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sexta-feira, abril 19, 2019

INDÍGENAS EMPREENDEDORES

Instituído pelo Governo Nacional, O DIA DO ÍNDIO, é comemorado pelos brasileiros
em 19 de abril a cada ano. Cerimônias oficiais são realizadas nas várias regiões do Brasil. Entidades comunitárias e de apoio aos índios celebram suas festas com significativo protesto pelas atuais condições que passam, grande parte de nossas tribos indígenas.
Nem tudo no entanto é terra arrasada, felizmente temos alguns exemplos de sucesso da preservação de extensas áreas de proteção ambiental e reservas indígenas.
Gosto de destacar de modo especial uma tribo do norte do Brasil, no Estado do Pará: Os índios siri possuem uma rica extensão de terras e matas plenamente preservadas. No meio da densa mata abriram algumas clareiras e lá cultivam uma qualidade de café de altíssima qualidade. Tanto é que o seu produto é exportado para a América e Europa em alta escala. A televisão da Suíça vem publicando  uma bela loira falando muito bem do café siri.
A produção dessa tribo siri não fica apenas no café, ela se estende aos pés de bananeiras onde as bananas nativas da região são cultivadas com todo  cuidado e além de servirem à população local e regional, o excedente também é exportado para outras regiões do Brasil. Castanheiras nativas são preservadas e tem servido de alimento e venda do que sobra.
O sucesso é celebrado com apoio da Prefeitura e da Empraba. E o Cacique  não se acomoda nisso, mandou o filho fazer Faculdade de Direito e a filha está no terceiro ano da Faculdade de Medicina, tudo ao contrário do que pensa um certo ministro de plantão que teve a infeliz idéia de dizer que filho de agricultor não deve fazer Faculdade.
O cacique siri atende o desejo dos filhos que sempre desejaram fazer Faculdade para voltar à região e ajudar seus irmãos índios e a população do interior do Brasil.
Esse exemplo de servir de guia para as autoridades dos Estados e do Governo Federal conduzirem com melhor cuidado e respeito a questão indígena.
Quando um Governo apóia e orienta sua população, de modo especial os índios, todos saem em melhores condições de saúde, habitação, trabalho, progresso e vida social. Imagem: Hiper Cultura

sexta-feira, abril 21, 2017

A RELIGIÃO DE JACOBINA



No meu tempo de criança lembro que era hábito em minha família, a leitura de livros, revistas e jornais. Antes do almoço ou do jantar nosso pai fazia a leitura de um ou dois capítulos de um livro.  À época chamou-me a atenção o livro do Padre Jesuita Ambrósio Schupp " OS MUCKERS". Episódio histórico extrahido da vida contemporânea nas colônias alemãs do Rio Grande do Sul.


Ficamos sabendo agora que era um livro antimucker já que ..."Não foram ouvidos Mucker nem avaliados os autos do processo...os informantes de Schuppestavam todos eles do outro lado da trincheira, particularmente o Delegado de Polícia"...Sua finalidade didática era alertar sobre os perigos que surgem quando pessoas se afastam dos ensinamentos da Igreja e preparar jovens jesuítas que se dirigiam ao Brasil quanto aos perigos que os esperavam"...caracterizando a intolerância religiosa nas época.

 O primeiro livro a defender os Mucker foi publicado em 1957 por Leopoldo Petry "O Episódio do Ferrabraz( Os Mucker), contestando as leituras de Schupp, convertendo-se em libelo, no qual os Mucker são transformados de criminosos em vítimas.
O Pastor Martin N. Dreher, Doutor em História da Igreja e consagrado autor,  lança o livro "A RELIGIÃO DE JACOBINA" em boa hora pela Editora Oikos.Segundo Leandro Karnal " O autor penetrou fundo no pantanoso mundo da memória sobre os Mucker...trouxe uma contribuição essencial para o conhecimento dos fatos que abalaram os anos da década de 1870... quais os limites da religião e religiosidade na colônia de ascendência alemã...a reação forte à comunidade apelidada pejorativamente de Mucker ? Como fazer de Jacobina uma pessoa capaz de trazer à luz as contradições e tensões da sociedade  do Vale dos Sinos e adjacências?...respostas tratadas com profissionalismo e brilho por Martin Dreher".

Vale a pena conhecer esse Livro!!




domingo, junho 28, 2015

Recursos para a Cultura


Em crônica anterior publicada em meu blog CULTURA ESCRITA.Blogspot.com denominei São Leopoldo “A Capital da Cultura”. É sede da Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS com um Centro Tecnológico reconhecido internacionalmente e o Instituto Anchietano de Pesquisas especializado em Antropologia e Arqueologia, dentre outros. As Faculdades Evangélicas no Morro do Espelho, O Museu Histórico Visconde de São Leopoldo e dezenas de pequenas e médias instituições de educação, ciência e cultura.

Fiquei preocupado com algumas notícias veiculadas na mídia: A Casa do Imigrante, situada no Bairro da Feitoria é símbolo da chegada dos primeiros imigrantes alemães no sul no Brasil. Seu rico acervo de móveis e utensílios corre o risco de ser danificado pelas goteiras do telhado. Por outro lado a Biblioteca Municipal Viana Moog teve suas instalações interditadas pelo Corpo de Bombeiros. Um acervo de 40 mil títulos corre o risco de perder-se. Parte dele (em torno de 3000 livros) foi alocado para doação ao público interessado. Uma reforma ocorrida não resolveu as infiltrações de goteiras e a falta de um plano de prevenção de incêndios.

A atual administração municipal que assumiu em janeiro deste ano tem encontrado dificuldades para operar o orçamento feito no ano anterior. Pelo noticiário da imprensa recebeu uma dívida de difícil cumprimento. Além de nossa colaboração pessoal às autoridades responsáveis, desejamos também oferecer exemplos que podem incentivar novas iniciativas: Porto Alegre e Pelotas, dentre outras cidades brasileiras, tem utilizado recursos do Governo Federal (Projeto Monumenta).

 Desse modo foram e têm sido restaurados monumentos e prédios históricos públicos e privados. Pelos últimos dados oficiais publicados as despesas com a cultura no país é de 0,3%. O Estado do Rio Grande do Sul é o 14º em investimentos, enquanto os  municípios, embora com menos recursos gastam mais, ficando em 6º lugar. Em 2011 foram gastos R$ 16 milhões, e a promessa é de R$85 milhões em 2014. Porto Alegre gastou R$48 milhões e promete R$80 milhões para 2014.

As pessoas interessadas em colaborar com a Casa do Imigrante podem telefonar para (51) 3592.4557. Para a Biblioteca, ligar com a Prefeitura Municipal de São Leopoldo.

segunda-feira, agosto 27, 2012

O Livro de Ouro da História da Música


O Arte-educador e Professor Adalberto Xavier Barcellos   ofereceu-me a oportunidade de conhecer um extraordinário trabalho de erudição, um guia exemplar para os interessados e estudiosos da música: "O LIVRO DE OURO DA HISTÓRIA DA MÚSICA", de Otto Maria Carpeaux, editado pela Ediouro Publicações S/A, do Rio de Janeiro.
O autor, de origem judaica, nasceu na Áustria, em 1900, diplomou-se em  filosofia e letras, em 1925, pela Universidade de Viena. Era um estudante inveterado onde também estudou as matérias de física, química e matemática. Somou ainda estudos de sociologia, história e música.

Em 1939 saiu da Áustria indo para a Bélgica, residindo em Antuérpia para trabalhar num jornal em língua holandesa. Perseguido pelo  nazismo, veio para o Brasil, onde naturalisou-se em 1944. De sua residência inicial em São Paulo, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou no Jornal Correio da Manhã. Foi Diretor da Biblioteca da Faculdade Nacional de Filosofia, de 1942  a 1944. Publicou seu primeiro livro "A Cinza do Purgatório", em 1942. De 1944 a 1949, dirigiu a Biblioteca da Fundação Getulio Vargas. É autor ainda de : Pequena Bibliografia Crítica da Literatura Brasileira(1949), Uma Nova História da Música(1958), Literatura Alemã(1964), História da Literatura Ocidental(1959 a 1966). De suas crônicas em jornais e revistas, publicou em 1964 "Brasil no Espelho do Mundo" e "A Batalha da América Latina", em 1965.

Oto Maria Carpeaux faleceu em 1978, no Rio de Janeiro.

Seu consagrado livro de História da Música, em 525 páginas, analisa com propriedade AS ORIGENS DA MÚSICA, A  POLIFONIA VOCAL, O BARROCO, A MÚSICA CLÁSSICA, OS ROMANTISMOS(analisando intensamente,desde a definição do romantismo na música, o fantástico, os semiclássicos, desde Schubert a Mendelsohn, a Ópera, Os nacionalistas, os franceses, italianos, alemães, tchecos, russos, escandinavos, até a Escola de Franck.), A CRISE DA MÚSICA EUROPÉIA, A MÚSICA NOVA. Um Apêndice A, traz a CRONOLOGIA DOS COMPOSITORES, e um Apêndice B, A CRONOLOGIA DAS OBRAS, e por fim um ÍNDICE ONOMÁSTICO.

Destacamos algumas palavras de um oportuno e detalhado comentário de HELOISA FISCHER, a respeito da História da Música, de Otto Maria Carpeaux:

"Fundamental para  a bibliografia musicológica em língua portuguesa desde o lançamento em 1958, este clássico(ou seria erudito ) de  Carpeaux é essencial na estante dos que têm música pulsando nas veias."