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domingo, junho 09, 2013

O NOVO CAFÉ AVENIDA

O NOVO CAFÉ AVENIDA

Plínio Dall´Agnol

"Café Avenida, a esquina do pecado: folkcomunicação, comércio e publicidade em Novo Hamburgo",   é fruto de um trabalho apresentado ao NFK(NP Folkcomunicação da Intercom), da Profª Drª Maria Berenice da Costa Machado e de Marcelle Silveira dos Santos, Acadêmica de P&P, ambas da Feevale.
Esse texto aguçou minha curiosidade e passei a procurar e saber das heranças do antigo Avenida. Para tanto visitei o Novo Avenida e falei com a Bety( Elisabeth Bender) a qual com sua irmã Heloisa, são as atuais proprietárias. O Novo Café não repete o Antigo é obvio ,porém, está plenamente revestido de um charme e elegância próprios: recebe seus clientes fiéis e visitantes eventuais com o mesmo carinho e atenção. Os moradores do Centro, os empresários e funcionários das empresas  e escritórios,  têm a oportunidade de saborear o melhor café colonial e almoço caseiro alemão, italiano com pitadas de brasileiro. Tudo isso a preços módicos e com um serviço de primeira qualidade, liderado pelas irmãs Bender com apoio de uma equipe qualificada de funcionários.
Nada melhor do que consta no trabalho das pesquisadoras citadas no início desta crônica para falar do Novo Café e Restaurante Avenida: "Desde janeiro de 2004, a marca Café Avenida foi comprada por Elisabeth e Heloisa Bender, filhas de Otávio Bender, falecido relações públicas da Prefeitura de NH e freqüentador da esquina do pecado(anteriormente a licença de uso do nome Avenida pertenceu a Josiane Algayer). As duas irmãs instalaram na Lima e Silva, duas ruas distantes do Calçadão, uma nova cafeteria e restaurante, conservando na entrada quatro mesas originais, com as marcas do tempo e do quanto foram usadas: as suas pernas, na altura do assento das cadeiras apresentam desgastes pelo atrito. No novo ambiente, a decoração é contemporânea, com detalhes que remetem a um aromático passeio ao passado: nas paredes estão fotos da esquina do pecado, há objetos antigos espalhados".
Mini posters com foto antiga e crônica estão sobre as  mesas e um hino a Novo Hamburgo, de autoria de Ione Jaeger,  pintado numa das paredes do Novo Café e Restaurante Avenida, evocam o amor pela cidade.


Plínio Dall´Agnol é professor e Pós-Graduado em Antropologia  

PERFÍS DE JORNALISTAS

PERFIS DE JORNALISTAS

Plínio Dall´Agnol

“A imagem social dos jornalistas nunca foi das melhores. No início do século XIX quando a imprensa começava a ter em suas mãos poder político e o negócio de informar já era lucrativo na Europa, o jornalista e sua atividade eram encarados com desconfiança e desprezo.”(Carlos Eduardo Lins da Silva).
No passado, a literatura de Honoré de Balzac, Elias Canetti  e outros insistiram em retratar negativamente o jornalismo. Nos dias modernos “Cidadão Kane” de  Orson Welles no cinema é a personificação negativa do homem de negócios e jornalista inescrupuloso. O resgate da honorabilidade profissional jornalística acontece através das reportagens  investigativas de dois jornalistas americanos Bob Wodward e Carl Bernstein, do Washington Post . Eles desmascararam as tramas de agentes do partido republicano contra os  democratas. O “Escândalo de Watergate”, como foi chamado a trapaça, acabou por derrubar o governo republicano de Richard Nixon o qual afirmava que “não sabia de nada”! Aliás, coisas semelhantes parecem acontecer nos dias de hoje.
O conteúdo dessa crônica é inspirado no trabalho excepcional desenvolvido pelos professores e jornalistas Dr.José Marques de Mello e Carlos Eduardo Lins da Silva  da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo-ECA/USP. Eles propiciaram aos alunos de jornalismo um trabalho de conclusão baseado em entrevistas com 20 profissionais da imprensa.  Alguns com diploma de jornalista e outros não. Esses últimos reconhecendo a importância do diploma universitário. Para não estender  essa crônica selecionamos alguns nomes.
O primeiro foi Antonio Carlos Fon: Quando tentava uma vaga no vestibular para jornalismo nas  Faculdades de Santos, o Padre Quevedo afirmou: “Sinto muito, mas você nunca será um jornalista”!! O Padre estava equivocado. Antonio Carlos Fon atuando como jornalista já ganhou 3 Prêmios Vladimir Herzog, Prêmios da Editora Abril e Esso de jornalismo. Atuou nos mais destacados órgãos da imprensa brasileira (O Globo, O Dia, Diário Popular, Isto É, Veja).
Luis Nassif, outro entrevistado pelos alunos de jornalismo da ECA/USP foi enfático: “Manual de redação é um início importante para se implantar regras. Mas depois que todo mundo aprendeu a tocar por partitura, deve-se começar a tocar de ouvido, com criatividade.” Disse ainda: “Dentro do jornalismo é preciso ter o escoteiro  e também aquele  cara de atuação individual que vai atrás da notícia. Afinal, a busca da informação é basicamente individual.”
Dividindo atribuições com Wanuza L. de Souza, que o diga Geraldo Haubert, experiente repórter, com brilhante passagem por importantes órgãos da imprensa falada e escrita, agora diretor e editor de mais de mil semanas da Tribuna da Cidade!
Plínio Dall´Agnol é professor/pós-graduado em Antropologia Cultural