A publicação do livro foi feita numa época na qual não existiam as facilidades das comunicações dos anos 2000. É valiosa para o tempo e o espaço que abrange, não tem caráter universal. Merecerá de nossa parte, outro comentário sobre calçados e afins. Foi na segunda metade do século passado que desenvolveu-se uma rica produção coureiro calçadista na América. No Brasil, criou-se uma rede de instituições e profissionais na área: empresários, trabalhadores, associações, caixeiros-viajantes, transportadoras, imprensa( o Grupo Editorial Sinos com o Brazil Export , O Exclusivo,Lançamentos), ANCA,FENAC, FRANCAL, ABICALÇADOS, exportadores, estilistas, escolas do calçado, escola de curtimento, tecnólogos de couros e tecnólogos de calçados da Feevale, museu nacional do calçado. Esse assunto merece uma crônica especial e detalhada.
Crônica cultural e memórias assinadas por um gaúcho, do Vale dos Sinos para o Mundo.
quarta-feira, setembro 12, 2012
LA CHAUSSURE - O CALÇADO
A publicação do livro foi feita numa época na qual não existiam as facilidades das comunicações dos anos 2000. É valiosa para o tempo e o espaço que abrange, não tem caráter universal. Merecerá de nossa parte, outro comentário sobre calçados e afins. Foi na segunda metade do século passado que desenvolveu-se uma rica produção coureiro calçadista na América. No Brasil, criou-se uma rede de instituições e profissionais na área: empresários, trabalhadores, associações, caixeiros-viajantes, transportadoras, imprensa( o Grupo Editorial Sinos com o Brazil Export , O Exclusivo,Lançamentos), ANCA,FENAC, FRANCAL, ABICALÇADOS, exportadores, estilistas, escolas do calçado, escola de curtimento, tecnólogos de couros e tecnólogos de calçados da Feevale, museu nacional do calçado. Esse assunto merece uma crônica especial e detalhada.
CAFÉ LUNA BAR É CULTURA
segunda-feira, agosto 27, 2012
O Livro de Ouro da História da Música
segunda-feira, agosto 20, 2012
Dia do Patrimônio Histórico
Dia 17 de agosto é comemorativo do Patrimônio Histórico. O ideal seria chamar-se "Dia do Patrimônio Cultural". Mais abrangente. Vale no entanto o esfôrço e o interesse, tanto público como particular, na preservação e conservação de nossos acêrvos culturais: a memória, as edificações, as bibliotecas, as culturas indígenas, os usos e costumes das nossas mais variadas etnias nacionais e de imigrantes aquí chegados, e tudo mais que possa interessar em matéria de patrimônio cultural.
Felizmente em Novo Hamburgo, a Organização não Governamental DEFENDER, entidade civil, sem fins lucrativos, decidiu organizar e promover O FÓRUM ''PATRIMÔNIO CULTURAL E PAISAGEM URBANA DE NOVO HAMBURGO".
Os Delegados, local e regional, bem como a presidência da DEFENDER, foram muito felizes na elaboração do programa e na listagem dos convidados conferencistas: A Superintendente Regional do IPHAN, Ana Goelzer Meira, o Arquiteto Eduardo Hann, do IPHAE, a Promotora Pública, especialista em Direito do Patrimônio Cultural Dra. Ana Marchesan, dentre outros.
O Delegado Regional da DEFENDER DEFESA CIVIL DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO, Jorge Luís Stocker, entrevistado pela jornalista Stephany Sander(Correio do Povo, 20/8/2012), assim se pronunciou:"A nossa missão é trazer este debate para o seio da comunidade e mostrar que possibilidades existem e são muitas. A oportunidade de que estamos proporcionando é inédita, pois buscamos finalidades práticas"!
Maiores detalhes e informações mais precisas, podem ser colhidas no site da DEFENDER:
ww.defender.org.br/forum
terça-feira, agosto 14, 2012
Capital da Cultura
Algumas cidades são privilegiadas em termos culturais. Um caso muito especial é de São Leopoldo. Localizada a 33 km ao norte de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.
Berço da colonização alemã no RS, São Leopoldo possui uma das maiores e melhores universidades que temos o privilégio de conhecer: A UNISINOS, Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Mantida e administrada pela competente experiência de 5 séculos dos Padres Jesuitas. Além de seus tradicionais e conceituados cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado, possui um avançado parque tecnológico, abrigando empresas locais e internacionais, desenvolvendo produtos de ponta na área da informática e automação industrial. A Universidade participa de vários programas e projetos nacionais e internacionais(Programa na Antártida, em biologia e geologia). O Instituto Anchietano de Pesquisas, dirigido pelo Pe.Dr.Pedro Ignácio Schmitz, destaca-se em História, Arqueologia e Antropologia. As pessoas interessadas em conhecer melhor a Unisinos, podem entrar em seu site.
Podemos ainda destacar nessa cidade:
MUSEU DO TREM
Rua Lindolfo Collor, 40, Centro
MUSEU DA HISTÓRIA GEOLÓGICAAv.Unisinos, 950, prédio 61, Fone 3591.1122
MUSEU ANTROPOLÓGICO ANCHIETANO
Rua Brasil, 725, Centro, Fone 3590.8409
MUSEU DO RIO
Rua da Praia, 50, Bairro Rio dos Sinos, Fone 3589.4343
MUSEU HISTÓRICO VISCONDE DE SÃO LEOPOLDO
Rua Dom João Becker,491, Fone 3592.4557,e-mail:museuhistoricosl@terra.com.br
CASA DO IMIGRANTE/CASA DA FEITORIA
Av. Feitoria, 3291, Bairro Feitoria, Fone 3592.4557
MUSEU ESCOLAR PROF.ARNILDO HOPPEN-MEPAH
Rua Mário Sperb, 874, Morro do Espelho, Fone 3592.1584
O museu mantem visitas guiadas para escolas, e durante o ano exposições temáticas: Uniformes, Fotos - Sinodal ontem e hoje. Livros de ex-professores e ex-alunos(autores).
MEMORIAL PADRE REUS
Rua Leonel França,134, Bairro Fião, Fone 3592.1574
Visitas ao Santuário e ao túmulo do Padre Reus
MEMORIAL JESUÍTA
Av.Unisinos, 950, Bairro Cristo Rei, Fone 3591.1122
Guarda Obras Raras e Especiais, e-mail: memorialsj@unisinos.br
quarta-feira, dezembro 09, 2009
PRESERVANDO A CASA ADAMS
É uma construção em alvenaria de tijolos salpicados, em sua cobertura possui manzardas, telhas canal, telhas francesas (as que são em número maior) e telhas de zinco. Possui uma cúpula externa na fachada lateral. Na fachada principal possui elementos em alto relevo com formas geométricas, óculo com vitral colorido e cachorro de madeira no beiral. Paredes internas, pisos e forro são confeccionados em madeira, do mesmo modo as portas e janelas internas e externas. O piso geral é de madeira com exceção do banho e cozinha que são de ladrilhos e as paredes de alvenaria. Há um espaço lateral externo com frente para a Rua Júlio de Castilhos, que serviu como um jardim com duas grandes árvores que prejudicam o prédio, principalmente alicerces e o telhado. Poda ou remoção das mesmas deveriam ser providenciadas para salvaguarda da casa.
Pode-se dizer que o estado atual da casa é regular, exigindo uma restauração o mais urgente possível, pois sua deterioração está a caminho.
De acordo com a assessoria dos proprietários atuais, existe o interesse em restaurá-la e conservá-la, assim que tiveram a autorização da Prefeitura Municipal para as devidas obras de restauração, e demais obras.
A Casa Adams possui 188m² de área construída, encontra-se na extremidade nordeste de um terreno de 5.166 m² de área, que também abriga o que resta da antiga fábrica de Calçados Adams. A empresa passou ao controle do Banco do Brasil em meados dos anos 70, sendo a seguir adquirida por uma das empresas do Grupo Franciscano.
Essa casa, cuja data de construção é da primeira metade do século passado, foi residência da Família Pedro Adams Filho por três gerações.
A importância de sua preservação, restauração e conservação, pode ser comprovada através dos meios de comunicação, principalmente o Jornal N.H.(exemplo: edição de 17 de outubro de 2000, página 4). Crônicas e fotos do Fotógrafo e Jornalista Alceu Mário Feijó e outros cronistas.
O escritor hamburguense Paulo Henrique Kern, escreveu, e Ariadne Decker ilustrou, um interessante livro “ Ruas e Praças de Novo Hamburgo- Quem é Quem”. Em sua 2ª edição, de 2002, Novo Hamburgo, RS, edição do autor. Nele está registrada a importância de Pedro Adams Filho, dando nome à Avenida Pedro Adams Filho,que cruza a zona Central da cidade,de norte, do Bairro Operário, do Guarani, Vila Rosa, passando pelo Centro e seguindo ao sul na direção de Pátria Nova, Ouro Branco-Pátria Nova, novamente Ouro Branco, Rondônia e Industrial, Santo Afonso e Industrial novamente.
Para Paulo Henrique Kern “PEDRO ADAMS FILHO (1870-1935), o pioneiro da indústria calçadista do Vale do Rio dos Sinos, nasceu no município de Lajeado, iniciou as atividades profissionais aos dezoito anos de idade, quando ele e seu pai se estabeleceram com sapataria e selaria em Dois Irmãos. Naquela época,começou a confeccionar chinelos. Mudou-se para Novo Hamburgo em 1898. Utilizando maquinaria importada da Alemanha, instalou a primeira fábrica de calçados da Cidade. Essa empresa teve extraordinária importância, pois serviu de escola a muitos sapateiros que depois fundaram outras indústrias. Adams foi também o primeiro a vender seus produtos no Estado de São Paulo. Participou ainda da criação de uma empresa geradora e distribuidora de eletricidade, denominada Energia Elétrica Hamburguesa Limitada. Atuando na política, fez parte do Conselho Municipal de São Leopoldo ( correspondente à atual Câmara Municipal de Vereadores), desde 1917 até a emancipação de Novo Hamburgo,em 5 de abril de 1927. Teve participação ativa na campanha emancipacionista. Foi presidente da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo no período de 1910 a 1911.”
Pela Lei Municipal 47, de 1964, a avenida foi oficializada como via pública principal de Novo Hamburgo.
A Profª Ms. Claudia Schemes et allii, também registra de forma enfática, a importância de Pedro Adams Filho, no livro do qual é co-autora “Memória do Setor Coureiro-Calçadista: Pioneiros e Empreendedores do Vale do Rio dos Sinos”, editora da Feevale, 2005, Novo Hamburgo, RS, Brasil.
No capítulo “Empresários e Trabalhadores”, à pagina 17, os autores citam :
“Um dos marcos do crescimento da atividade calçadista em Novo Hamburgo foi a criação da primeira fábrica de calçados,em 1898, por Pedro Adams Filho, que já trabalhava desde os 18 anos com seu pai, também sapateiro, na confecção de chinelos.
Ele foi, portanto, o pioneiro da indústria calçadista de Novo Hamburgo e Vale dos Sinos. ...Esta primeira fábrica chamada Pedro Adams Filho & Cia. Ltda. Produziu itens diversificados, pois não havia especialização nem critérios na linha de produtos fabricados. O maquinário utilizado era da marca Moenus, importado da Alemanha, entretanto, durante a 1ª Guerra Mundial pressões econômicas e políticas o obrigaram a trocar estas máquinas por outras norte-americanas. Além disso, técnicos italianos e uruguaios foram contratados para melhorar o sistema de produção.
Pedro Adams tinha idéias bastante avançadas para a época.
A empresa que só fabricava calçados femininos e masculinos,em 1930, passou a concentrar as atividades na produção de sandálias masculinas. As botinas, que também eram fabricadas, eram vendidas por vendedores que utilizavam o cavalo ou a mula como meio de transporte para chegar ao interior do Estado.”
E mais adiante (página 18) “Este empresário, portanto, pode ser considerado uma das figuras mais importantes do complexo industrial do Vale dos Sinos, pois foi ele que financiou grande parte das indústrias de calçados e curtumes da região”.
Cabe dizer também, que a Empresa de Energia Elétrica, por ele criada, além de fornecer energia para a fábrica de calçados e o Curtume Hamburguez ( também criado por Pedro Adams Filho), era a fornecedora de energia para a cidade.
Os couros produzidos no Curtume de Adams Filho eram de tal qualidade que em 1917 passaram e ser exportados para a Suiça.
Da entrevista de Pedro Adams Neto (pág.19 a 26,op. cit.), extraímos alguns comentários bem interessantes:
- Meu primeiro trabalho foi no Curtume do Adams (Curtume Hamburguez), onde eu recebia os couros do matadouro Provenzano...Utilizando o método que aprendi com o Barreto,químico responsável do Curtume Hamburguez – a curtição de nonato deu certo.
...Com esse empreendimento, consegui formar capital para comprar uma participação no Adams S/A.
...A partir de então meu pai chamou-me para trabalhar na fábrica de sandálias do Adams, fazendo com que eu passasse por todas as máquinas e aprendesse todo o processo de fabricação.
...Depois fui ao Rio e São Paulo acompanhar a comercialização, trabalhando em depósitos de couros e calçados. Na volta, fui para a fábrica de calçados Adams, já como diretor.
De Ronaldo Romeu Meurer, um trabalhador entrevistado ( pág.53 a 59 ), extraímos algumas observações:
- Comecei a trabalhar com 14 anos de idade com carteira assinada...
-Na firma (Adams) passei por várias seções ( solaria, aviamento, corte, etc)...
- Dentro da firma eu me sentia muito bem. Tive propostas para trocar,mas eu me sentia bem dentro dessa firma, nunca fiz questão de mudar... foram 30 anos de serviço.
- A pedido dos patrões, depois de 30 dias aposentado, fui convidado a voltar, promovido a chefe de seção...
- Coisa boa acontecia diariamente porque tínhamos muitos amigos e os próprios patrões eram muito bons. Eu, mais dois irmãos e minha mãe trabalhávamos todos na mesma firma e os patrões deram-nos uma casa para morar, para pagarmos da maneira que podíamos pagar. Se pudesse pagar um mês estava bom; se não pudesse pagar num mês, não fazia mal. Isso é uma das coisas boas que tenho lembrança...
- O nome do patrão era Urbano Adams. Foi muito bom trabalhar ali, eles nos auxiliaram muito. O Adams fazia calçado de homem, um calçado de primeira classe...
No jornal NH de 17 de outubro de 2000 (pág.4), destacamos algumas considerações importantes do economista e Consultor da Associação de Curtumes do RS-AICSul, André Maurício dos Santos, a respeito do pioneiro Pedro Adams Filho:
-O impulso decisivo para o crescimento da emergente indústria calçadista aconteceu em 1888, com a criação da primeira fábrica de calçados propriamente dita: a Pedro Adams Filho & Cia. Ltda., de Pedro Adams Filho, proprietário de um curtume e fábrica de arreios. O Sr.Adams construiria,em 1901, um prédio de alvenaria na cidade, que mais tarde passaria por sucessivos aumentos...
- Pedro Adams se tornou agente do Banco da Província, cargo que lhe teria facilitado o acesso a empréstimos para sua fábrica...
Muito mais poderia ser dito a respeito de Pedro Adams Filho e sua trajetória extraordinária como pioneiro da indústria,empresário inovador, político, e líder social. Acima de tudo, um humanista exemplar para muitos outros donos de fábrica( como gostava de dizer o Professor Ernest Sarlet).
É mister inadiável a restauração da Casa Adams,e não só isso, sua preservação e manutenção como um Memorial para conhecimento dessa e das futuras gerações.
Esperamos que o entorno degradado possa também dar lugar a novos empreendimentos, incluímos aqui também a área da antiga Fábrica de Molduras P.Alles.
Todas essas áreas ociosas ( Adams, P.Alles, e arredores) voltem a ser revitalizadas, oferecendo novos espaços de negócios e empregos, os quais poderão trazer e atrair novos capitais e renda para os empresários, os trabalhadores e para o município através da arrecadação de impostos.
Uma área central do município, com antigos prédios industriais em petição de miséria, servindo apenas para abrigo de morcegos e atelier de pichadores, merece uma atenção melhor.
Projetos inovadores com aproveitamento adequado merecem o apoio e incentivo das autoridades e o aplauso da comunidade.
quinta-feira, dezembro 25, 2008
Hospital Municipal: De seu início até o futuro
As origens do Hospital Municipal de Novo Hamburgo remontam ao ano de l939. Naquela época, um grupo de cidadãos hamburguenses, preocupados com o bem estar e saúde da comunidade, lideraram a fundação da Associação Maurício Cardoso.
O objetivo principal da entidade era a construção de um hospital para atender principalmente a classe trabalhadora e população carente que pudesse oferecer serviços gratuitos.
O historiador e político Leopoldo Petry foi muito feliz ao detalhar o ocorrido na ocasião: -“Dado o interesse despertado pela nobre iniciativa, a novel associação pôde, desde logo, contar com o apoio da sociedade local, e já no mesmo ano, foi possível lançar a pedra fundamental do útil empreendimento. Porém, por motivos vários, as obras não puderam ser concluídas de imediato, permanecendo paralisadas durante vários anos. Em vista das dificuldades surgidas, foi o patrimônio da mencionada associação, transferido à Cruz Vermelha Brasileira, mas, posteriormente, em 1944, foi, por escritura pública, instituída a Fundação Maurício Cardoso, sendo então, novamente assumida, por esta entidade, o patrimônio da antiga Associação do mesmo nome, reiniciados os trabalhos da construção da obra iniciada, que foi inaugurada em 1º de novembro de 1947, com o nome de Hospital Operário Darci Vargas.”
O historiador citado, lembra que a primeira doação ao empreendimento foi da Sra.Vva. Elisabetha Friedrich e seus filhos Germano, Luís e Carlos Friedrich, os quais fizeram a doação de uma área de terras de
Destacamos alguns números relativos aos atendimentos do Hospital Operário Darci Vargas, atual Hospital Municipal de Novo Hamburgo:
Movimento de 1957 (relatado por Leopoldo Petry)
Atendimentos:
Indigentes*. 581
Pagantes* 1.372
Nascimentos vivos 406
Exames de Raio X:
Indigentes 64
Pagantes 286
* À época, indigente era todo aquele que não tinha condições de pagar pelo atendimento (SUS).E, pagante era todo aquele que tinha condições de custear seu tratamento.
Movimento parcial de 2008 (de janeiro á setembro).
Atendimentos:
Urg/Emerg-N. Hamburgo 91.312
Pacientes internados 6.773
Partos normais 1.078
Nº Nascimentos/Vivos 1.468
Cesarianas 389
Exames de Raios-X 41.255
Com a finalidade de atender as necessidades atuais e futuras de leitos hospitalares, a administração municipal está construindo um novo prédio, com capacidade para 60 leitos,incluindo os Serviços de Nutrição e Dietética. que deverá estar com as obras concluídas até final de março de 2009. O Projeto de autoria da Arquiteta Andréa Schütz, da Diretoria de Planejamento da Prefeitura Municipal, foi submetido à apreciação e aprovado pelos Conselhos Deliberativo e Fiscal do HMNH, do Conselho Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária Estadual.
Atualmente, o HMNH, é um órgão de administração indireta, sendo uma autarquia municipal desde 2001. O HMNH é 99% SUS, e atende outros 40 municípios da região. Sede operacional do SAMU, é referência em urgência e emergência na condição de Hospital Base para recebimento de pacientes encaminhados pelo SAMU. É também referência em alta complexidade em Cardiologia para 12 municípios. Médicos, Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem prestam atendimentos neste Hospital, referencia para a região. O HMNH oferece atendimentos em Neurocirurgia, Clínica Geral, Cirurgia Geral, Traumatologia, Psiquiatria e UTI adulto. Na maternidade possui a UTI Neonatologia e Clinica de Obstetrícia. Psicologia e Assistência Social contribuem de forma decisiva para o melhor atendimento de pacientes e familiares. O Pronto Atendimento – PA, no Centro da cidade é uma extensão do HMNH.
Um Programa permanente de Capacitação, Treinamento e Atualização para todos os servidores do HMNH, está sendo reestruturado pela atual administração, através de uma comissão provisória, até a reformulação do organograma institucional.
O Orçamento anual aprovado para 2008 foi de 23.699.000,00, mais as suplementações recebidas durante o ano.
Fontes para pesquisa:
Hospital Municipal de Novo Hamburgo-HMNH. Acervo Fotográfico, Novo Hamburgo, RS, diretoria.hmnh@terra.com.br, pliniodall.hmnh@terra.com.br
Hospital Municipal de Novo Hamburgo-HMNH. Relatórios Trimestrais de Gestão.
Novo Hamburgo, RS, diretoria.hmnh@terra.com.br,
Petry, Leopoldo. O Município de Novo Hamburgo-Monografia.Edit.Rotermund, S.Leopoldo, RS, 2ªedição, 1959.
* Plínio Dall´Agnol é pós-graduado
domingo, agosto 24, 2008
A história da indústria do calçado
quinta-feira, março 13, 2008
Hospital Municipal implanta programa 5s
Tornar o ambiente mais agradável, seguro e produtivo por meio da disciplina e responsabilidade de todos é o principal objetivo do programa 5s que, a partir de junho, começa a ser implantado no Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH). O programa será operacionalizado pelo diretor da Qualidade da Associação Gaúcha pela Qualidade (AGQ), Marcelo Bernardes, juntamente com outros voluntários da empresa. O primeiro encontro que reunirá a direção do hospital e os coordenadores da casa de saúde, ocorrerá no dia 19 de junho, às 9h, no Núcleo de Estudos Universitários da Feevale, localizado nas dependências do Hospital Municipal. “A proposta é que, por meio dessa filosofia oriental, os colaboradores do hospital promovam mudanças simples, mas que geram grandes resultados inclusive a auto-disciplina”, explica Bernardes.
Para expor o método de organização, ele utiliza diversos recursos que tornam o encontro agradável e dinâmico. “O encontro se transforma num momento motivacional porque utilizo, entre outras técnicas, a música por meio de paródias”, destaca.
O administrador hospitalar do HMNH, Plínio Dall’Agnol ressalta que o auxilio da AGQ é uma oportunidade para que a direção e os funcionários do hospital possam atualizar suas rotinas de trabalho que se refletirá em um atendimento cada vez melhor em prol da comunidade.
Saiba mais sobre o programa 5s:
O programa 5s surgiu no Japão, após a segunda guerra mundial e foi desenvolvido por Kauoru Ishikawa com o objetivo de tornar os processos de trabalho mais eficientes e melhorar o bem-estar dos trabalhadores. Contribui efetivamente para a redução dos desperdícios de materiais, tempo e espaço. A denominação decorre de cinco palavras do idioma japonês iniciadas com a letra “S” e que determinam os princípios a serem adotados:
Seiri: Senso de Utilização
Seiton: Senso de Organização
Seisou: Senso de Limpeza
Seiketsu: Senso de Saúde ou Melhoria Contínua
Shitsuke: Senso de Autodisciplina
fonte: Portal de Novo Hamburgo (http://www.novohamburgo.rs.gov.br/index.php?language=&content=news&id=221)
Hospital Municipal de NH implanta programa de qualidade
Novo Hamburgo - O Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) passou a adotar nesta segunda-feira o programa de qualidade baseado no sistema 5S. A primeira etapa, que corresponde à Seleção, já está sendo aplicada e consiste na separação, pelo grupo de trabalho, de tudo o que for realmente útil dentro de cada setor e o descarte do desnecessário. Como o planejamento é trocar as etapas a cada semana, em sete dias deve entrar em operação o processo denominado organização, que consiste em padronizar o local de cada objeto e identifica-lo para um maior rendimento no trabalho. Depois ocorrem as etapas Higienização - que ensina que não sujar é muito melhor do que limpar - e conservação, que mostrará que mantendo o ambiente limpo e organizado é possível conquistar saúde, bem estar e confiança. A última parte é denominada continuidade, e incentiva todos a sempre levarem os ensinamentos consigo e transforma-lo em prática diária. Segundo o coordenador do programa 5S no hospital, Plínio Dall’Agnol, o programa foi aplicado pela Associação Gaúcha de Qualidade (AGQ). Para o diretor administrativo, José Clóvis Breitenbach, a implantação do programa é uma prova da filosofia de trabalho da instituição, onde o usuário não é um detalhe ou produto. “Para nós é uma vida que está sendo cuidada”.
fonte: Jornal NH Online
(http://www.ziptop.com.br/jornalnh/noticias/noticias_interna.asp?canal=8&ed=60&ct=196&cd=109761)
sexta-feira, julho 13, 2007
sábado, novembro 18, 2006
terça-feira, novembro 14, 2006
Atelier Livre e o Sentido da Criatividade
Um ambiente alegre, disciplinado e de respeito coletivo, permite o debate sobre os programas estabelecidos, gerando a integração e liberdade para criar.
Isso faz lembrar-me de Ingrid Olbricht e Ursula Baumgardt,em seu “Um Caminho para Começar de Novo”, confirmando o êxito da orientação do Atelier: - ..”.Para ser criativo, o homem precisa de uma atmosfera encorajadora...A atmosfera que possibilita o nascimento de um processo criativo é uma atmosfera de liberdade e de segurança... Um ponto importante do princípio da criatividade é que ele não impõe, mas estimula e possibilita que cada pessoa atue de modo correspondente aos seus talentos...”
- “O ser criativo se dispõe muito mais a aceitar novas situações, pois tem a urgência de estar em contato com o mundo à sua volta e de participar dele.”
-“Em nossas vidas, a criatividade nos dá força para estar em contato com o mundo e reagir, perguntar, trabalhar e nos expressar - em suma, dá-nos a prova de que existimos e estamos vivos, de que estamos aqui.”
Por isso, o sentido da criatividade por ser entendido da forma mais diversa, de acordo com o objetivo de cada pesquisador: para o historiador da arte ela significa um produto criativo. Para os artistas, ela significa um processo. De acordo com Olbricht & Bamgardt, -“Educadores, psicólogos e psicanalistas, interessados na previsibilidade da criatividade, voltarão seus interesses para a personalidade criativa.”
Por fim, da Agenda do Atelier, selecionei textos para saber o que as pessoas dizem do processo criativo e participativo : -“Cada vez mais se torna fundamental que uma cidade preserve um espaço para a arte, garantindo o direito de criação e expressão, cultivando a sensibilidade para a arte da vida...esta é uma conquista para todos nós que acreditamos na liberdade dos homens, que acreditamos na beleza da vida.”( Maristela Guasselli, Secretária de Educação e Desporto), mantenedora do Atelier.
-“É o local onde me realizei como pessoa e profissional, através das trocas de experiências com meus alunos”.( Janice Corrêa da Silva, professora).
-“Lugar mágico de aprendizado e convívio, onde aflora o melhor do ser humano”. Através da dança, da música...”( Aurea Juliana Feijó, professora).
-“Um lugar onde as artes se encontram. Onde há troca, amor, fé e paixão pelo trabalho”. ( Luciana Maria Strack, professora).
-“Lugar de sonhar, realizar, cantar, aprender, dançar, pintar, amar, viver. Eu posso tudo,basta querer. Esse é o meu, o seu, o nosso Atelier.” ( Issur Israel Koch, professor).
Profissões e Preconceitos
Crianças, jovens e adultos deliciaram-se,uma ou mais vezes, assistindo os filmes de Walt Disney. Desses, um que chama nossa atenção é “Alice no paísDas Maravilhas”, baseado no livro homônimo de Lewis Carrol. Num dos episódios do filme aparece o “chapeleiro maluco”. A origem dessa maluquice estaria relacionada com os produtos químicos, utilizados antigamente pelos chapeleiros, para o tratamento de peles e outros materiais para a confecção dos chapéus.
Esse tratamento químico, feito sem os devidos cuidados na época, poderia trazer malefícios, disturbios mentais a esses profissionais. Daí a expressão inglesa “as mad as a hatter” ( doido como um chapeleiro ).
Claude Lévi-Strauss, antropólogo belga, nasscido em Bruxelas é conhecido dos estudiosos brasileiros, pois foi um dos grandes colaboradores da implantação da Universidade de São Paulo. Esse pesquisador e professor, analisou com muita propriedade aspectos relativos às culturas e o que chamava de “traços de personalidade associados à prática de um ofício”.
Em certa ocasião, retornando de navio, dos Estados Unidos para o Brasil, conta num de seus estudos, as conversas que mantivera durante a viagem, com um regente de orquestra francês.:
- “ Um dia ele me disse que, ao longo de sua carreira profissional, observara que o temperamento dos músicos geralmente afina com o timbre de seus instrumentos e o modo de tocá-los. Para se dar bem com a sua orquestra, o maestro deve estar atento e levar isso em conta. Assim, acrescentou, em qualquer país que estivesse, podia prever que o oboista seria fechado e suscetível, o trobonista, expansivo , bem humorado e jovial...”.
De longa data, o ser humano tem procurado verificar se existem efetivamente, as razões para esse tipo de analogia: Seria realidade ou criação de mitos que influenciariam a relação da atividade profissional com o temperamento dos indivíduos.
Tanto Belmont(1984), como Lévi-Strauss(1985), fazem referência ao antropólogo francês Sebillot, o qual, nos anos mil e oitocentos, efetuou uma interessante classificação de profissões, que tradicionalmente possuem determinados tipos de comportamento ou personalidade. As classificações poderiam ser feitas através da aparência física: os alfaiates (costureiros), por trabalharem sentados, eram imaginados doentes ou defeituosos. O mesmo poderia ser dito dos sapateiros. Os açogueiros, por trabalharem em pé, movimentando-se, às vezes, transportando grandes peças de carne às costas, fazendo constante ruído, eram considerados indivíduos que gozavam de boa saúde. O segundo aspecto analisado para classificar as profissões era relacionado à honestidade ou moralidade. Na tradição européia, por exemplo, profissionais que recebiam produtos “in natura” (matérias-primas), para processamento, eram considerados suspeitos de roubarem, não devolvendo ao proprietário as quantidades certas das matérias primas entregues para processamento. Nesse rol estavam todos os profissionais que atuavam em moinhos, tecelagem ou alfaiataria (costureiros). Os padeiros, citaDOS POR Lé-Strauss, eram acusados de utilizar produtos de baixa qualidade, muitas vezes disfarçados de boa aparência. O terceiro critério de classificação das profissões, relacionava-secom o comportamento psicológicamente afetado. Os produtos químicos utilizados pelos pintores de paredes, alegres e alcoólatras; os trabalhadores de serrarias e lenhadores, grosseiros e mal-humorados; os ferreiros e forjadores, criadores de peças em metal, eram vaidosos; os sapateiros seriam tipos alegres; Os barbeiros e cabeleireiros, quase uma unanimidade até nossos dias: muitos seriam fofoqueiros e tagarelas.
É característica das mais variadas culturas, a criação demitos atingindo a honorabilidade de profissionais, pelo exercício de trabalhos específicos. Os artesãos, por sua especialidade, podem em alguns casos, sofrer a inveja daqueles que não possuem o dom de criar peças originais.Muitas vezes a tragédia e a comédia apresentadas pelas trupes circences, nos picadeiros e praças das vilas e cidades, aguçavam a imaginação popular, como as novelas televisivas de nossos dias, que chegam a confundir a cabeça de certas pessoas, não distinguindo o que éficção e o que é realidade.
Claude Lévi-Strauss cita o pesquisador Sébillot, elaborando de forma bem humorada, uma síntese desses mitos e crenças, em torno das várias atividades
Profissionais, exercidas pelas pessoas na sociedade:
-“Se existissem cem padres que não fossem gulosos, cem alfaiates que não fossem alegres, cem sapateirosque não fosssem mentirosos, cem tecelões que não fossem ladrões, cem ferreiros que não fosssem sedentos e cem velhas que não fossem faladeiras, o rei poderia ser coroado sem medo”.
terça-feira, outubro 31, 2006
Memorial do Rio Grande do Sul
O local é privilegiado. Instalado na antiga sede dos Correios e Telégrafos, na Praça da Alfândega, entre o Museu de Artes e o Santander Cultural, no Centro de Porto Alegre. De acordo com o site www.memorial.rs.gov.br/ “...Um centro de informação e divulgação da história, reunindo objetos, mapas, gravuras, fotos, livros, imagens iconográficas e depoimentos importantes sobre os principais fatos ocorridos no Rio Grande do Sul. O riquíssimo acervo está exposto através de uma concepção museográfica moderna aliada a novas tecnologias, permitindo assim, a integração com o público e o fácil entendimento dos conteúdos...o projeto é do arquiteto alemão Theo Wiedersphan, no início do século passado. A firma de Rodolfo Ahrons executou a obra, sendo o estilo arquitetônico marcado pela tendência às formas abarrocadas. ... Ahrons foi escolhido por seu conceito e representar a comunidade alemã, que vinha se constituindo em importante segmento econômico da sociedade gaúcha. O Governo positivista julgava importante se aproximar dessa comunidade, pois ela representava um importante aliado político. A decoração do prédio ficou sob responsabilidade da oficina de esculturas de João Vicente Friederichs.” Cedido pelo Governo Federal, o prédio foi recuperado, as fachadas receberam tratamento especial e internamente, suas instalações foram adaptadas às novas funções, como a climatização para os cuidados com os documentos do Arquivo Histórico do Estado. Uma agência Filatélica e um Museu Postal, mantém uma vinculação com as funções originais do prédio. Desde 2001, temos um local destinado à memória cultural do Estado, digno de sua preservação e manutenção. Projetos de interesse público têm sido desenvolvidos com universidades e entidades públicas ou privadas, visando atender o maior número de pessoas. Experiências bem sucedidas no âmbito regional tem sido patrocinadas em convênios da Secretaria Estadual da Cultura, através do Memorial, com a Secretaria de Educação. Desse modo, um número expressivo de estudantes tem o benefício de importantes informações sobre o resgate cultural do Estado. As ações atualmente desenvolvidas para a preservação e conservação do patrimônio cultural, são documentadas pelos relatórios anuais. Temos os Cadernos de História, publicados em linguagem acessível a todos, no máximo 40 páginas.Destacamos alguns que chamaram nossa atenção: “Os Maragatos e o Partido Federalista” de Sérgio da Costa Franco; A pesquisadora tradicionalista Elma Sant´Ana, nos oferece de forma didática a passagem dos revolucionários José e Anita Garibaldi; O Prof.Voltaire Schilling nos oferece um resumo do pensamento existencialista de Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir.A missão cultural e sócio-educativa do Memorial se mantém viva graças aos esforços de seus administradores, conselheiros, pesquisadores, funcionários, voluntários, e principalmente, à iniciativa de um grupo de empresas e bancos que tornaram possível essa realidade. Do poder público, a cultura continua sendo a filha mais pobre.
sábado, agosto 12, 2006
Ação para a Cultura e Turismo
Assim começa o texto do plano de trabalho da ACART-Associação Cultural dos Amigos das Artes. Fui convidado a participar da análise do mesmo, e fiquei duplamente satisfeito. A autora do documento básico, Luíza Leane Vitório, e a presidenta da ACART, Ione Rocha Jaeger, foram líderes estudantís, enquanto eu era diretor acadêmico. Naqueles tempos, não vou negar que elas, com outros colegas de diretório acadêmico, deram-me um bocado de trabalho, no bom sentido, é claro. Sempre tinham sugestões, propostas ou protestos. Penso que essa liderança e espírito crítico, desenvolvidos na universidade, colhem frutos nos dias atuais.
Um exemplo prático é essa proposta de estratégia de ação que elas apresentam à Câmara de vereadores, à comunidade, aos Conselhos Municipais de Cultura e Turismo e à própria Secretaria. Do projeto apresentado, destacamos alguns objetivos: Geração de empregos e renda aliada à cultura, à produção, difusão e valorização do patrimônio e fomento ao turismo; incentivar artistas e fazedores de arte; agregar turismo comercial com o turismo cultural e gastronômico; combater a violência e a discriminação social, através de projetos de inclusão social(cursos para desempregados).
Para alcançar essses e outros objetivos são necessárias ações preliminares de motivação e convencimento dos poderes públicos, empresas, entidades sociais e educacionais e meios de comunicação. É o que as autoras denominam de “União de todos em prol de uma causa comum”. Uma sondagem e diagnóstico poderão oferecer dados para a conceituação e análise da capacitação de Novo Hamburgo para constituir-se num pólo cultural e turístico. Serão elaborados um mapeamento da infra-estrutura turística, inventário dos bens culturais, recursos humanos e institucionais existentes no município. Isso permitirá o fortalecimento e autonomia da SECULT; busca de recursos externos (leis de incentivo, investidores nacionais e estrangeiros). Novo Hamburgo terá uma indústria turística não poluidora, com maior número de empregos, e espaços públicos ociosos serão melhor aproveitados (é o caso atual da nossa tradicional FENAC).A comunidade hamburguense, destinada a enfrentar crises econômicas periódicas, tem à sua disposição agora, essa proposta corajosa de Luiza Leane Vitório e Ione Rocha Jaeger, visando criar alternativas sócio-econômicas para o município. Esperamos que as autoridades públicas também sejam sensíveis e analisem com propriedade essa oferta de grande valor: Colaborar com o poder público na implantação de políticas que visem à melhoria da qualidade de vida da população de Novo Hamburgo.
quinta-feira, agosto 10, 2006
O enigma da SEMEC II
A seguir, o autor fala sobre a cidade – “Uma das mais importantes...verdadeiro fenômeno industrial...uma cidade limpa,com um bom centro comercial e principalmente fábricas. Fábricas por todos os lados, em qualquer “canto” onde exista um barracão. Uma colmeia de trabalho impressionante. Entre seus pontos de visita obrigatórios, figura o Instituto de Belas Artes.” Sua primeira diretora foi a professora Emilia Margareth Sauer, que anteriormente lecionava,em sua própria residência, música, piano e acordeão. O sucesso foi tão grande que em 1963, um corpo docente, integrado por 15 profissionais altamente qualificados, atendia 270 alunos, nos cursos de Artes Plásticas, Música, Ballet, Escolinhas Infantís, Decoração de Interiores e Arte Floral. A sede do Instituto, alugado pela Prefeitura Municipal, era na Avenida Primeiro de Março, 59, atualmente conhecida como SEMEC II. O pedido de reconhecimento junto ao Ministério da Educação, tramitou até julho de 1968, quando recebeu a chancela federal, a primeira Faculdade de Novo Hamburgo. Era diretora, nessa época, a professora e artista plástica Maria Beatriz Furtado Rahde. Esse demorado processo merece uma crônica específica.
Fizemos essas considerações preliminares, para tentar decifrar o enigma que vem tornando difícil alguma forma de intervenção no prédio, popularmente denominado SEMEC II, que atualmente não tem condições de habitabilidade. O local possui um significado todo especial, é afetivo. Está destinado a ser palco da resistência cultural de Novo Hamburgo. Doado por Leo Campani ao município, serviu de sede do Tiro de Guerra ( Serviço Militar ). Foi Centro de Recrutamento do Exército, Secretaria Municipal de Educação e Cultura, representação do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação. Sediou ainda o Coral e a Banda Municipal, a AHTADAC e a Escola Municipal Octávio Rosa.
A ASSOCULT- Associação para a Preservação e Conservação do Patrimônio Cultural, iniciou uma campanha visando a reforma do prédio, num custo estimado em torno de R$ 500 mil. A Prefeitura não tem previsão orçamentária para tal. No entanto, a Secretária de Planejamento, Silvia Mosmann, e o Diretor de Planejamento Urbano, Alvício Luís Klases Neto, tem oportunizado reuniões para análise da situação. O Secretário de Cultura e Turismo, Frederico Momberguer Neto, declarou-se favorável ao projeto, alertando para a necessidade de parcerias.
Em boa hora, chega a oferta do arquitetoAloisio Eduardo Daudt – registrou doação no Cartório de Registro de Títulos e Documentos ( Tabelionato Fischer): “Em favor das Artes e da Cultura, das pessoas que lutaram e lutam por ela, eu, Aloísio Eduardo Daudt, dôo a Concepçao Arquitetônica da SEMEC II ( Antigo Instituto de Belas Artes ), para acelerar o Processo Construtivo desta edificação, à Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo.”Na próxima terça-feira, apresentaremos o parecer técnico e comentários do arquiteto.
terça-feira, agosto 08, 2006
Novo Hamburgo sem memória?
O desafio foi lançado a mim e ao Vinícius Bossle, pelo professor Fernando Kieling , o Dr.Vitor Schuch e outros amigos da memória cultural da cidade. A origem dessa manifestação seria uma notícia do maestro contratado pela Banda Municipal.O mesmo teria declarado que seria efetivada uma estratégia de marketing visando divulgar e tornar mais conhecida essa atividade musical. Para tanto estaria prevista, a mudança da denominação de Banda Municipal Arlindo Ruggeri, retirando-se inclusive, o nome do maestro. Por intermédio do sobrinho Giovani Ruggeri, reencontramo-nos com a professora Rosa Maria Venturini que relatou-nos o seguinte: “ Sou neta do maestro e levei um choque com a notícia. Quando tinha dez anos de idade, participei da cerimônia solene de promulgação da Lei que denominava Arlindo Ruggeri à Banda Municipal.Temos a foto de quando o prefeito Miguel Schmitz entregava a mim os documentos, sob os olhares encantados de minha mãe Ruth Esmeralda, minhas irmãs, tios, sobrinhos, os músicos, e convidados.”
Para melhor conhecimento do público em geral, acreditamos que é interessante relatar alguns aspectos da vida do maestro Arlindo Ruggeri: nascido em Novo Hamburgo, aos19 de julho de 1906. Era casado com Maria Oliveira Pinto Ruggeri. Músico profissional, era um exímio instrumentista ao piano, nas marimbas, pistão, violino e violão. Sua orquestra era a alegria dos Clubes Sociais e no tradicional Hotel Sperb de Tramandaí, abrillhantava os jantares, festas e bailes dos veranistas. Nas sessões de cinema do antigo cine Guaraní, fazia a trilha musical que acompanhava os filmes mudos. Sua música animava os bailes de carnaval, participava dos blocos de grupos organizados na sociedade local, como o União Juvenil. Com a Banda Municipal realizou centenas de eventos públicos e beneficentes, shows e apresentações em praças, escolas, clubes e cerimônias oficiais do município de Novo Hamburgo, e a convite, em outras localidades.
Foi nomeado primeiro maestro, com a criação da Banda Municipal pelo Decreto13, de 4 de fevereiro de 1952 e Lei municipal 14 de 5 de fevereiro do mesmo ano. Era funcionário municipal ligado ao Departamento de Educação e Ensino, no cargo de Diretor da Banda, classe PP M.2.
Sem dúvida alguma, Arlindo Ruggeri, músico instrumentista de rara competência e inspiração admirável, carnavalesco, maestro e cidadão dedicado, ofereceu sua vida à cultura hamburguense. Relatamos aquí uma síntese da biografia de um homem e um nome , que não podem ser riscados de nossa história. Felizmente, qualquer mudança na Lei terá que passar pela Prefeitura e pela Câmara Municipal de Vereadores. A APRATA é a entidade responsável pela administração da Banda Municipal. Seus dirigentes Marcos Groef e Mauro Koch, saberão gerir com sensibilidade essa delicada questão.Conhecemos o Sr.prefeito Jair Foscarini, temos certeza que não permitirá que décadas da história musical do município sejam apagadas. Em próxima crônica, pretendemos relatar o emocionante e inesquecível encontro com os descendentes do maestro.
segunda-feira, agosto 07, 2006
Uma cidade exemplar
sábado, agosto 05, 2006
Quando o presidente caiu do trem
sexta-feira, abril 28, 2006
O Índio é um Homem Livre!
É dever do Governo Brasileiro proteger as regiões remotas do Brasil, demarcando suas fronteiras com outros países e preservar as nações indígenas. Foi notável e altamente positiva, como vem sendo até hoje, a ação do exército. O marechal Cândido Rondon é o nome heróico, sempre lembrado.Viajou Brasil a dentro, marcando as nossas fronteiras e promovendo ações de proteção ao índio e sua cultura.
Esforços governamentais, pouco expressivos, no decorrer do tempo, verificam que muita coisa ruim aconteceu: contatos prematuros de aventureiros, grupos de caçadores, pesquisadores sem conhecimento científico, frentes de ocupação patrocinadas pelo governo sem um planejamento definido ou patrocinadas por particulares visando a instalação de serrarias ou garimpos, em sua grande maioria ilegais.
Vários parques nacionais foram criados, tentando corrigir erros passados, visando: preservar a fauna e a flora em reservas naturais intocadas e oferecer proteção às tribos indígenas, através de assistência oficial. Para tanto, a Fundação Nacional do Índio tem suas delegacias instaladas nas regiões de ocupação indígena. O Estatuto do Índio dá-lhes a condição de cidadania especial, sob a tutela do Estado Brasileiro.
O Parque Nacional do Xingu é uma reserva federal, criada pelo Governo do Brasil em l96l, com suas dimensões aumentadas em l968. De acordo com relato dos indianistas Cláudio e Orlando Villas Boas “Está situado ao norte do Estado de Mato Grosso, numa zona de transição florística entre o Planalto Central e a Amazonia. A região, toda ela plana, onde predominam as matas altas entremeadas de cerrados e campos, é cortada pelos formadores do Xingu e pelos primeiros afluentes de ambas as margens”.
Na entrevista de Orlando Villas Boas, em 10.2.1975, à revista Visão, fica registrado de forma contundente, o modo equivocado com entendemos nossos irmãos índios - donos dessas terras do Brasil: - “Se fizermos uma comparação com os índios, poderemos dizer que os civilizados são uma sociedade sofrida. O índio por sua vez, estacionou no tempo e no espaço. O mesmo arco que ele faz hoje, seus antepassados faziam há mil anos.Se eles pararam nessse sentido, evoluiram quanto ao comportamento do homem dentro da sua sociedade. O índio em sua tribo, tem um lugar estável e tranqüilo. É totalmente livre, sem precisar dar satisfações de seus atos a quem quer que seja. Toda a estabilidade tribal, toda a coesão está assentada num mundo mítico. Que diferença enorme entre as duas humanidades: uma tranqüila, onde o homem é dono de todos os seus atos; outra, uma sociedade em explosão, onde é preciso um aparato, um sistema repressivo para poder manter a ordem e a paz dentro da sociedade. Se um indivíduo der um grito no centro de São Paulo, uma rádio-patrulha poderá levá-lo preso. Se um índio der um tremendo berro no meio da aldeia, ninguém olhará para ele, nem irá perguntar por que ele gritou.
O índio é um homem livre.”
terça-feira, março 21, 2006
Alfabetizando Antônia
“Naquela tarde, a tarde fatal,estando ambos a sós, o que era raro e difícil, disse-lhe êle que em breve ia voltar para S.Paulo, levando consigo a imagem dela,e pedindo-lhe em câmbio, que uma vez ao menos lhe escrevesse. Guiomar franziu a testa e fitou nêle o seu magnífico par de olhos castanhos, com tanta irritação e dignidade, que o pobre rapaz ficou atônito e perplexo. Imagina-se a angústia dêle diante do silêncio que reinou entre ambos por alguns segundos; o que se não imagina é a dor que o prostrou, - a dor e o espanto, - quando ela, erguendo-sedacadeira em que estava, lhe respondeu, saindo: - Esqueça-se disso.”
Felizmente, com Gertraude convencendo-a, Antonia retornou às aulas e completou o curso com brilhantismo e foi oradora da turma, para a alegria e orgulho de seu jovem mestre.
Infelizmente, no ano seguinte, os cursos foram suspensos e a Escola fechada. Motivo: a burocracia da Secretaria de Educação do Estado constatou que o programa não se enquadrava na lei do salário educação, embora a região seja tradicionalmente bem atendida, de modo qualificado, pelas redes de ensino fundamental público e privado.Se a Escola tivesse continuado não teria contribuído para diminuir os atuais índices de analfabetismo?
sexta-feira, março 17, 2006
Um Laboratório Exemplar
As agradáveis surpresas de quem chega pela primeira vez ao Instituto não ficam por aí. Tem mais: Um museu arqueológico e etnográfico, onde estão peças inteiras de cerâmica, arcos, flexas e outros objetos das culturas pré-colombianas; um museu capela, com móveis e objetos sacros provenientes das antigas missões jesuíticas e seminários; a Biblioteca da Província Jesuítica com 130.000 exemplares, alguns raríssimos, em latim, português e espanhol do século XVI( parte do acêrvo foi encaminhado à Unisinos); Biblioteca do Pe.Dr.Ignácio Schmitz ( especializada em Antropologia ), com 3.200 exemplares; Biblioteca do Instituto com 8.700 exemplares; Intercâmbio com 437 Instituições nacionais e internacionais; Filmoteca histórica; Um herbário com várias coleções de espécimes ( mais de 10.000 fungos, por exemplo). A coleção botânica do Pe.Dr.Aloisio Sehnen S.J., possui em torno de 90.000 exemplares.
Pela qualificação técnica e científica de sua equipe, o Instituto foi credenciado pelo MEC a manter o Mestrado em História e Estudos Ibero-Americanos, desde 1987, oferecendo bolsas da Capes e CNPq., que também apoiam parte das pesquisas de campo.Criado em 22.04.1956, no Colégio Anchieta, Porto Alegre, sendo o Pe.Luiz Gonzaga Jaeger seu primeiro diretor, foi transferido para para São Leopoldo em 1962, sendo mantido pela Sociedade Padre Antonio Vieira, através da Unisinos. Seu atual diretor é o Pe.Dr.Pedro Ignácio Schmitz, S.J.
O decido apoio da Unisinos merece destaque e caracteriza bem o estilo jesuítico de preservação dos valores históricos e científicos em alto nível.
Sem desprezar os recursos da área federal ( MEC, Ciência e Tecnologia ), pessoalmente, consideramos que mais recursos deveriam ser canalisados para entidades como o Instituto Anchietano de Pesquisas que desenvolve trabalho de renome internacional, incentiva os cientistas nacionais, motiva e transfere conhecimentos à comunidade regional e às escolas que tem atendido.
Os governos,(principalmente o federal), deveriam olhar com mais cuidado os benefícios oferecidos pelo Instituto e entidades similares, e não gastar uma fortuna em campanhas de resultados duvidosos como o referendo do desarmamento.
O Instituto que completa no próximo ano seu cinqëntenário, está localizado na antiga sede da Unisinos, no coração de SãoLeopoldo, Praça Tiradentes, 35.
Ecologia e Cultura
A ecologia então, vem a ser definida como “a ciência das interrelações entre os organismos vivos e o seu meio ambiente ou o estudo da estrutura e funções da natureza”.
O homem faz parte desse sistema natural. Suas relações com outros organismos e seu ambiente físico ( habitat ), torna-se conhecida como ecologia humana ( Bates, 1953 ).
A maneira como ocorre a interação da maioria dos organismos, com os seus ambientes é densamente determinada por suas necessidades biológicas e suas
composições genéticas.
O ser humano vem desenvolvendo a cultura através dos tempos. As mais diversas formas de expressão cultural, são fruto da ação do homem, e vem servindo de mediadoras entre o homem e seu meio ambiente.
Assim podemos distinguir e caracterizar as mais diversas civilizações, com seus sistemas culturais: são, desse modo indentifícáveis a agricultura desenvolvida pelos Maias, nas terras baixas da mesoamérica, não subsistindo no tempo pela penúria desse novo entorno ambiental.( Estudos de Betty J.Meggers, 1954.) O modo de vida e subsistência dos esquimós, no Ártico, os aborígenes da Austrália, os boximane sul-africanos.
Exemplo negativo foram vítimas os peles vermelhas na América do Norte ( a matança indiscriminada de búfalos, lembram de Búfalo Bill?), desequilibrou todo um ambiente de vida dos nativos, causando inúmeras mortes, êxodo e extinção de nichos de cultura indígena, perfeitamente equilibrados.
Fontes:
Watson, Patty J. et allii, “Explanation in Archaeology – an explicitly aproach”, Columbia University Press, N.Y., 1971.
Schmitz, Prof. Dr.Pedro Ignácio, “Antropologia Cultural”, Unisinos, S.L., 1968.


















