e Cleópatra, Henrique V, Macbeth, Rei Lear, As Alegres Comadres de Windsor ou Hamlet.

Para o professor James  Shapiro da Universidade de Columbia “Seu consagrado teatro foi perseguido pelos puritanos numa época em que o catolicismo era contestado pelos membros da Igreja Anglicana.Com a ascenção de James I, seu grupo passou a ter sua proteção.”
Ele é sem  dúvida alguma o maior nome da literatura e teatro Inglês.

Cervantes foi a inauguração do romance moderno. Para Miguel de Unamuno era a “Bíblia espanhola”. No seu Dom Quixote de La Mancha, o cavaleiro andante é um trapalhão acompanhado por seu servidor Sancho Pança.
Ferido na famosa Batalha de Lepanto ao voltar à Espanha é aprisionado por piratas e só libertado 5 anos depois, após resgate.
Ao retornar à Espanha encontra um país decadente econômica e politicamente. Casa-se e adota o sobrenome Saavedra. Divide-se entre a literatura e o emprego de coletor de impostos. Acusado de desvios é preso novamente. Lá inspira-se no Quixote. Ao ser libertado finalmente diz na sua obra: “A liberdade Sancho, é um dos mais preciosos dons que os céus deram aos homens”.

Segundo o historiador e literato italiano Italo Calvino “Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.” Para a Veja “É o que explica a perenidade de um Rei Lear ou de um Dom Quixote. É o que explica a capacidade desses dois gênios  de emocionar o leitor do terceiro milênio com textos escritos no Século XVII. A emoção da grande literatura sempre poderá comover  aqueles que se abrem para ela”.

 

quinta-feira, setembro 28, 2017

O CIDADÃO DE DOIS MUNDOS

O CIDADÃO  DE  DOIS  MUNDOS

Meu nome não faz parte dos endereços sociais da Fundação Scheffel  ( da qual fui Conselheiro antigamente) e nem da Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo. Por isso não recebi convite para  a cerimônia do lançamento solene do livro auto-biográfico do nosso consagrado artista plástico e compositor Ernesto Frederico Scheffel. Livro esse denominado SCHEFFEL POR ELE MESMO
.Tive a honra de participar com ele nos anos 70 na Fundação da Seccional do Movimento de Defesa do Patrimônio Cultural Gaúcho.
Nosso grande incentivador na época foi o Dr. Leandro da Silva Telles, Doutor em Direito pela Universidade de Berlim, fundador do Movimento Estadual e autor de um dos primeiros livros em defesa do assunto em pauta.

 O primeiro presidente da  Seccional foi o bancário, tradutor e escritor Tejo Damasceno Ferreira. A dedicação e o esforço dos integrantes do Movimento originou o ato municipal declarando de utilidade pública da Casa Schmidt-Presser, tudo sob a liderança incansável de  Scheffel, o qual foi presidente e vice-presidente da Seccional.

E.F.Scheffel foi responsável pela criação do Grupo Amigos de Hamburgo Velho que saiu pintando muros e paredes acinzentadas, imprimindo um colorido alegre e jovial ao sisudo e conservador Bairro de Hamburgo Velho à época. Por muitos anos dividiu residência na bela Itália ( antes em Florença e desde 1996 na Toscana em uma acolhedora Villa do interior italiano) e finalmente com a Fundação de Hamburgo Velho no Brasil. Em virtude disso sua obra de arte encontra-se em dois mundos, na Europa e um expressivo conjunto de esculturas e pinturas na sede da Fundação Ernesto Frederico. 

Seu legado contribui para a formação e incentivo de jovens e adultos desta e futuras gerações. O atual Diretor da Fundação é Angelo Reinheimer que dedica-se de forma exemplar no atendimento dos visitantes e pesquisadores, com o apoio de funcionários cuidam da administração e preservação desse valioso patrimônio.
O  Executivo hamburguense com suporte legal da Câmara de Vereadores  fixa uma dotação anual  para a  Fundação.

segunda-feira, julho 24, 2017

AUTORES DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ



AUTORES DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ

A oportuna iniciativa dos jornais NH e VS do Grupo Editorial Sinos trata da publicação de textos e entrevistas  na língua alemã. Mais precisamente do dialeto hunsrich  da região alemã  originária da maioria dos imigrantes que aportaram em nosso  Estado em 25 de julho de 1824. “Für Immer” ( “Para Sempre”) é fruto do trabalho de Moacir Fritzen, Marcello Coller e Gabriel Guedes.

Esse evento provocou-me pesquisar em minha biblioteca particular não catalogada, o que tenho de Autores da Imigração Alemã.  Historicamente mais importante é o leopoldense Vianna Moog, nascido em 1906, membro da  Academia Brasileira de Letras com uma rica produção literária, destacando-se “ Um Rio Imita o Reno”  com a vida e obras dos imigrantes à margem do Rio dos Sinos.  O  jornalista hamburguense Felipe Kuhn Braun com 12 livros sobre Cidades ( Bom Princípio, Dois Irmãos, Linha Nova, Novo Hamburgo ). Memoriais, Cartas e Relatos de Imigrantes Alemães, Histórias.

“Canaã” de Graça Aranha, “O Continente” de Érico Veríssimo, “A Ferro e Fogo” de Josué Guimarães e “Videiras de Cristal” de Luiz Antonio de Assis Brasil podem ser considerados clássicos trazendo relatos de vida dos imigrantes.

“O Incidente” de Diva Walzer Kuhn , “Os Amores de Jacobina” do Pastor Martin Dreher publicados neste ano pela Editora Oiko. Tive o privilégio de receber seus autógrafos com tocante dedicatória.

Podemos ainda enumerar Telmo Lauro Müller “Colônia Alemã: Histórias e Memórias”,
Daniel Hillebrand “Registro da chegada dos imigrantes alemães em São Leopoldo”, Jean Roche “A Colonização Alemã e o Rio Grande do Sul”.

Minha relação de autores da imigração alemã é ainda maior, dado o espaço que tenho disponível nesta crônica fico por aqui desejando a todos uma boa leitura.

sexta-feira, junho 30, 2017

O ARQUITETO ALEMÃO






Tive o inusitado prazer de encontrar pela primeira vez o professor KURT WALZER nos idos anos setenta quando criamos o Movimento em Defesa do Acervo Cultural Gaúcho, incentivados pelo Dr. Leandro da Silva Telles, doutor pela Universidade de Berlim, fundador do Movimento e autor de um dos primeiros livros que tratam   da preservação e conservação do patrimônio cultural.


Um grande companheiro, o prof. Walzer era uma pessoa de elevada cultura e muito bom humor. Tratava com extrema cortesia a todos e em particular seus alunos de matemática e física. Carismático, tornou-se popular com os quais teve a oportunidade de conviver. Ele nasceu em Strassburg, no Estado da Alsácia, à época Alemanha, hoje território francês. Quando concluiu seus estudos de Pedagogia, candidatou-se para um emprego fora da Alemanha, pois era difícil emprego em alguma Escola da Alemanha, e esse cronista acredita também que era por não estar inscrito no Partido Nacional (nazista). Teve 3 opções: Hong-Kong, Espanha e sul do Brasil.


Tendo optado pelo Brasil foi contratado pelo padre jesuíta Michael Meier, diretor da Escola Normal Católica de Hamburgo Velho, onde lecionou em alemão(os alunos entendiam o idioma de Goethe), simultaneamente estudava português após 3  meses falava seu novo idioma. Exímio violinista, lecionou música organizando várias orquestras.

 A Escola teve de seus 38 projetos arquitetônicos nas várias construções 22 foram de autoria do prof.Walzer.
 No dia do colono de 1939, o discurso  de  um aluno da escola irritou o Secretário de  Educação do Estado  do Rio Grande  do Sul
 Dr. J.P.C. Coelho de Souza, representante da ditadura Vargas, o que ocasionou o fechamento da Escola e os professores perseguidos e presos. O prof. Walzer foi um dos levados à Casa de Correção (cadeia pública), teve bens apreendidos e ao ser libertado só recebeu uma  parte de volta.
 
Mais detalhes dessa extraordinário biografia podem ser conhecidos no livro INCIDENTE da historiadora Diva Walzer Kuhn, filha do mestre Kurt Walzer.
















domingo, maio 07, 2017

CINQÜENTA ANOS DE LIBERATO SALZANO



No início de 1967 em reunião na Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo fui incentivado por Lauro Diogo de Jesus, Coordenador da ACI/NH e cronista do jornal N.H., a participar do concurso para os cargos de funcionários e professores da Escola Liberato Salzano Vieira da Cunha.

O Diretor recém nomeado pelo Governo do Estado era o professor Orlando Razzera, matemático e físico do Colégio Júlio de Castilhos, o famoso "Julinho". Após entrevista com o Diretor e tendo ainda o crédito de ter sido aprovado em primeiro lugar no Concurso Estadual para o cargo de Secretário de Escola, fui nomeado Secretário Executivo.

A aula inaugural foi ministrada pelo Dr.Níveo Leopoldo Friedrich, líder empresarial e Prefeito Municipal que falou do Convênio tripartite Governo Federal (Obras e Equipamentos) Municipal (doação de uma área de terras de 20 hectares) e Estado (pessoal e custeio de manutenção).

O início em 12 de abril deveu-se ao atraso pelo Governo do Estado(como sempre?) para publicação dos Atos de criação da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, com os Cursos Técnicos em IIº Grau em Química em 1967.

Eletrotécnica coordenado por Fernando Fabiano da Rosa, formado pela E.T.Parobé de Porto Alegre e especializado em Eletrecité de France   e Mecânica, coordenado pelo Engenheiro Adolf Sajovic, com especialização na Europa, ambos começaram  em 1968.
O Corpo Docente altamente qualificado comprovou através dos anos o sucesso do empreendimento com a formação de técnicos profissionais competentes aceitos pelas melhores empresas e mesmo órgãos governamentais no Estado, no País e no exterior. Lembramos que alguns estagiários de Química receberam bolsas de estudo no exterior (América Latina, Alemanha e Suécia por exemplo).

Importante salientar que os Cursos eram à época totalmente gratuitos e como funcionavam  em tempo integral os alunos, funcionários e professores recebiam o almoço na Escola sem ônus para eles.

Com o decorrer do tempo e por necessidades do mercado foram criados novos cursos e passou-se também a prestar serviços de assessoria e assistência técnica às empresas tendo em vista a alta qualidade e precisão dos equipamentos, laboratórios e recursos humanos da Fundação.