PATRIMÔNIO CULTURAL
Em 2003 foi foi registrado no 1º Tabelionato de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, o
Estatuto da ASSOCIAÇÃO PARA A PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DO
PATRIMÔNIO CULTURAL, aprovado em Assembléia Geral realizada na Câmara
Municipal.
A idéia e proposição para criar essa nova entidade foi de IVAR PAULO HARTMANN,
Advogado, Procurador de Justiça aposentado do Estado, com o apoio decisivo do então
Secretário de Cultura da Cidade CARLOS FINK.
Os objetivos da ASSOCIAÇÃO podem ser resumidos de acordo com o Art.5º de seu
Estatuto: A Associação tem por finalidade principal congregar todas as pessoas da
comunidade interessadas pelo Patrimônio Cultural, com o intuito de:
I- Desenvolver programas que visem a preservação do Patrimônio Cultural do Municí-
pio, tombado ou não, constituído através do tempo e sob as mais variadas formas e
expressões.
II- Promover, sempre que possível, atividades que propiciem a conservação dos bens
culturais existentes, através de iniciativas próprias, de terceiros ou do poder público.
III- Promover atividades que propiciem a troca de experiências e desenvolvimento de
técnicas e atualizações entre os associados, visando o enriquecimento qualitativo das
iniciativas da Associação.
IV- Defender o princípio da livre expressão cultural, um dos aspectos fundamentais
do exercício da cidadania.
V-Colaborar, sempre que solicitado, ou por iniciativa própria,com a Secretária Munici-
pal de Cultura e outros Orgãos Culturais.
VI-Formalizar convênios, contratos e intercâmbio com pessoas, instituições e entidades
públicas e privadas, locais, regionais, estaduais, nacionais e internacionais, que tem
finalidades e patrocínio a preservação, a conservação, a promoção e o fomento da
Cultura, em quaisquer de suas formas e expressões.
VII-Para a consecução desses objetivos, a Associação deverá atuar em colaboração e
sintonia com o Conselho Municipal de Cultura, o governo municipal, e com entidades
congêneres sediadas no país ou no exterior, Secretaria Estadual e Conselho Estadual de
Cultura, o Conselho Federal e a Secretaria Nacional de Cultura, o Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a UNESCO.
São considerados Sócios Fundadores presentes na Assembléia Geral de Fundação:
IVAR PAULO HARTMANN, advogado, promotor público, PLÍNIO DALL´AGNOL,
professor universitário, Mestre em Educação, LIENE MARIA MARTINS SCHUTZ,
professora e Historiadora, INÊS CAROLINA REICHERT, professora e Historiadora,
MAURO GUILHERME KOCH, Corretor de Seguros, Músico, Acadêmico,
MARKUS WILLIMZIG, professor universitário e Biólogo, WILSON PACHECO,
livreiro, OSVALDO RICARDO MULLER, publicitário, CRISTIANA SCHMITZ,
Arquiteta e Restauradora, SUZANA VIELITZ DE OLIVEIRA, Arquiteta, MARILZA
KRECHE PORTAL BITTENCOURT, Professora.
Crônica cultural e memórias assinadas por um gaúcho, do Vale dos Sinos para o Mundo.
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sábado, maio 30, 2020
sexta-feira, abril 19, 2019
INDÍGENAS EMPREENDEDORES
Instituído pelo Governo Nacional, O DIA DO ÍNDIO, é comemorado pelos brasileiros
em 19 de abril a cada ano. Cerimônias oficiais são realizadas nas várias regiões do Brasil.
Entidades comunitárias e de apoio aos índios celebram suas festas com significativo protesto pelas atuais condições que passam, grande parte de nossas tribos indígenas.
Nem tudo no entanto é terra arrasada, felizmente temos alguns exemplos de sucesso da preservação de extensas áreas de proteção ambiental e reservas indígenas.
Gosto de destacar de modo especial uma tribo do norte do Brasil, no Estado do Pará: Os índios siri possuem uma rica extensão de terras e matas plenamente preservadas. No meio da densa mata abriram algumas clareiras e lá cultivam uma qualidade de café de altíssima qualidade. Tanto é que o seu produto é exportado para a América e Europa em alta escala. A televisão da Suíça vem publicando uma bela loira falando muito bem do café siri.
A produção dessa tribo siri não fica apenas no café, ela se estende aos pés de bananeiras onde as bananas nativas da região são cultivadas com todo cuidado e além de servirem à população local e regional, o excedente também é exportado para outras regiões do Brasil. Castanheiras nativas são preservadas e tem servido de alimento e venda do que sobra.
O sucesso é celebrado com apoio da Prefeitura e da Empraba. E o Cacique não se acomoda nisso, mandou o filho fazer Faculdade de Direito e a filha está no terceiro ano da Faculdade de Medicina, tudo ao contrário do que pensa um certo ministro de plantão que teve a infeliz idéia de dizer que filho de agricultor não deve fazer Faculdade.
O cacique siri atende o desejo dos filhos que sempre desejaram fazer Faculdade para voltar à região e ajudar seus irmãos índios e a população do interior do Brasil.
Esse exemplo de servir de guia para as autoridades dos Estados e do Governo Federal conduzirem com melhor cuidado e respeito a questão indígena.
Quando um Governo apóia e orienta sua população, de modo especial os índios, todos saem em melhores condições de saúde, habitação, trabalho, progresso e vida social.
Imagem: Hiper Cultura
domingo, junho 28, 2015
Patrimônio Cultural da Cidade
Todos os
anos, mais precisamente no mês de novembro, o Brasil comemora o dia do
Patrimônio Histórico Nacional, baseado num Decreto Federal que visa incentivar,
preservar e manter os valores culturais da Nação. No entanto se for perguntado
a qualquer pessoa o nome de quem já foi Ministro da Cultura tenho certeza que será
difícil encontrar alguém. Aliás, a última Ministra, senadora Martha Suplicy,
socióloga, especialista em Estudos de Gênero, adepta do “volta Lula”,
decepcionada com as últimas eleições pediu demissão e foi prontamente aceita
pela Presidenta Dilma Roussef, não deixando saudades.
O Ministério
da Cultura é o menor participante do orçamento da União, não chegando a um por
cento do total. Em nível de Estados da Federação o Rio Grande do Sul ocupa a
incômoda décima terceira colocação. Nos últimos noticiários a Prefeitura de
Porto Alegre aplicou mais recursos do que o Estado embora o atual Secretário da
Cultura tenha se esforçado ao máximo para melhorar a situação.
Como sempre
a salvação vem dos municípios e dos particulares. Porto Alegre e Pelotas, por
exemplo, tem preservado, restaurado e conservado vários monumentos, prédios e
instituições públicos e privados com recursos próprios e do Projeto Monumenta (
de origem federal com modelo Da UNESCO). Pequenos municípios desenvolvem
projetos culturais extraordinários embora detenham uma parcela insignificante ou inexistente de recursos federais. De acordo
com o IDESE, as cidades de Ivoti, Picada Café, Dois Irmãos, Harmonia, Tupandi e
Nova Petrópolis estão entre as 47 melhores cidades do Estado para se viver e em
termos de educação.
O Núcleo de Casas em Enxaimel dos primitivos imigrantes
alemães foi preservado pela Prefeitura de Ivoti num projeto inicial de convênio
do governo Alemão e a Feevale. Em Picada Café é publicado o jornal Amigos de Picada Café “Recontando o
Patrimônio de Picada Café”, sendo convidadas personalidades internacionais para
seminários, cursos e palestras como o Dr. Hugue De Varine, ex-presidente do
Instituto Internacional de Museus( ICOM da UNESCO), e no Núcleo Histórico do
Parque Municipal Jorge Kuhn foi restaurado o antigo Açougue Progresso.
Muitos
outros exemplos de municípios poderiam ser colocados, pela exiguidade de espaço
ficamos apenas nesses que já estão dando um belo retrato de que ainda o
município “é a célula mater da nacionalidade.”
quarta-feira, novembro 20, 2013
RECURSOS PARA A CULTURA
Em crônica
anterior publicada em meu blog CULTURA ESCRITA.Blogspot.com denominei São
Leopoldo “A Capital da Cultura”. É sede da Universidade do Vale do Rio dos
Sinos-UNISINOS com um Centro Tecnológico reconhecido internacionalmente e o
Instituto Anchietano de Pesquisas especializado em Antropologia e Arqueologia,
dentre outros. As Faculdades Evangélicas no Morro do Espelho, O Museu Histórico
Visconde de São Leopoldo e dezenas de pequenas e médias instituições de
educação, ciência e cultura.
Fiquei
preocupado com algumas notícias veiculadas na mídia: A Casa do Imigrante, situada
no Bairro da Feitoria é símbolo da chegada dos primeiros imigrantes alemães no
sul no Brasil. Seu rico acervo de móveis e utensílios corre o risco de ser
danificado pelas goteiras do telhado.
Por outro lado a Biblioteca Municipal Viana Moog teve suas instalações interditadas pelo Corpo de Bombeiros. Um acervo de 40 mil títulos corre o risco de perder-se. Parte dele (em torno de 3000 livros) foi alocado para doação ao público interessado. Uma reforma ocorrida não resolveu as infiltrações de goteiras e a falta de um plano de prevenção de incêndios.
Fotos:
Por outro lado a Biblioteca Municipal Viana Moog teve suas instalações interditadas pelo Corpo de Bombeiros. Um acervo de 40 mil títulos corre o risco de perder-se. Parte dele (em torno de 3000 livros) foi alocado para doação ao público interessado. Uma reforma ocorrida não resolveu as infiltrações de goteiras e a falta de um plano de prevenção de incêndios.
Foto: www.portalsaoleo.com.br
A atual administração municipal que assumiu em janeiro deste ano tem encontrado dificuldades para operar o orçamento feito no ano anterior. Pelo noticiário da imprensa recebeu uma dívida de difícil cumprimento. Além de nossa colaboração pessoal às autoridades responsáveis, desejamos também oferecer exemplos que podem incentivar novas iniciativas: Porto Alegre e Pelotas, dentre outras cidades brasileiras, tem utilizado recursos do Governo Federal (Projeto Monumenta).
Desse modo foram e têm sido restaurados monumentos e prédios históricos
públicos e privados. Pelos últimos dados oficiais publicados as despesas com a
cultura no país é de 0,3%. O Estado do Rio Grande do Sul é o 14º em
investimentos, enquanto os municípios,
embora com menos recursos gastam mais, ficando em 6º lugar. Em 2011 foram
gastos R$ 16 milhões, e a promessa é de R$85 milhões em 2014. Porto Alegre
gastou R$48 milhões e promete R$80 milhões para 2014.
As pessoas
interessadas em colaborar com a Casa do Imigrante podem telefonar para (51)
3592.4557. Para a Biblioteca, ligar com a Prefeitura Municipal de São Leopoldo.
quarta-feira, setembro 12, 2012
CAFÉ LUNA BAR É CULTURA
O tradicional Café LUNA BAR foi inaugurado em primeiro de maio de
1954. É administrado pela família FINCK desde seu começo. Referência no centro
de Novo Hamburgo ocupou durante décadas, uma das lojas do prédio do antigo Cine
Theatro Lumière, na Rua General Neto, atual Calçadão Osvaldo Cruz, no
coração da cidade.
Recentemente, teve que obedecer a ordem legal de despejo, patrocinada pela
nova dona do prédio, a igreja do pastor
Edir Macedo. Embora o infortúnio, o LUNA não desapareceu. Ressurgiu qual Fênix
revivida, num espaço novo, maior e melhor, na Rua Bento Gonçalves, ao lado da
Escola Osvaldo Cruz e em frente ao Calçadão que leva o mesmo nome.
É um ambiente aconchegante, que vem agradando a seus frequentadores
habituais, bem como, aos novos clientes:
a decoração de bom gosto, os móveis de
madeira vergada, dão uma sensação de conforto. Suas amplas paredes laterais
internas são tomadas por quadros que ilustram os últimos sessenta anos de arte
musical e cinematográfica. Podemos contemplar James Dean, as motocicletas de Peter Fonda e
Dennys Hopper, e m "Easy Ryder", a inesquecível Marilyn Monroe, os
gênios musicais de Elvis Aaron Presley, Led Zeppelyn, Rolling Stones, Pink
Floyd, o nosso Legião Urbana, de Renato Russo, e outros mais.
As tribos de fiéis clientes revezam-se nos vários turnos, da manhã à
noite, da segunda-feira ao sábado. O atendimento é personalizado, os produtos oferecidos,
da melhor qualidade, e o café tirado pelo barista chef Geraldo Finck, fazem a
delícia de seus apreciadores. Israel (filho de Geraldo) e Dona Luíza são os
colaboradores no atendimento da clientela.
Nesse ano, quem esteve no LUNA, teve a oportunidade de acompanhar pela
TVHD, Il Giro d´Italia, Tour de France, O Torneio de Wimbledon, o
US Open e os Jogos Olímpicos de
Londres, dentre outros. Os donos de Lap Tops/Notebooks, aproveitam a
internet do LUNA.
Empresários, esportistas, professores, artistas plásticos, sejam quais
forem as profissões, aposentados ou não, casais de todas as idades, trocam
informações, batem papo, discutem política, alguns tentam salvar o país do
mensalão.
Um aspecto que chama a atenção é a troca e empréstimo de CDs, livros e
periódicos. No grupo que acompanho, circulam livros de economia, de História,
Antropologia, Política, e até Auto Ajuda. Nomes de Eduardo Galeano, Mario
Vargas Llosa, Miriam Leitão, Mário Simonsen, dentre outros, foram citados ou
lidos. Recortes de jornais e revistas, com "a notícia ou a charge do
dia", são frequentes.
Uma amiga relatou-me um episódio envolvendo seu filho, aluno de primeiro
grau, na vizinha Escola Osvaldo Cruz: O garoto dirigiu-se à professora,
solicitando permissão para sair da Escola durante o recreio. Explico o motivo:
queria ir até o Luna, dar um alô para o vovô, o qual, segundo a vovó afirmara
"passava todas as manhãs no Luna". Embora o simpático pedido da
criança, a professora fez ver da responsabilidade e cuidados que a Escola deve
ter, não autorizando a saída de alunos durante o período de aulas. Como podemos
constatar, o Café Bar Luna, além de espaço de lazer e cultura, também é
família.
Longa vida ao Café Bar Luna, um dos mais antigos e tradicionais pontos
do Centro de Novo Hamburgo.
terça-feira, agosto 14, 2012
Capital da Cultura
Algumas cidades são privilegiadas em termos culturais. Um caso muito especial é de São Leopoldo. Localizada a 33 km ao norte de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.
Berço da colonização alemã no RS, São Leopoldo possui uma das maiores e melhores universidades que temos o privilégio de conhecer: A UNISINOS, Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Mantida e administrada pela competente experiência de 5 séculos dos Padres Jesuitas. Além de seus tradicionais e conceituados cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado, possui um avançado parque tecnológico, abrigando empresas locais e internacionais, desenvolvendo produtos de ponta na área da informática e automação industrial. A Universidade participa de vários programas e projetos nacionais e internacionais(Programa na Antártida, em biologia e geologia). O Instituto Anchietano de Pesquisas, dirigido pelo Pe.Dr.Pedro Ignácio Schmitz, destaca-se em História, Arqueologia e Antropologia. As pessoas interessadas em conhecer melhor a Unisinos, podem entrar em seu site.
Podemos ainda destacar nessa cidade:
MUSEU DO TREM
Rua Lindolfo Collor, 40, Centro
MUSEU DA HISTÓRIA GEOLÓGICAAv.Unisinos, 950, prédio 61, Fone 3591.1122
MUSEU ANTROPOLÓGICO ANCHIETANO
Rua Brasil, 725, Centro, Fone 3590.8409
MUSEU DO RIO
Rua da Praia, 50, Bairro Rio dos Sinos, Fone 3589.4343
MUSEU HISTÓRICO VISCONDE DE SÃO LEOPOLDO
Rua Dom João Becker,491, Fone 3592.4557,e-mail:museuhistoricosl@terra.com.br
CASA DO IMIGRANTE/CASA DA FEITORIA
Av. Feitoria, 3291, Bairro Feitoria, Fone 3592.4557
MUSEU ESCOLAR PROF.ARNILDO HOPPEN-MEPAH
Rua Mário Sperb, 874, Morro do Espelho, Fone 3592.1584
O museu mantem visitas guiadas para escolas, e durante o ano exposições temáticas: Uniformes, Fotos - Sinodal ontem e hoje. Livros de ex-professores e ex-alunos(autores).
MEMORIAL PADRE REUS
Rua Leonel França,134, Bairro Fião, Fone 3592.1574
Visitas ao Santuário e ao túmulo do Padre Reus
MEMORIAL JESUÍTA
Av.Unisinos, 950, Bairro Cristo Rei, Fone 3591.1122
Guarda Obras Raras e Especiais, e-mail: memorialsj@unisinos.br
quarta-feira, dezembro 09, 2009
PRESERVANDO A CASA ADAMS
A casa localizada à Rua Silveira Martins n° 780, esquina com a Rua Julio de Castilhos, no Bairro Centro, chama a atenção das pessoas que por ela passam, por sua beleza arquitetônica,embora atualmente encontra-se em estado lamentável: problemas no telhado e pichações em suas portas e paredes externas.
É uma construção em alvenaria de tijolos salpicados, em sua cobertura possui manzardas, telhas canal, telhas francesas (as que são em número maior) e telhas de zinco. Possui uma cúpula externa na fachada lateral. Na fachada principal possui elementos em alto relevo com formas geométricas, óculo com vitral colorido e cachorro de madeira no beiral. Paredes internas, pisos e forro são confeccionados em madeira, do mesmo modo as portas e janelas internas e externas. O piso geral é de madeira com exceção do banho e cozinha que são de ladrilhos e as paredes de alvenaria. Há um espaço lateral externo com frente para a Rua Júlio de Castilhos, que serviu como um jardim com duas grandes árvores que prejudicam o prédio, principalmente alicerces e o telhado. Poda ou remoção das mesmas deveriam ser providenciadas para salvaguarda da casa.
Pode-se dizer que o estado atual da casa é regular, exigindo uma restauração o mais urgente possível, pois sua deterioração está a caminho.
De acordo com a assessoria dos proprietários atuais, existe o interesse em restaurá-la e conservá-la, assim que tiveram a autorização da Prefeitura Municipal para as devidas obras de restauração, e demais obras.
A Casa Adams possui 188m² de área construída, encontra-se na extremidade nordeste de um terreno de 5.166 m² de área, que também abriga o que resta da antiga fábrica de Calçados Adams. A empresa passou ao controle do Banco do Brasil em meados dos anos 70, sendo a seguir adquirida por uma das empresas do Grupo Franciscano.
Essa casa, cuja data de construção é da primeira metade do século passado, foi residência da Família Pedro Adams Filho por três gerações.
A importância de sua preservação, restauração e conservação, pode ser comprovada através dos meios de comunicação, principalmente o Jornal N.H.(exemplo: edição de 17 de outubro de 2000, página 4). Crônicas e fotos do Fotógrafo e Jornalista Alceu Mário Feijó e outros cronistas.
O escritor hamburguense Paulo Henrique Kern, escreveu, e Ariadne Decker ilustrou, um interessante livro “ Ruas e Praças de Novo Hamburgo- Quem é Quem”. Em sua 2ª edição, de 2002, Novo Hamburgo, RS, edição do autor. Nele está registrada a importância de Pedro Adams Filho, dando nome à Avenida Pedro Adams Filho,que cruza a zona Central da cidade,de norte, do Bairro Operário, do Guarani, Vila Rosa, passando pelo Centro e seguindo ao sul na direção de Pátria Nova, Ouro Branco-Pátria Nova, novamente Ouro Branco, Rondônia e Industrial, Santo Afonso e Industrial novamente.
Para Paulo Henrique Kern “PEDRO ADAMS FILHO (1870-1935), o pioneiro da indústria calçadista do Vale do Rio dos Sinos, nasceu no município de Lajeado, iniciou as atividades profissionais aos dezoito anos de idade, quando ele e seu pai se estabeleceram com sapataria e selaria em Dois Irmãos. Naquela época,começou a confeccionar chinelos. Mudou-se para Novo Hamburgo em 1898. Utilizando maquinaria importada da Alemanha, instalou a primeira fábrica de calçados da Cidade. Essa empresa teve extraordinária importância, pois serviu de escola a muitos sapateiros que depois fundaram outras indústrias. Adams foi também o primeiro a vender seus produtos no Estado de São Paulo. Participou ainda da criação de uma empresa geradora e distribuidora de eletricidade, denominada Energia Elétrica Hamburguesa Limitada. Atuando na política, fez parte do Conselho Municipal de São Leopoldo ( correspondente à atual Câmara Municipal de Vereadores), desde 1917 até a emancipação de Novo Hamburgo,em 5 de abril de 1927. Teve participação ativa na campanha emancipacionista. Foi presidente da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo no período de 1910 a 1911.”
Pela Lei Municipal 47, de 1964, a avenida foi oficializada como via pública principal de Novo Hamburgo.
A Profª Ms. Claudia Schemes et allii, também registra de forma enfática, a importância de Pedro Adams Filho, no livro do qual é co-autora “Memória do Setor Coureiro-Calçadista: Pioneiros e Empreendedores do Vale do Rio dos Sinos”, editora da Feevale, 2005, Novo Hamburgo, RS, Brasil.
No capítulo “Empresários e Trabalhadores”, à pagina 17, os autores citam :
“Um dos marcos do crescimento da atividade calçadista em Novo Hamburgo foi a criação da primeira fábrica de calçados,em 1898, por Pedro Adams Filho, que já trabalhava desde os 18 anos com seu pai, também sapateiro, na confecção de chinelos.
Ele foi, portanto, o pioneiro da indústria calçadista de Novo Hamburgo e Vale dos Sinos. ...Esta primeira fábrica chamada Pedro Adams Filho & Cia. Ltda. Produziu itens diversificados, pois não havia especialização nem critérios na linha de produtos fabricados. O maquinário utilizado era da marca Moenus, importado da Alemanha, entretanto, durante a 1ª Guerra Mundial pressões econômicas e políticas o obrigaram a trocar estas máquinas por outras norte-americanas. Além disso, técnicos italianos e uruguaios foram contratados para melhorar o sistema de produção.
Pedro Adams tinha idéias bastante avançadas para a época.
A empresa que só fabricava calçados femininos e masculinos,em 1930, passou a concentrar as atividades na produção de sandálias masculinas. As botinas, que também eram fabricadas, eram vendidas por vendedores que utilizavam o cavalo ou a mula como meio de transporte para chegar ao interior do Estado.”
E mais adiante (página 18) “Este empresário, portanto, pode ser considerado uma das figuras mais importantes do complexo industrial do Vale dos Sinos, pois foi ele que financiou grande parte das indústrias de calçados e curtumes da região”.
Cabe dizer também, que a Empresa de Energia Elétrica, por ele criada, além de fornecer energia para a fábrica de calçados e o Curtume Hamburguez ( também criado por Pedro Adams Filho), era a fornecedora de energia para a cidade.
Os couros produzidos no Curtume de Adams Filho eram de tal qualidade que em 1917 passaram e ser exportados para a Suiça.
Da entrevista de Pedro Adams Neto (pág.19 a 26,op. cit.), extraímos alguns comentários bem interessantes:
- Meu primeiro trabalho foi no Curtume do Adams (Curtume Hamburguez), onde eu recebia os couros do matadouro Provenzano...Utilizando o método que aprendi com o Barreto,químico responsável do Curtume Hamburguez – a curtição de nonato deu certo.
...Com esse empreendimento, consegui formar capital para comprar uma participação no Adams S/A.
...A partir de então meu pai chamou-me para trabalhar na fábrica de sandálias do Adams, fazendo com que eu passasse por todas as máquinas e aprendesse todo o processo de fabricação.
...Depois fui ao Rio e São Paulo acompanhar a comercialização, trabalhando em depósitos de couros e calçados. Na volta, fui para a fábrica de calçados Adams, já como diretor.
De Ronaldo Romeu Meurer, um trabalhador entrevistado ( pág.53 a 59 ), extraímos algumas observações:
- Comecei a trabalhar com 14 anos de idade com carteira assinada...
-Na firma (Adams) passei por várias seções ( solaria, aviamento, corte, etc)...
- Dentro da firma eu me sentia muito bem. Tive propostas para trocar,mas eu me sentia bem dentro dessa firma, nunca fiz questão de mudar... foram 30 anos de serviço.
- A pedido dos patrões, depois de 30 dias aposentado, fui convidado a voltar, promovido a chefe de seção...
- Coisa boa acontecia diariamente porque tínhamos muitos amigos e os próprios patrões eram muito bons. Eu, mais dois irmãos e minha mãe trabalhávamos todos na mesma firma e os patrões deram-nos uma casa para morar, para pagarmos da maneira que podíamos pagar. Se pudesse pagar um mês estava bom; se não pudesse pagar num mês, não fazia mal. Isso é uma das coisas boas que tenho lembrança...
- O nome do patrão era Urbano Adams. Foi muito bom trabalhar ali, eles nos auxiliaram muito. O Adams fazia calçado de homem, um calçado de primeira classe...
No jornal NH de 17 de outubro de 2000 (pág.4), destacamos algumas considerações importantes do economista e Consultor da Associação de Curtumes do RS-AICSul, André Maurício dos Santos, a respeito do pioneiro Pedro Adams Filho:
-O impulso decisivo para o crescimento da emergente indústria calçadista aconteceu em 1888, com a criação da primeira fábrica de calçados propriamente dita: a Pedro Adams Filho & Cia. Ltda., de Pedro Adams Filho, proprietário de um curtume e fábrica de arreios. O Sr.Adams construiria,em 1901, um prédio de alvenaria na cidade, que mais tarde passaria por sucessivos aumentos...
- Pedro Adams se tornou agente do Banco da Província, cargo que lhe teria facilitado o acesso a empréstimos para sua fábrica...
Muito mais poderia ser dito a respeito de Pedro Adams Filho e sua trajetória extraordinária como pioneiro da indústria,empresário inovador, político, e líder social. Acima de tudo, um humanista exemplar para muitos outros donos de fábrica( como gostava de dizer o Professor Ernest Sarlet).
É mister inadiável a restauração da Casa Adams,e não só isso, sua preservação e manutenção como um Memorial para conhecimento dessa e das futuras gerações.
Esperamos que o entorno degradado possa também dar lugar a novos empreendimentos, incluímos aqui também a área da antiga Fábrica de Molduras P.Alles.
Todas essas áreas ociosas ( Adams, P.Alles, e arredores) voltem a ser revitalizadas, oferecendo novos espaços de negócios e empregos, os quais poderão trazer e atrair novos capitais e renda para os empresários, os trabalhadores e para o município através da arrecadação de impostos.
Uma área central do município, com antigos prédios industriais em petição de miséria, servindo apenas para abrigo de morcegos e atelier de pichadores, merece uma atenção melhor.
Projetos inovadores com aproveitamento adequado merecem o apoio e incentivo das autoridades e o aplauso da comunidade.
É uma construção em alvenaria de tijolos salpicados, em sua cobertura possui manzardas, telhas canal, telhas francesas (as que são em número maior) e telhas de zinco. Possui uma cúpula externa na fachada lateral. Na fachada principal possui elementos em alto relevo com formas geométricas, óculo com vitral colorido e cachorro de madeira no beiral. Paredes internas, pisos e forro são confeccionados em madeira, do mesmo modo as portas e janelas internas e externas. O piso geral é de madeira com exceção do banho e cozinha que são de ladrilhos e as paredes de alvenaria. Há um espaço lateral externo com frente para a Rua Júlio de Castilhos, que serviu como um jardim com duas grandes árvores que prejudicam o prédio, principalmente alicerces e o telhado. Poda ou remoção das mesmas deveriam ser providenciadas para salvaguarda da casa.
Pode-se dizer que o estado atual da casa é regular, exigindo uma restauração o mais urgente possível, pois sua deterioração está a caminho.
De acordo com a assessoria dos proprietários atuais, existe o interesse em restaurá-la e conservá-la, assim que tiveram a autorização da Prefeitura Municipal para as devidas obras de restauração, e demais obras.
A Casa Adams possui 188m² de área construída, encontra-se na extremidade nordeste de um terreno de 5.166 m² de área, que também abriga o que resta da antiga fábrica de Calçados Adams. A empresa passou ao controle do Banco do Brasil em meados dos anos 70, sendo a seguir adquirida por uma das empresas do Grupo Franciscano.
Essa casa, cuja data de construção é da primeira metade do século passado, foi residência da Família Pedro Adams Filho por três gerações.
A importância de sua preservação, restauração e conservação, pode ser comprovada através dos meios de comunicação, principalmente o Jornal N.H.(exemplo: edição de 17 de outubro de 2000, página 4). Crônicas e fotos do Fotógrafo e Jornalista Alceu Mário Feijó e outros cronistas.
O escritor hamburguense Paulo Henrique Kern, escreveu, e Ariadne Decker ilustrou, um interessante livro “ Ruas e Praças de Novo Hamburgo- Quem é Quem”. Em sua 2ª edição, de 2002, Novo Hamburgo, RS, edição do autor. Nele está registrada a importância de Pedro Adams Filho, dando nome à Avenida Pedro Adams Filho,que cruza a zona Central da cidade,de norte, do Bairro Operário, do Guarani, Vila Rosa, passando pelo Centro e seguindo ao sul na direção de Pátria Nova, Ouro Branco-Pátria Nova, novamente Ouro Branco, Rondônia e Industrial, Santo Afonso e Industrial novamente.
Para Paulo Henrique Kern “PEDRO ADAMS FILHO (1870-1935), o pioneiro da indústria calçadista do Vale do Rio dos Sinos, nasceu no município de Lajeado, iniciou as atividades profissionais aos dezoito anos de idade, quando ele e seu pai se estabeleceram com sapataria e selaria em Dois Irmãos. Naquela época,começou a confeccionar chinelos. Mudou-se para Novo Hamburgo em 1898. Utilizando maquinaria importada da Alemanha, instalou a primeira fábrica de calçados da Cidade. Essa empresa teve extraordinária importância, pois serviu de escola a muitos sapateiros que depois fundaram outras indústrias. Adams foi também o primeiro a vender seus produtos no Estado de São Paulo. Participou ainda da criação de uma empresa geradora e distribuidora de eletricidade, denominada Energia Elétrica Hamburguesa Limitada. Atuando na política, fez parte do Conselho Municipal de São Leopoldo ( correspondente à atual Câmara Municipal de Vereadores), desde 1917 até a emancipação de Novo Hamburgo,em 5 de abril de 1927. Teve participação ativa na campanha emancipacionista. Foi presidente da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo no período de 1910 a 1911.”
Pela Lei Municipal 47, de 1964, a avenida foi oficializada como via pública principal de Novo Hamburgo.
A Profª Ms. Claudia Schemes et allii, também registra de forma enfática, a importância de Pedro Adams Filho, no livro do qual é co-autora “Memória do Setor Coureiro-Calçadista: Pioneiros e Empreendedores do Vale do Rio dos Sinos”, editora da Feevale, 2005, Novo Hamburgo, RS, Brasil.
No capítulo “Empresários e Trabalhadores”, à pagina 17, os autores citam :
“Um dos marcos do crescimento da atividade calçadista em Novo Hamburgo foi a criação da primeira fábrica de calçados,em 1898, por Pedro Adams Filho, que já trabalhava desde os 18 anos com seu pai, também sapateiro, na confecção de chinelos.
Ele foi, portanto, o pioneiro da indústria calçadista de Novo Hamburgo e Vale dos Sinos. ...Esta primeira fábrica chamada Pedro Adams Filho & Cia. Ltda. Produziu itens diversificados, pois não havia especialização nem critérios na linha de produtos fabricados. O maquinário utilizado era da marca Moenus, importado da Alemanha, entretanto, durante a 1ª Guerra Mundial pressões econômicas e políticas o obrigaram a trocar estas máquinas por outras norte-americanas. Além disso, técnicos italianos e uruguaios foram contratados para melhorar o sistema de produção.
Pedro Adams tinha idéias bastante avançadas para a época.
A empresa que só fabricava calçados femininos e masculinos,em 1930, passou a concentrar as atividades na produção de sandálias masculinas. As botinas, que também eram fabricadas, eram vendidas por vendedores que utilizavam o cavalo ou a mula como meio de transporte para chegar ao interior do Estado.”
E mais adiante (página 18) “Este empresário, portanto, pode ser considerado uma das figuras mais importantes do complexo industrial do Vale dos Sinos, pois foi ele que financiou grande parte das indústrias de calçados e curtumes da região”.
Cabe dizer também, que a Empresa de Energia Elétrica, por ele criada, além de fornecer energia para a fábrica de calçados e o Curtume Hamburguez ( também criado por Pedro Adams Filho), era a fornecedora de energia para a cidade.
Os couros produzidos no Curtume de Adams Filho eram de tal qualidade que em 1917 passaram e ser exportados para a Suiça.
Da entrevista de Pedro Adams Neto (pág.19 a 26,op. cit.), extraímos alguns comentários bem interessantes:
- Meu primeiro trabalho foi no Curtume do Adams (Curtume Hamburguez), onde eu recebia os couros do matadouro Provenzano...Utilizando o método que aprendi com o Barreto,químico responsável do Curtume Hamburguez – a curtição de nonato deu certo.
...Com esse empreendimento, consegui formar capital para comprar uma participação no Adams S/A.
...A partir de então meu pai chamou-me para trabalhar na fábrica de sandálias do Adams, fazendo com que eu passasse por todas as máquinas e aprendesse todo o processo de fabricação.
...Depois fui ao Rio e São Paulo acompanhar a comercialização, trabalhando em depósitos de couros e calçados. Na volta, fui para a fábrica de calçados Adams, já como diretor.
De Ronaldo Romeu Meurer, um trabalhador entrevistado ( pág.53 a 59 ), extraímos algumas observações:
- Comecei a trabalhar com 14 anos de idade com carteira assinada...
-Na firma (Adams) passei por várias seções ( solaria, aviamento, corte, etc)...
- Dentro da firma eu me sentia muito bem. Tive propostas para trocar,mas eu me sentia bem dentro dessa firma, nunca fiz questão de mudar... foram 30 anos de serviço.
- A pedido dos patrões, depois de 30 dias aposentado, fui convidado a voltar, promovido a chefe de seção...
- Coisa boa acontecia diariamente porque tínhamos muitos amigos e os próprios patrões eram muito bons. Eu, mais dois irmãos e minha mãe trabalhávamos todos na mesma firma e os patrões deram-nos uma casa para morar, para pagarmos da maneira que podíamos pagar. Se pudesse pagar um mês estava bom; se não pudesse pagar num mês, não fazia mal. Isso é uma das coisas boas que tenho lembrança...
- O nome do patrão era Urbano Adams. Foi muito bom trabalhar ali, eles nos auxiliaram muito. O Adams fazia calçado de homem, um calçado de primeira classe...
No jornal NH de 17 de outubro de 2000 (pág.4), destacamos algumas considerações importantes do economista e Consultor da Associação de Curtumes do RS-AICSul, André Maurício dos Santos, a respeito do pioneiro Pedro Adams Filho:
-O impulso decisivo para o crescimento da emergente indústria calçadista aconteceu em 1888, com a criação da primeira fábrica de calçados propriamente dita: a Pedro Adams Filho & Cia. Ltda., de Pedro Adams Filho, proprietário de um curtume e fábrica de arreios. O Sr.Adams construiria,em 1901, um prédio de alvenaria na cidade, que mais tarde passaria por sucessivos aumentos...
- Pedro Adams se tornou agente do Banco da Província, cargo que lhe teria facilitado o acesso a empréstimos para sua fábrica...
Muito mais poderia ser dito a respeito de Pedro Adams Filho e sua trajetória extraordinária como pioneiro da indústria,empresário inovador, político, e líder social. Acima de tudo, um humanista exemplar para muitos outros donos de fábrica( como gostava de dizer o Professor Ernest Sarlet).
É mister inadiável a restauração da Casa Adams,e não só isso, sua preservação e manutenção como um Memorial para conhecimento dessa e das futuras gerações.
Esperamos que o entorno degradado possa também dar lugar a novos empreendimentos, incluímos aqui também a área da antiga Fábrica de Molduras P.Alles.
Todas essas áreas ociosas ( Adams, P.Alles, e arredores) voltem a ser revitalizadas, oferecendo novos espaços de negócios e empregos, os quais poderão trazer e atrair novos capitais e renda para os empresários, os trabalhadores e para o município através da arrecadação de impostos.
Uma área central do município, com antigos prédios industriais em petição de miséria, servindo apenas para abrigo de morcegos e atelier de pichadores, merece uma atenção melhor.
Projetos inovadores com aproveitamento adequado merecem o apoio e incentivo das autoridades e o aplauso da comunidade.
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